E se o mundo acabasse, o que você faria?

A pergunta que entitula este post divide com “o que você levaria para uma ilha deserta” a medalha de ouro na categoria “grandes questões que, após tantas aparições, já viraram clichê”. A discussão foi devidamente reacendida na Inglaterra em outubro passado pela Ziji Publishing, que lançou o primeiro romance de Steven Sivell chamado “Cloud Cuckoo Land” – cuja premissa é justamente o apocalipse como metáfora ao fim da espécie humana.

Para promover a publicação, a editora fez a seguinte pergunta aos britânicos: “um asteróide está na rota de colisão da Terra e você tem uma hora de vida. O que você faria com seus últimos 60 minutos?”. 54% dos entrevistados passariam seus últimos minutos com parentes ou amigos, ao vivo ou pelo telefone mesmo. 13% preferiram beber champanhe tranquilamente no sofá da sala, enquanto que apenas 9% iriam esperar o fim do mundo fazendo sexo. Outras opções seriam rezar (3%), comer algum alimento gorduroso (2%) ou sair para roubar (2%).

Não sei se mais alguém repercutiu essa informação em outras partes do mundo, para observar as diferenças estatísticas e iniciar uma interessante discussão comportamental. Os números ingleses me fizeram pensar que, se a pesquisa fosse feita no Brasil, as opções de caráter hedonista levariam vantagem. Enfim, levando em conta os 192 visitantes que participaram do nosso “repeteco” da pesquisa inglesa, a conclusão é exatamente essa.

Adivinhem qual alternativa superou a reunião de parentes e amigos para celebrar o fim dos tempos? Ir para a cama com o homem/mulher de suas vidas: 28,6%, contra 24%. O champanhe no sofá vem logo a seguir, com 15,6%. Assim como na Inglaterra, frituras e gorduras tiveram baixo impacto (7,3%) – até porque já exageramos nesse item mesmo sem qualquer ameaça. Digno de comparação simbólica a sensível diferença nos itens “ajoelhar e rezar” (10,9%) e “participar de uma onda de saques” (13,5%). Independente do fim do mundo, a conclusão é óbvia: somos bem mais legais que os ingleses, hein?

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (6)

  1. Eu acho que seria o da familia a minha opção. Mas o difícil é que morando a 25km de distância de casa até o trabalho! Seria provável que eu morresse tentando chegar viu!
    Isso é frustrante de se pensar!
    Nem morrer da maneira que eu escolhesse eu conseguiria!

  2. Engraçado é que a primeira coisa que me veio em mente se o mundo acabsse agora mesmo seria falar um monte de desaforos as inúmeras pessoas ‘sem noção’ que passaram pela minha vida. risos. Poderia morrer infeliz, mas a consciência estaria limapa.

  3. hehe..60 segundos é dificil pensar no que faria ou não.
    Eu certamente pela ultima vez olharia o mar e sentiria a brisa me levar ao infinito e eterna Paz de Deus.

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