07/08/2009 10:11

Só para constar: estas linhas entraram no ar exatamente às dez horas, onze minutos e doze segundos do dia nove de agosto de 2007. Ou seja:

07/08/09 10:11:12

Isso porque decidi adotar a norma internacional ISO 8601 para notação de datas: a informação de data e hora seja ordenada a partir do valor menos significativo ou e termos simples, do maior (o ano) para o menor (os segundos). Como prefere o Rodrigo Ghedin:

Gosto de usar o método de colocar o ano em primeiro lugar, seguido do mês e do dia, para organizar as pastas das minhas fotos digitais. Só assim elas ficam em ordem cronológica.

Claro que, num relance, a data pode ser interpretada como sete de agosto de 2009. Tudo bem: esta quinta-feira registrou outra data engraçadinha, se levarmos em conta a forma como estamos acostumados (só que cedo demais para os meus padrões):

09/08/07 06:05:04

Lembro que, ano passado, uma das listas de discussão que participo (ou melhor, recebo mensagens), a turma passou uma semana levantando diversas informações curiosas. Tudo por causa da seguinte data:

01:02:03 04/05/06

Na época, lembraram que o padrão norte-americano inverte o dia e o mês: 04/05/06 foi em cinco abril, e 09/08/07 será oito de setembro.

Dá para fazer uma série de momentos únicos da nossa existência, como o 01/02/03 04:05:06, há quatro anos; 02:03:04 05/06/07, há dois meses; 06:06:06 de 06/06/06, também ano pasado; e finalmente, 08/08/08 08:08:08, daqui um ano.

Mas tem mais. Há quem diga que, ao encontrar coincidências como essa ou números redondos ao olhar as horas, é por que alguém está pensando em sua pessoa. Se bem que essas notações só fazem sentido porque usamos o calendário gregoriano e adotamos padrões internacionais de horário. Ou seja, segundo meu amigo Marcelo FatDragon:

São só números... Sei lá até que ponto esse meu ceticismo é bom, mas acho tudo isso pura frescura.

Talvez o comentário definitivo tenha sido feito pelo Felipe “Ideiazona”:

Claro! São somente números, pois não são letras, nem cachorros ou retroescavadeiras... O que faz uma coisa ser uma coisa é ela não ser outra (daí o ditado: “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”). Isso, na minha opinião é mais interessante do que essas confluências cosmogônicas espiritualistas que as pessoas atribuem ao famigerado acaso. Coincidências são legais, bonitas e divertidas, afinal.

Enfim. A verdade é que, independente da hora, o melhor a fazer é aproveitar todas (ao invés de escrever textos completamente irrelevantes sobre absolutamente nada, como é o caso).

André Marmota formou-se jornalismo e ainda estuda o tema na pós-graduação. Mas o que importa é ter saúde, não é mesmo? Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (7)

  1. Pode parecer tosco, mas toda vez que pensava na menina que gostava, ao olhar para o relógio, as horas em iguais aos minutos. 22h22, 11h11, 13h13, sempre achei o fato curioso.

    No dia 6/6/6 diversos cartórios registraram pedidos de casamento. São estes darks/góticos/black-alguma-coisa, que nem sabem o que é satanismo mas ouvem Slipknot.

    ¬¬

    A propósito, levei a Laís pra jantar ontem!

    hehauehauhuae
    =D

  2. Muito bom :D.

    E só para constar, o método que adoto é um tiquinho diferente: a data do título, por exemplo, fica 2007/08/09.

    Ou seja, uso aaaa, ao invés de aa. Assim, não há chances de confundir o dia com o ano, e tudo continua meticulosamente organizado.

    []’s!

  3. Na minha infância, contava os dias para a chegada de 11 de novembro, todos os anos.

    Aí olhava para o relógio digital no exato segundo em que o visor indicava… 11:11:11 do dia 11/11!

    :)

  4. André, pode parecer maluquice, mas tem uma coisa que acontece comigo há muitos anos: eu sempre olho no relógio às 19:03. Raros mesmos os dias em que isso não acontece.
    Claro que só tenho esta precisão se checar em um relógio digital.
    Se estou dirigindo, olho as horas nestes relógios digitais no meio fio e tá lá: 19:03.
    Se estou em algum micro, olho e a mesma coisa: 19:03.
    Se olho no celular, idem.
    Posso estar condicionada e olhar sempre no relógio a esta hora, mas o que me intriga é que dificilmente olho às 19:02 ou 19:04. Quase sempre 19:03. Como eu iria conseguir ser tão precisa?
    Será que você teria alguma explicação para me confortar, Mr MMM? :P

    ps: eu nasci em 19/03, e o motivo de eu ficar muito intrigada é este. Ai, agora é que os céticos vão me enxotar daqui de vez! rs

  5. Ah…André , eu sofro com numeros…primeiro sempre fui péssima em matematica, aritmética, seja lá que nome for… segundo que eles me perseguem…sou daquelas manicadas que somam todas asplacas até elas virarem um numero só, e se tornarem um pontinho…
    pego letras e as transformo em numeros ‘1″, somo datas, enfim, sou maluca e os numeros fazem parte de uma das minhas loucuras…tem dias que conto quantos quadrados tem janelas, azulejos,,, enfim…,meu amigo, vc mexeu com a minha loucura numérica!!! rsss Sério
    ahahah já contei agora os p, ul,li, das tags aqui de baixo..heheheheh
    abraços

  6. Desde que descobri o ISO 8601, há um certo tempo, adoto o formato aaaa-mm-dd — amanhoje seria 2007-08-11, por exemplo. Fica meio esquisito registrar os anos a.C. (e.g., -752-01-12), mas atualmente não costumo viajar mais do que dois ou três séculos no passado –o plutônio ficou caro, depois que a Coréia do Norte entrou pro clube–, então não encuco tanto com isso.

    A propósito, no Japão é de praxe registrar os anos ocidentais* quase da mesma forma, com a pequena diferença de usar pontos como separadores: 2007.08.11. Pessoalmente, considero este modo mais elegante — só não sei por que não o uso…

    *Outro sistema, bastante usado por lá, consiste em contar os anos de cada era[1]. Atualmente estamos –ou eles estão– no ano 20 da era Heisei.

    [1] http://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_era_name

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