{"id":984,"date":"2003-10-15T03:35:38","date_gmt":"2003-10-15T06:35:38","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/o-que-vamos-imaginar-agora"},"modified":"2003-10-15T03:35:38","modified_gmt":"2003-10-15T06:35:38","slug":"o-que-vamos-imaginar-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/o-que-vamos-imaginar-agora\/","title":{"rendered":"O que vamos imaginar agora?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\">Durante s\u00e9culos, o mundo era apenas anal\u00f3gico, composto por zilh\u00f5es de cadeias de \u00e1tomos interligados. De uns anos para c\u00e1, boa parte desta mat\u00e9ria palp\u00e1vel se converteu em bits, que circulam livre e rapidamente nesse mundo agora denominado digital.<\/p>\n<p>Quem fez com que eu me desse conta disso, h\u00e1 uns sete anos atr\u00e1s, foi o norte-americano <a href=\"http:\/\/web.media.mit.edu\/~nicholas\" target=\"_blank\"><b>Nicholas Negroponte<\/b><\/a>, um dos fundadores do <a href=\"http:\/\/www.media.mit.edu\" target=\"_blank\"><b>Media Lab do MIT<\/b><\/a> e atual diretor do <a href=\"http:\/\/www.medialabeurope.org\" target=\"_blank\"><b>Media Lab Europe<\/b><\/a>. Ele analisa o impacto das novas tecnologias em nossa sociedade no best seller <i>A Vida Digital<\/i>, lan\u00e7ado em 1995. Mesmo ano, ali\u00e1s, da <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/wired\/archive\/3.11\/\" target=\"_blank\"><b>mat\u00e9ria de capa da Wired<\/b><\/a> sobre <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/wired\/archive\/3.11\/nicholas.html\" target=\"_blank\"><b>criador<\/b><\/a> e <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/wired\/archive\/3.11\/media.html\" target=\"_blank\"><b>criatura<\/b><\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/negroponte1510.jpg\" border=\"0\" align=\"right\">J\u00e1 no final dos anos 70, bem antes mesmo de pregar a transforma\u00e7\u00e3o radical e inevit\u00e1vel dos \u00e1tomos por bits, o &#8220;professor&#8221; Negroponte j\u00e1 percebia que havia algo em comum entre a imprensa, a ind\u00fastria cultural &#8211; cinema, r\u00e1dio, TV &#8211; e a inform\u00e1tica &#8211; estudos que culminaram no Media Lab. O dif\u00edcil \u00e9 juntar tantos elementos e prever o futuro com eles. Negroponte vislumbra, por exemplo, a substitui\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o, do r\u00e1dio e do computador por um \u00fanico &#8220;eletrodom\u00e9stico&#8221;. E nada de <i>broadcasting<\/i> ou programa\u00e7\u00e3o unilateral: o usu\u00e1rio v\u00ea o que quer, quando quer.<\/p>\n<p>Pois bem. O pesquisador norte-americano esteve recentemente no Brasil e concedeu <a href=\"http:\/\/www.magnet.com.br\/bits\/cosmonet\/2003\/10\/0002\" target=\"_blank\"><b>esta entrevista<\/b><\/a> \u00e0 rep\u00f3rter Renata Aquino, do site Magnet. Leia atentamente, em especial quando ele fala sobre a &#8220;atividade descentralizada, an\u00e1rquica e criativa dos brasileiros&#8221;, o &#8220;fim dos fios&#8221; e o &#8220;uso das cidades para acasalamento no futuro&#8221;.<\/p>\n<p>Outras id\u00e9ias n\u00e3o param de sair da mente brilhante de Negroponte. Muitas delas estapaf\u00fardias, como ilustra <a href=\"http:\/\/br.wired.com\/wired\/cultura\/0,1153,14272,00.html\" target=\"_blank\"><b>esta mat\u00e9ria da Wired<\/b><\/a>, que mostra ainda a falta de recursos de seus laborat\u00f3rios. Pode parecer mesmo loucura, mas muitas das id\u00e9ias novas quando executadas &#8211; mesmo quando derrubam conceitos fortemente estabelecidos, resultam em mudan\u00e7as altamente positivas.<\/p>\n<p>Vale a pena continuar imaginando: de repente, o futuro j\u00e1 \u00e9 agora.<\/p>\n<p><b>Em tempo<\/b>: parab\u00e9ns ao Nicholas Negroponte e a todos os professores pelo dia de hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante s\u00e9culos, o mundo era apenas anal\u00f3gico, composto por zilh\u00f5es de cadeias de \u00e1tomos interligados. De uns anos para c\u00e1, boa parte desta mat\u00e9ria palp\u00e1vel se converteu em bits, que circulam livre e rapidamente nesse mundo agora denominado digital. 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