Chega de spams de Natal

Descobri que estou ficando ranzinza. Desconsidero, apago e ignoro todas as mensagens virtuais de baciada. E-mails de gente que nunca vi (e nunca vou ver) desejando “feliz Natal”. É como se as novas formas de comunicação transformassem a alegre sensação de paz e felicidade dessa época em mais um spam vagabundo, superficial e desnecessário.

Há tempos desisti de “desenhar” uma árvore em caracteres ASCII, repassar a “Receita de Ano Novo” do Drummond ou a do “Filtro Solar” do Pedro Bial (que, na verdade, é da jornalista Mary Schmich). Mensagens chapadas e impessoais não correspondem ao meu real desejo de abraçar cada um pessoalmente, e dizer olhando em seus olhos: desculpas por não ter dado a atenção que você merece em 2007. E em 2006, 2005, 2004, 2003…

Enfim, boas festas e aproveite bem os últimos dez dias do ano. Melhor: aproveite da mesma forma os 365 dias seguintes.

André Marmota tem uma incrível habilidade: transforma-se de “homem de todas as vidas” a “uma lembrancinha aí” em poucas semanas. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (6)

  1. Não precisa mais perder tempo desenhando, é só vir aqui: http://www.text-image.com/ (só descobri esse site pq trabalho com imagem, juro que nunca fiz nenhuma peça com isso).

    E outra, tem um episódio do Seinfeld que ele faz um discurso desse sobre a secretária eletrônica. Recomendo assistir o yada yada yada desse episódio.

  2. É impressionante, pensamentos idênticos!
    Eu gostaria de ter escrito este texto…rs Mas já que tu escreveu e não rola de copiar, vou deixar sem escrever nada… pelo menos eu acho.
    Abração

  3. Essa é a pior coisa… o povo passa o ano todo como inimigos mortais, ai na noite de natal / ano novo vem com essa conversa mole de “felicidades”. Isso fica ainda pior se for na forma de uma personalisadíssimo spam.

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