{"id":990,"date":"2003-10-29T14:04:02","date_gmt":"2003-10-29T17:04:02","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/melhor-que-a-hora-do-recreio"},"modified":"2003-10-29T14:04:02","modified_gmt":"2003-10-29T17:04:02","slug":"melhor-que-a-hora-do-recreio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/melhor-que-a-hora-do-recreio\/","title":{"rendered":"Melhor que a hora do recreio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-kiabo.gif\" align=\"right\">O ano de 1993 foi especial para alguns alunos de eletrot\u00e9cnica da Escola T\u00e9cnica Federal. Especialmente para vinte deles, a maioria da turma 213, que aceitaram o desafio e competiram na gincana promovida pelo Gr\u00eamio estudantil.<\/p>\n<p>Com seus dezesseis anos, Marmota ainda rimava com &#8220;idiota&#8221;&#8230; No entanto, em meio a sugest\u00f5es como Detonadores, Avante, Eletrobobos ou Arapiraca, o grupo rec\u00e9m-formado escolheu justamente o nome idealizado por aquele jovem de sorriso f\u00e1cil e id\u00e9ias discut\u00edveis: Kiabodoce.<\/p>\n<table align=\"right\" bgcolor=\"#FFBBBB\" width=\"150\" class=\"links\">\n<tr>\n<td><b>Trilha sonora:<\/b> Esse post fica melhor ao som de <i>Higher Ground<\/i> e <i>(I Can&#8217;t Help) Falling In Love With You<\/i>, do UB40. Ou qualquer outra m\u00fasica do \u00e1lbum <i>Promises and Lies<\/i>, lan\u00e7ado naquele ano e sucesso nas r\u00e1dios pop da \u00e9poca.<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>Foram praticamente dois meses em fun\u00e7\u00e3o das provas: l\u00edder do grupo, a determinada Emy era o envolvimento em pessoa, exigindo a mesma participa\u00e7\u00e3o de todos. Tarefas n\u00e3o faltavam: tirar foto com um punk nas Grandes Galerias, trazer (ou fazer) o maior bon\u00e9 poss\u00edvel, preparar 1km de bandeirinhas juninas&#8230;<\/p>\n<p>Cada etapa conclu\u00edda era revertida em pontos. Mas era uma parcela rid\u00edcula diante do que realmente valia: as prendas. E nisso a galera do Kiabodoce se mostrou imbat\u00edvel. Foram dias na Galeria Pag\u00e9 em busca de pechinchas diversas. Cada um fez sua limpeza no por\u00e3o &#8211; teve um que levou uma champanhe car\u00edssima, perdida na adega.<\/p>\n<p>Saber\u00edamos, mais para frente, que essa mobiliza\u00e7\u00e3o faria toda a diferen\u00e7a. Mas ainda restava o \u00faltimo dia, em plena festa junina da Federal. Desde as primeiras horas da manh\u00e3 num s\u00e1bado qualquer do final do m\u00eas, dezenas de equipes mostravam sua uni\u00e3o e vontade de vencer as \u00faltimas provas.<\/p>\n<p>Era preciso montar uma barraca para a festa, elaborar charadas, encontrar o &#8220;tesouro escondido&#8221;, fazer um professor contar uma piada no microfone, fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o musical e cantar, em un\u00edssono, o hino da equipe &#8211; o nosso foi composto por mim e pelo Osiro, era uma par\u00f3dia ao carnavalesco &#8220;turma do funil&#8221;, exagerando na rima entre &#8220;quiabo escorregado&#8221; e &#8220;doce a\u00e7ucarado&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 era quase domingo quando os organizadores anunciaram os vencedores da gincana. Exaustos, muitos escorados nos ombros dos amigos ou mesmo dos pais, que prestigiaram a festa, centenas de alunos ouviam atentamente a classifica\u00e7\u00e3o final, em ordem decrescente. At\u00e9 que restaram apenas tr\u00eas nomes: Kiabodoce, Ediarr\u00e9ia e WC. Literalmente, a dor de barriga aumentou ali.<\/p>\n<p>O an\u00fancio do terceiro lugar era decisivo: independente da posi\u00e7\u00e3o, os dois primeiros levariam o grande pr\u00eamio, uma viagem para Vit\u00f3ria, capital do Esp\u00edrito Santo. A expectativa aumentava a medida em que o organizador &#8220;enrolava&#8221;, dizendo que a diferen\u00e7a de pontos foi pequena, houve muita luta, entre outras babaquices.<\/p>\n<p>&#8211; E em terceiro lugar, ficou a equipe&#8230; WC!<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o foi instant\u00e2nea: \u00e9ramos vencedores! Enquanto gritava e erguia os bra\u00e7os, observava meus colegas emocionados, dando longos abra\u00e7os. O \u00eaxtase coletivo durou a noite inteira, e serviu de combust\u00edvel para os preparativos daquela que seria a primeira grande viagem daquela turma em quatro anos de curso t\u00e9cnico.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/kiabo2910.jpg\"><\/div>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o para a chamada, da esquerda para direita. Em p\u00e9: Marmota, Feto, Rossetti, Carla, Dinho, Biscui, Fortaleza, Stalone, Kato, Capelari, Fl\u00e1vio e Brian. Sentados: Emy, Osiro, Luciana, Piu\u00ed, Sunny, Alem\u00e3o, Sandra e Jo\u00e3o. No dia 29 de outubro de 1993, essa turma embarcou para Vit\u00f3ria, cinco dias t\u00e3o inesquec\u00edveis quanto a hist\u00f3ria acima, tr\u00eas meses antes.<\/p>\n<p>A partir de hoje, dentro da programa\u00e7\u00e3o apertada do <b>MMM<\/b>, voc\u00ea tamb\u00e9m est\u00e1 convidado para esta viagem no tempo. N\u00e3o esque\u00e7a de aquele amigo que voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea h\u00e1 pelo menos dez anos para embarcar com a gente no <b>especial Kiabodoce<\/b>!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 1993 foi especial para alguns alunos de eletrot\u00e9cnica da Escola T\u00e9cnica Federal. Especialmente para vinte deles, a maioria da turma 213, que aceitaram o desafio e competiram na gincana promovida pelo Gr\u00eamio estudantil. 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