{"id":936,"date":"2003-08-11T19:23:00","date_gmt":"2003-08-11T22:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/mas-que-mundo-pequeno"},"modified":"2003-08-11T19:23:00","modified_gmt":"2003-08-11T22:23:00","slug":"mas-que-mundo-pequeno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/mas-que-mundo-pequeno\/","title":{"rendered":"Mas que mundo pequeno!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\">\u00c9 aquela velha hist\u00f3ria: voc\u00ea sai para a balada num s\u00e1bado \u00e0 noite, conhece uma pessoa diferente, papo vai, papo vem&#8230; De repente, voc\u00ea descobre: tal criatura \u00e9 irm\u00e3 (ou irm\u00e3o) daquele seu grande amigo, que trabalhou com voc\u00ea naquele emprego que voc\u00ea nem lembrava mais. &#8220;Ora, mas que mundo pequeno!&#8221; \u00e9 a frase que sai da sua boca, espontaneamente.<\/p>\n<p>Pois \u00e9. Em 1967, o psic\u00f3logo <a href=\"http:\/\/www.stanleymilgram.com\" target=\"_blank\"><b>Stanley Milgram<\/b><\/a>, famoso por conta de diversas experi\u00eancias sociais, levantou a hip\u00f3tese: a rela\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00eddios cria pequenas cadeias sociais, sendo que existem, no m\u00e1ximo, seis pessoas entre voc\u00ea e qualquer outro no mundo.<\/p>\n<p>Entendeu? O <a href=\"http:\/\/www.alexandresena.jor.br\/blog.html\" target=\"_blank\"><b>Alexandre Sena<\/b><\/a> bolou alguns exemplos mirabolantes de como seria, na pr\u00e1tica, a teoria dos seis graus de separa\u00e7\u00e3o. Um deles: Alexandre Sena, algu\u00e9m que estudou com ele na UnB, algum amigo dessa pessoa, aquela carioca que cursava comunica\u00e7\u00e3o e conhece um monte de VIPs, Susana Werner, Ronaldinho, o Papa Jo\u00e3o Paulo II.<\/p>\n<p>A teoria de Milgram ganhou notoriedade h\u00e1 algum tempo na grande rede, com a apari\u00e7\u00e3o do famoso <a href=\"http:\/\/www.cs.virginia.edu\/oracle\/\" target=\"_blank\"><b>Or\u00e1culo de Bacon<\/b><\/a>, onde qualquer ator do mundo (mesmo aquele mais med\u00edocre) estaria a apenas seis n\u00edveis de Kevin Bacon. A mesma hist\u00f3ria foi lembrada de maneira negativa com a apari\u00e7\u00e3o da pneumonia asi\u00e1tica: alguns especialistas usaram a teoria para explicar como a SARS se espalhou t\u00e3o depressa pelo mundo.<\/p>\n<p>Enfim. Tanta teoria para finalmente chegarmos \u00e0 not\u00edcia propriamente dita: se Stanley Milgram tinha dificuldades de demonstrar sua teoria nos anos 60, a Internet veio dar uma forcinha. Pesquisadores da <a href=\"http:\/\/smallworld.sociology.ohio-state.edu\" target=\"_blank\"><b>Universidade Estadual de Ohio<\/b><\/a> usaram a grande rede para criar mapas, revelando como pessoas dos mais variados tipos e origens se conectam entre si, ilustrando o tamanho (pequeno) destas redes sociais.<\/p>\n<p>Outra experi\u00eancia, ainda mais reveladora e detalhada, virou <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/informatica\/ult124u13603.shtml\" target=\"_blank\"><b>reportagem da Folha de S. Paulo<\/b><\/a>: a <a href=\"http:\/\/smallworld.columbia.edu\" target=\"_blank\"><b>Universidade Columbia<\/b><\/a> reuniu 60 mil volunt\u00e1rios. Cada um deles foi convidado a contatar um indiv\u00edduo qualquer, escolhido aleatoriamente, encaminhando um \u00fanico e-mail. A conclus\u00e3o? Na maioria dos casos, apenas cinco ou sete pessoas foram necess\u00e1rias para se chegar ao alvo.<\/p>\n<p>Ora vejam, mas que mundo pequeno! E agora voc\u00ea j\u00e1 pode usar todas as informa\u00e7\u00f5es que voc\u00ea leu aqui para incrementar suas cantadas na balada!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 aquela velha hist\u00f3ria: voc\u00ea sai para a balada num s\u00e1bado \u00e0 noite, conhece uma pessoa diferente, papo vai, papo vem&#8230; De repente, voc\u00ea descobre: tal criatura \u00e9 irm\u00e3 (ou irm\u00e3o) daquele seu grande amigo, que trabalhou com voc\u00ea naquele emprego que voc\u00ea nem lembrava mais. &#8220;Ora, mas que mundo pequeno!&#8221; \u00e9 a frase que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-936","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-plantao-marmota"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/936","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=936"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/936\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}