Jornalismo feito “nas cochas”

Não assisto ao Big Brother. Só sei que teve paredão e que o tal Alemão deve ganhar a parada. Sei ainda que toda e qualquer notícia sobre o programinha, que já torrou a paciência, rende qualquer pagininha com duas linhas na maioria dos sites de conteúdo popular (fofocas e afins), para “enriquecer a cobertura jornalística deste grande evento”.

Claro que o resultado não pode ser muito diferente ao do registro abaixo. Feito nas coxas. Ou, nesse caso…

Cocha de frango! COCHA!!!

Clique na imagem e leia rápido, antes que alguém corrija a informação Já consertaram, ou seja, agora que a coxa está certa, acabou todo o interesse pelo clique.

Enfim, mais um edificante exemplo para o tal “jornalismo online”. Vamos lá, a caminho da credibilidade! Issa!

André Marmota é um rei momo sem dono, sem trono, um pierrot mal-amado... Não, esperem, esse é o Ed Motta. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (14)

  1. Ui! Essa foi de doer os olhos.

    Bem lembrado, Tuca. O Telecine Cyber Movie é uma das coisa mais pavorosas que existem!

  2. Caraio tuca, já tinha visto essa aberração, mas ver que os caras criaram um dicionário no site é um contra-senso, afinal de contas se sabem que não são entendidos porque insistir nesse câncer?

  3. Pára de ser chato marmota, foi um pequeno deslize, todos sabemos que se escreve:
    FEITO NAS COLCHAS =D
    Na realidade, a maioria dos bebês são…
    Abração

  4. Taí o principal problema das faculdades de jornalismo: não ensinam os alunos a consultarem um negócio chamado dicionário.

  5. Do seu post, sobre um assunto quase alienígena, a mídia on-line, a falta de assunto que interessa a tantos, vou dizer o que me impressionou mesmo e me encanta é o uso correto da regência do verbo assistir, bem no comecinho do post, “assistir ao…” É tão raro hoje em dia.

    No mais, tudo bem? ;))

  6. André, André, André… olha, todos adoram jogar suas pedras. Mas lembremos que também teremos nosso dia de vidraça!

    Para quem não sabe, em todas as redações existem pessoas responsáveis por corrigir as besteiras que os jornalistas escrevem: os editores.
    Portanto, se um erro assim passou e ficou tanto tempo no ar, a culpa é do editor, e não somente da pobre repórter que escreve “trocentas” notícias por dia.

    Antigamente, esses editores eram caras mais velhos, experientes e talentosos. Com a crise na imprensa, os bons mestres do jornalismo viraram consultores, ou qualquer outra coisa. Para o lugar deles foram promovidos os repórteres mais espertinhos. Apesar do talento evidente dessa geração, eles ainda são muito jovens, têm pouca quilometragem e, assim como o que sobrou dos repórteres, estão sobrecarregados.

    Então, a culpa de tudo isso é do esquema montado pelos barões da imprensa. Eles pagam cada vez menos, para menos pessoas e exigem mais produção.

    Sei que esse discurso parece um tanto quanto corporativista, mas quem conhece a situação concordará comigo.
    O que não dá é apenas achar que a culpa é da repórter e pronto.

  7. Ahhhh! Esqueci de dizer um detalhe! Além de tudo aquilo que eu já disse, a maioria das vagas dos repórteres hoje é preenchida por estagiários.

    Não é por acaso que a qualidade está indo pro buraco.

  8. Adilson, veja que o André reclamou do jornalismo e não do jornalista, mas o seu comentário é pertinente, alguns leitores podem fazer essa confusão.

  9. BBB já encheu o saco. A proposta inicial era bacana, mas o formato já cansou, ficou repetitivo e previsível. Quanto às “cochas”, provavelmente é resultado da pressa dos redatores (se não for semi-analfabetismo mesmo). O problema é que geralmente não há um profissional nas redações on-line para fazer a checagem constante do que vai ao ar.

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