2003: seria o ano dos blogs?

Nunca se falou tanto em blogs quanto em 2002, tanto que o fenômeno provocou uma avassaladora inclusão de novos endereços .blogger, .blogspot ou .weblogger. Uma verdadeira indústria, que cresceu de uma forma muito rápida e ao mesmo tempo imprecisa: todo mundo atirando para todos os lados, apenas para entrar na onda (inclusive o “mais dos mesmos” aqui, que fique bem claro!).

Evidentemente, boa parte dos navegantes são unânimes em afirmar que os blogs não passam de uma brincadeira, uma forma de relaxar e conhecer pessoas novas. Mas acredite: isso não é tudo. O potencial dessa ferramenta poderá ser muito útil para quem trabalha com jornalismo online, uma área que passa por uma crise de identidade e generalizada escassez de recursos.

A tendência, indicada pelo Mario Lima Cavalcanti no site Comunique-se, é compartilhada pelo norte-americano Mark Glaser, em sua coluna no Online Journalism Review. Logo no primeiro parágrafo, ele diz que “seu sexto sentido não faz sentido”, reação absolutamente normal quando tentamos prever o futuro, ainda mais quando o assunto é Internet.

Apesar da ressalva, ele acredita que 2003 será o ano dos blogs, caso a ferramenta seja usado de forma regular e com algum valor para os usuários em geral – ir além do “what I ate for breakfast this morning”, como ele define. E vai além:

Best-Case Scenario: Smart bloggers get their due, become famous, and can get paid for what they do. Media companies get it, and start assigning blogs as real jobs and not just extra-curricular activities.

Worst-Case Scenario: Eminem starts a blog. His mother starts a counter-blog.

Esqueça o Eminem e atenha-se ao primeiro caso: sim, Mark Glaser acredita que, dependendo do conteúdo, o blogueiro poderia até cobrar por ele! Mas é cedo para pular da cadeira: aqui estamos nos referindo a uma realidade norte-americana, onde a exploração do potencial da Internet está alguns bons passos a nossa frente.

Será mesmo? Esse outro artigo, assinado por Rafat Ali do paidcontent.org, cita alguns blogs bem específicos, que segundo o texto, podem ser uma oportunidade lucrativa para sites especializados buscarem audiência e, com isso, conseguir visibilidade e algum retorno.

Pessoalmente, acredito que ainda estamos longe do dia em que pagaremos por algum conteúdo. Mas acho que 2003 promete uma sequência de idéias criativas, aproveitando ao máximo a capacidade da Internet. Até mesmo usando blogs.

André Marmota acredita em um futuro com blogs atualizados, livros impressos, videolocadoras, amores sinceros, entre outros anacronismos. Quer saber mais?

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Comentários em blogs: ainda existem? (4)

  1. Eu era leitora assícua de um site que começou a “quebrar” (grana) e para mentê-lo deveria pagar R$6 para continuar lendo. Eu preferi mudar de site e encontrei vários outros com conteúdos parecidos.Então acho que no Brasil (pelo menos por enquanto) não funciona querer cobrar pela internet. Já existe esta briga sobre a “internet grátis” será que tb teremos pelos conteúdos?

  2. Bom saber que a turma anda comentando aqui também!Amanda realmente se um dia a GE inventar de cobrar pelo conteúdo podemos ir embora pra casa. Justamente pelo que a Deni colocou: ainda é possível encontrar muita coisa gratuita por aí. O que vai se sobressair é a criatividade!

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