{"id":971,"date":"2003-09-28T23:05:38","date_gmt":"2003-09-29T02:05:38","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/tv-recebe-mais-um-migrante-do-radio"},"modified":"2003-09-28T23:05:38","modified_gmt":"2003-09-29T02:05:38","slug":"tv-recebe-mais-um-migrante-do-radio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/tv-recebe-mais-um-migrante-do-radio\/","title":{"rendered":"TV recebe mais um &#8220;migrante&#8221; do r\u00e1dio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\">\u00c9 sabido que a TV brasileira nasceu na d\u00e9cada de 50, com Assis Chateaubriand, e suas primeiras atra\u00e7\u00f5es eram todas importadas do r\u00e1dio, que at\u00e9 ent\u00e3o detinha todo o poder que, nesses cinquenta anos, foram totalmente transferidos para a televis\u00e3o. Naturalmente, atra\u00e7\u00f5es criativas e de sucesso no r\u00e1dio migraram e foram adaptadas para o novo ve\u00edculo: novelas, jornal\u00edsticos e programas de audit\u00f3rio &#8211; desde os prim\u00f3rdios, com Chacrinha, at\u00e9 os contempor\u00e2neos Sobrinhos do Ata\u00edde.<\/p>\n<p>Depois da enfadonha introdu\u00e7\u00e3o, finalmente a observa\u00e7\u00e3o. Neste domingo, tivemos mais um epis\u00f3dio neste processo: o <a href=\"http:\/\/jovempanfm.virgula.terra.com.br\/panico\/\"><b>programa P\u00e2nico<\/b><\/a>, que vai ao ar diariamente na r\u00e1dio Jovem Pan, fez sua estr\u00e9ia na Rede TV, \u00e0s 18h30. Quem ficou zapeando no sof\u00e1, certamente n\u00e3o mudou de canal durante os noventa minutos em que o programa ficou ao ar &#8211; mesmo quem n\u00e3o conhecia o trabalho dos caras, h\u00e1 dez anos ocupando a faixa do meio-dia na FM paulistana.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, vale ressaltar que o P\u00e2nico n\u00e3o come\u00e7ou como humor\u00edstico &#8211; a inten\u00e7\u00e3o era discutir temas pol\u00eamicos, formato dos mais comuns e desgastados&#8230; Em\u00edlio Zurita e Marcelo Batista, aos poucos, mudaram o conceito. Ganharam o refor\u00e7o do maestro Billy e do Marcos Chiesa, o &#8220;Bola&#8221;. Foi quando o P\u00e2nico virou um bate-papo escrachado com os ouvintes recheado de piadas. Em 1996, o j\u00e1 consolidado grupo de humor lan\u00e7ou um CD, cujas faixas de maior sucesso foram uma adapta\u00e7\u00e3o de &#8220;je t&#8217;aime&#8221; e &#8220;macacaralho&#8221;&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/panico2809.gif\" align=\"right\">Tudo bem, nem todo mundo acha gra\u00e7a nesse estilo de humor. Mas o fato \u00e9 que a coisa cresceu. O P\u00e2nico chegou a fazer parte do Caldeir\u00e3o do Huck antes de chegar ao programa pr\u00f3prio. Dirigido por Pedro Henrique Peixoto (do finado Jovens Tardes), o programa tem audit\u00f3rio, Sabrina Sato, mulher-samambaia (enfeite?), liga\u00e7\u00f5es de ouvi, ops, telespectadores, al\u00e9m de suas tradicionais tiradas &#8211; em especial relacionadas a briga entre Gugu e Faust\u00e3o.<\/p>\n<p>Acreditem: at\u00e9 o meu pai deu risada em alguns momentos do programa, que apesar da &#8220;audi\u00eancia monstro&#8221; na estr\u00e9ia, pode se firmar entre as op\u00e7\u00f5es de domingo \u00e0 tarde. Independente disso, a conclus\u00e3o evidente: apesar da crise, o r\u00e1dio continua moldando talentos e os exportando para a TV. Tomara que por muito tempo.<\/p>\n<p><b>Marmota Pergunta<\/b> &#8211; Ainda sobre o domingo na TV, deixo aqui uma pergunta sobre o <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/ult90u37305.shtml\" target=\"_blank\"><b>Domingo Ilegal, que voltou<\/b><\/a> depois da pol\u00eamica envolvendo a entrevista falsa com membros do PCC. Durante a exaustiva cobertura sobre o tema, opini\u00f5es divididas sobre a liminar que tirou o Gugu do ar. Alguns defenderam a puni\u00e7\u00e3o. Outros a definiram como censura pr\u00e9via&#8230; E voc\u00ea, o que acha?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 sabido que a TV brasileira nasceu na d\u00e9cada de 50, com Assis Chateaubriand, e suas primeiras atra\u00e7\u00f5es eram todas importadas do r\u00e1dio, que at\u00e9 ent\u00e3o detinha todo o poder que, nesses cinquenta anos, foram totalmente transferidos para a televis\u00e3o. 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