{"id":921,"date":"2003-07-22T21:30:00","date_gmt":"2003-07-23T00:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/estacione-pelo-preco-da-passagem-aerea"},"modified":"2003-07-22T21:30:00","modified_gmt":"2003-07-23T00:30:00","slug":"estacione-pelo-preco-da-passagem-aerea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/estacione-pelo-preco-da-passagem-aerea\/","title":{"rendered":"Estacione pelo pre\u00e7o da passagem a\u00e9rea!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-poa.gif\" align=\"right\">O v\u00f4o 1680 da Gol sairia de Congonhas apenas \u00e0s dez para a uma. Mas a ansiedade fez com que eu sa\u00edsse de casa \u00e0s nove e meia da manh\u00e3! Pensava que o trajeto entre o Buraco e Congonhas, incluindo Marginal Tiet\u00ea e Avenida 23 de Maio, estaria um inferno naquela sexta-feira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/aviao2207.jpg\" align=\"right\">N\u00e3o foi o que aconteceu. Depois de tranquilos sessenta minutos, chego \u00e0 regi\u00e3o do aeroporto. Sem tirar da cabe\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o de entrar no avi\u00e3o, decolar, aproximar de Porto Alegre, avistar o Gua\u00edba e a Ilha das Flores, desembarcar e acabar nos bra\u00e7os da Linda. Quest\u00e3o de horas.<\/p>\n<p>Mas nem tudo foi t\u00e3o f\u00e1cil. Sa\u00ed de casa sem solu\u00e7\u00e3o para um problema s\u00e9rio em grandes cidades como S\u00e3o Paulo: o estacionamento. A id\u00e9ia era deixar o Marmoturbo encostado em algum cantinho durante todo o final de semana, mesmo que para isso eu tivesse que desembolsar uns trocados. Deixar o b\u00f3lido na rua, ali perto do check-in da Varig, foi a minha primeira id\u00e9ia. Op\u00e7\u00e3o barata, mas a menos sensata.<\/p>\n<p>Ao me aproximar de Congonhas, percebo que a coisa seria mais f\u00e1cil do que eu imaginava: n\u00e3o faltam op\u00e7\u00f5es para o viajante estacionar seu ve\u00edculo e voar tranquilamente pelo Brasil. Contei pelo menos seis garagens, uma do lado da outra, todas com os mesmos pre\u00e7os. Algumas com uma promo\u00e7\u00e3o convidativa: fim de semana, incluindo a sexta, por 25 paus. Ou pilas, como dizem em Porto Alegre.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/congonhas2207.jpg\" align=\"right\">&#8220;Joinha&#8221;, pensei, ao constatar as possibilidades. Como ainda tinha tempo de sobra, resolvi especular. Fui conferir o pre\u00e7o cobrado no estacionamento do aeroporto. Afinal, se a diferen\u00e7a n\u00e3o fosse t\u00e3o grande, valeria a pena desembolsar um pouco mais e parar o carro ao lado do terminal de desembarque, com alguma seguran\u00e7a. Seria bom, n\u00e9?<\/p>\n<p>Seria. Na tabuleta, a informa\u00e7\u00e3o: 42 reais a di\u00e1ria. Sem choro. Ningu\u00e9m merece!<\/p>\n<p>&#8220;Esse pre\u00e7o \u00e9 um absurdo. Um verdadeiro assalto. Se parar ali por tr\u00eas dias paga o pre\u00e7o da passagem a\u00e9rea&#8221;. A indigna\u00e7\u00e3o, compartilhada comigo, saiu do motorista da van, respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o de &#8220;traslado&#8221; gratuito oferecido numa daquelas paragens de 25 mangos. E por mais dez garanti uma lavagem, ainda que meia-boca, ao desleixado Marmoturbo. Servi\u00e7o nota dez por um pre\u00e7o t\u00e3o popular quanto o dos v\u00f4os da BRA.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/aerea2207.jpg\" align=\"right\">Resolvido o imbr\u00f3glio, hora de se livrar do ar puro-cinza de S\u00e3o Paulo e come\u00e7ar o meu final de semana inesquec\u00edvel. Em poucos instantes, a voz padr\u00e3o do Salgado Filho anunciaria a chegada do v\u00f4o 1680, procedente de S\u00e3o Paulo. Somente naquele instante, nos dar\u00edamos conta: tratava-se do come\u00e7o da nossa hist\u00f3ria!<\/p>\n<p><b>Mas b\u00e1h&#8230;<\/b><\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o d\u00e1 para comparar Congonhas com um shopping center, a come\u00e7ar pelo pre\u00e7o do estacionamento. Contraste absurdo com o Salgado Filho, em Porto Alegre: seu nov\u00edssimo terminal, inaugurado em 2001, conta com um shopping em seu terceiro piso. Com direito a pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o e cinema!<\/p>\n<p>&#8211; O que n\u00e3o quer dizer muita coisa. Nenhum dos tr\u00eas filmes em cartaz despertaram nosso interesse. Al\u00e9m disso, n\u00e3o tinha casquinha de siri no restaurante Hangar: &#8220;as que o nosso fornecedor trouxe estavam ruins&#8221;, explicou o gar\u00e7om. Deve ser o inverno.<\/p>\n<p>&#8211; Ainda em S\u00e3o Paulo: circulando no aeroporto com um embrulho nada discreto da Kopenhagen, sou abordado por uma vendedora no Brasif Shopping. &#8220;Ai, \u00e9 para mim? n\u00e3o precisava&#8230;&#8221;. Prova incontest\u00e1vel de que as mulheres s\u00f3 aparecem assim quando n\u00e3o estamos mais preocupados com isso.<\/p>\n<p>&#8211; Tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, bem antes: bem perto da Avenida dos Bandeirantes, num dos sem\u00e1foros mais demorados, uma legi\u00e3o de ambulantes fazia sua trivial tentativa de ganhar o p\u00e3o de cada dia. Todos com um curioso colete verde, que trazia a inscri\u00e7\u00e3o: &#8220;associa\u00e7\u00e3o dos vendedores ambulantes de sem\u00e1foros de S\u00e3o Paulo&#8221;. \u00c9 brincadeira!<\/p>\n<p>&#8211; A \u00faltima, antes de chegar definitivamente em Porto Alegre: o estacionamento onde parei o carro rendeu mais um momento curioso, envolvendo figuras que, mesmo nos dias de hoje, ainda transmitem uma imagem glamourosa: aeromo\u00e7as. Mas isso \u00e9 assunto para os pr\u00f3ximos cap\u00edtulos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O v\u00f4o 1680 da Gol sairia de Congonhas apenas \u00e0s dez para a uma. Mas a ansiedade fez com que eu sa\u00edsse de casa \u00e0s nove e meia da manh\u00e3! Pensava que o trajeto entre o Buraco e Congonhas, incluindo Marginal Tiet\u00ea e Avenida 23 de Maio, estaria um inferno naquela sexta-feira. 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