1ª Campanha Nacional de Luta contra o Humor

O que acham de uma campanha com esse nome, além do slogan “tá rindo do quê?”. Se der tempo prometo falar mais sobre isso ainda hoje.

Atualizado: Agora sim.

Esses dias, ao lado de Lello Lopes, esbarrei em Pedro Cirne e sua família, em mais uma dessas madrugadas festivas em um Franz Café. Sem querer, enquanto falava sobre suas incursões jornalísticas preferidas, Pedro soltou essa pérola:

“Então, uma vez eu estava cobrindo a campanha nacional de luta contra o humor…”

A reação da mesa foi imediata: gargalhadas incontroláveis. Temos a primeira conclusão: a premissa de uma manifestação dessas é, antes de mais nada, uma piada.

Quase controlado, Pedro tentou corrigir. Queria ter dito “contra a aids”. Mas o assunto já tinha virado. Os minutos seguintes se transformaram em uma tentativa de elaborar a tal campanha. Tudo que conseguimos foi o infame slogan: “tá rindo do quê?”.

Se o Nelson Moraes estivesse na mesa, teria sugerido ali mesmo a paródia do filme “Abaixo o Amor”, aquele com a Renée Zellwegger e o Ewan McGregor. Mas desconfio que nem os mais criativos seres do planeta conseguissem elaborar uma campanha dessas sem rir.

(Ok, pensando bem, existem pessoas assim. Mas antes da campanha ficar pronta, elas já teriam cometido suicídio).

A idéia é tão nonsense que uma busca no Google (até agora) por “luta contra o humor” fornece zero resultados. Mas depois de refletir um pouco, até que não seria uma causa tão despropositada assim. No fim das contas, a Campanha Nacional de Luta contra o Humor seria mais uma tentativa bem humorada de enfrentar a vida.

Esse preâmbulo todo embute um objetivo secundário: vá ver Borat, a comédia-documentário-fake que estréia nesta sexta-feira nas melhores salas do ramo.

Não vou aqui endeusar Sacha Baron Cohen, como se ele fosse o novo mestre do humor. A fórmula “vamos juntar bons esquetes até virar um filme” não é nada original (para mim, o melhor exemplo do gênero é O Sentido da Vida, de Monty Python). Mas toda a polêmica envolvendo a cultura norte-americana, além das centenas de vídeos no YouTube, transformaram Borat, inegavelmente, em um fenômeno.

Tive a grata oportunidade de assistir a comédia mais divertida do ano há pouco mais de um mês, no Noitão do Belas Artes. E confesso nunca ter visto tanta gente reunida sofrendo tamanhos espasmos de riso ao mesmo tempo. Claro que, na mesma sala, haviam pessoas chocadas, estarrecidas diante de algumas situações bizarras, no limte extremo do mau gosto. Mas a coisa é tão ruim, mas tão ruim, que no fim das contas, fica bom.

Está lançado o desafio, portanto: veja alguns filmes do Monty Phyton e dos Irmãos Zucker, além de Borat. Depois tente esboçar a Campanha Nacional de Luta contra o Humor. Ou não vai sair nada, ou você será o “gênio da comédia” da próxima semana.

Para saber mais, de verdade, sobre Borat:

– Veja a crítica “oficial” do Interney Blogs, assinada pelo Chico F.;

– Comentário do Tuca Hernandes, que se contorceu ao meu lado no Noitão do Belas Artes, ao lado da Pat, da Lu e do Inagaki;

– Perguntas pertinentes no Blog da Fer: “o que é engraçado para você?”, ou “até onde é válido humilhar alguém publicamente?”;

– Comentário do Renato Thibes, que faz uma deliciosa salada com Turistas, Seinfeld, e Bruxa de Blair;

– Por último, mas não menos importante, a crítica do Omelete.

Comentários em blogs: ainda existem? (16)

  1. Proponho inclusive uma paródia daquele filme com a Renée Zellwegger e o Ewan McGregor. Ia se chamar “Abaixo o Humor”, e começaria com uma repórter do The Onion que conhece um… Ah, você faz o roteiro, tá pensando o quê?
    :-)

  2. Ei, foi por um triz que não viramos amigos! Se eu fosse fazer um perfil, seria tão parecido com o seu… Somos vizinhos no Interney e até na mesma faculdade nós estudamos! Que puxa.

  3. Se lançam um troço desses, além de me taxarem como uma completa fraude, ainda fecham o blóóóóóógue. Logo agora que eu virei profissional, Marmota. TREMENDO VACILO. (eu entendi a piada, mas é legal pagar de perzseguida, vai que eu descolo uma anistia pra viver de brisa na zooropa e depois lanço livros, filmes, dvds e fico podre de rica. *risada maligna*)

  4. Mas, então, essa era a grande mudança? Poxa, que bacana que ficou isso daqui! Parabéns, cara! Seu blog não é mais um blog – nunca foi -; é um portal, e dos bons!

    Longa vida ao novo espaço.

  5. Muito boa, meu caro! Para completar, a campanha contra o humor poderia arrecadar fundos para o Criança Esperança fazendo campeonatos de piadas. Sim, campeonatos de piadas. Bastava cobrar uns centavinhos de cada pessoa da platéia que risse de uma piada. Como piada é um lance fácil de fazer, quanto melhor ou quanto pior, tanto melhor, seria fácil levantar uma grana. Agora, porquê o Criança Esperança? Ahhh…. não faz pergunta difícil, ô! :)

    Em tempo… fico em dúvida se ao dizer que um”blog virou portal”, está se afirmando que o blog cresceu ou se só ganhou gordura. Não sei como era seu blog antes, mas seguramente ele não me parece obeso agora. Logo, acho que ele continua sendo, com muito orgulho, um bom blog. :)

    Em tempo novamente…. bem legal esta sacada de vocês. Parabéns pro Interney (hômi de boas idéias) e pra todos os integrantes do Interney Blogs.

  6. Agora já houve tanto YT do Borat, entrevistas com o Sasha Cohen e blá-blá-blá que perdi o tesão. Quero ver o filme do Eddie Murphy embora não curta piada de mulher gorda, por razões pessoais.
    Meu filme de humor recente, onde ri assim como riram vocês no “Borat” foi “Wayne’s World.”

    Bom sábado.

  7. Confesso que apesar dos bons momentos, o que me marcou ao ver este filme foi na maioria das vezes o mau gosto, do qual não consegui rir (acho que estou ficando velho hehe)

  8. Borat Supondo que Deus tenha realmente criado o mundo em seis dias, ele deve ter ficado bastante entediado no sétimo. Afinal, alguém com tamanha iniciativa não deve ter conseguido descansar o dia todo, como nos querem fazer crer os evangelhos. O Todo-Podero…

  9. Só se for luta corporal. Contrata um lutador de sumô e se o cara começar a rir o sumodero (sim, deve ter um nome, não? rs) pula em cima dele.

    Depois de alguns desses pulos ele parará (cara, palavra bizarra… existe?) de rir. (sem dentes ficará dífil).

    Ou então contar a piada do paraguayo. Pra mim uma das melhores piadas, ever. Mas ninguem entende quando conto… pelo menos não de primeira… em geral nem de segunda…

    “- yo soy paraguayo, vim para matar-te!
    – para o quê??
    – paraguayo.”

    *risos*

    aviso: em geral não se entende nem na terceira… rs leia com persistencia, e com sotaque “Paraguayo” e em voz alta… pode ajudar… rs

    beijos

  10. “- yo soy paraguayo, vim para matar-te!
    – para o quê??
    – paraguayo.”

    Cáspita! Eu ri de primeira! Tenho cura? :P

  11. ahhahahaha eu também ri de primeira…

    alias, ri de segunda, de terceira e de quarta… passei uma semana rindo direto dessa piada. E depois que contei para os meus calouros, ela virou “bordão” na psicologia da UEL…

    Ah, se você tem cura? Isso eu não sei, mas tomara que não tenha! hahahaha

    beijos

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