{"id":871,"date":"2006-02-22T17:40:55","date_gmt":"2006-02-22T20:40:55","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/iuthu-e-pra-jacu-a-missao"},"modified":"2006-02-22T17:40:55","modified_gmt":"2006-02-22T20:40:55","slug":"iuthu-e-pra-jacu-a-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/iuthu-e-pra-jacu-a-missao\/","title":{"rendered":"Iuth\u00fa \u00e9 pra jacu: a miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\">Tudo bem, eu admito: tinha ficado muito decepcionado com <a href=\"\/blog\/2006\/02\/06\/1475\"><b>toda aquela confus\u00e3o<\/b><\/a> para se conseguir um ingresso do U2. Decep\u00e7\u00e3o que certamente \u00e9 a mesma de muitos f\u00e3s que sequer tiveram a chance de pensar em comprar um.<\/p>\n<p>Mas em uma dessas viradas curiosas da vida, arranjei um par deles aos 47 minutos do segundo tempo. Acesso \u00e0 pista, port\u00e3o dois. E \u00e9 como publicou a Folha no final de semana: ter ingressos ap\u00f3s tanta movimenta\u00e7\u00e3o exagerada transformou o show em programa obrigat\u00f3rio, mesmo se fosse o do Carlinhos Brown. Ent\u00e3o fomos. Eu e a maior f\u00e3 da banda que conhe\u00e7o &#8211; a mesma pessoa que me disse no fim, cansada mas feliz, que foi o show da vida dela. Pronto, valeu o esfor\u00e7o.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>A \u00fanica forma de ir de carro ao Morumbi em dia de megashow e fugir dos problemas \u00e9 encostar o possante bem longe dos arredores e caminhar. Eram quase 19h30 quando deixei o Marmoturbo a uma quadra do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, numa rua residencial sossegada pr\u00f3xima \u00e0 Francisco Morato. A patota das vantagens s\u00f3 apareceram na Jorge Jo\u00e3o Saad. Cerveja, coca, \u00e1gua, camiseta, bon\u00e9, bandana, DVD pirata da banda, mouse pad (?)&#8230;<\/p>\n<p>Ainda tinha cururu atr\u00e1s de bilhetes: &#8220;tem ingresso sobrando eu compro!&#8221;, diziam. J\u00e1 em frente ao est\u00e1dio, os palha\u00e7os entravam em a\u00e7\u00e3o: um vendia o ingresso a R$ 500, outro a  R$ 550. &#8220;N\u00e3o acredito que esses caras tenham sucesso&#8221;, questionei. Pois vejam: cerca de 20 mil pessoas ficaram para fora do Morumbi durante o show. E horas depois, j\u00e1 na pista, ou\u00e7o uma loira gordinha de olhos verdes ao celular: &#8220;consegui entrar, mas paguei R$ 600&#8221;. Ah, francamente.<\/p>\n<p>Antes disso, era preciso entrar: a equipe de apoio era \u00e1gil. Tr\u00eas baterias checavam ingressos, e policiais militares faziam &#8220;aquela revista caprichada&#8221; (droga, podia ter entrado com cinco ou doze m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas sem qualquer problema). Todos diziam &#8220;bom show&#8221; com educa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 chegar a vez do educado seguran\u00e7a bronco.<\/p>\n<p>&#8211; A\u00ed, libera a rampa a\u00ed, faz favor&#8230;<br \/>\n&#8211; Um momentinho, filh\u00e3o. Estou esperando a mo\u00e7a ali (tranquilamente).<br \/>\n&#8211; Filh\u00e3o? Filh\u00e3o??? A\u00ed, sai logo da rampa, \u00f4 (bufante).<br \/>\n&#8211; Lind\u00e3o, s\u00e3o alguns segundos no m\u00e1ximo. N\u00e3o vou te atrapalhar, prometo (candidamente).<br \/>\n&#8211; (grunhidos selvagens)<br \/>\n&#8211; Pronto, calminha, cheguei. Vamos?<\/p>\n<p>Apesar de tudo, est\u00e1vamos dentro.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Quando <a href=\"http:\/\/www.franzferdinand.co.uk\" target=\"_blank\"><b>Franz Ferdinand<\/b><\/a> come\u00e7ou a tocar, fizemos uma experi\u00eancia: entramos pista adentro e andamos at\u00e9 onde a multid\u00e3o permitia. O resultado ficou dentro das expectativas: n\u00e3o fomos longe, ficamos apertados e enxerg\u00e1vamos menos ainda. Os escoceses j\u00e1 estavam no &#8220;Do You Want To?&#8221; (a \u00fanica que eu conhecia) enquanto mud\u00e1vamos de localiza\u00e7\u00e3o: migramos para um peda\u00e7o mais sossegado, \u00e0 direita do palco, fora da \u00e1rea do gramado.<\/p>\n<p>Nessa altura, o DataMarmota j\u00e1 trazia dados atualizados. Cururus pedindo isqueiro para acender cigarro: tr\u00eas. Cururu pedindo cigarro: um (e eu nem fumo). Louca perdida pedindo celular para ligar \u00e0 cobrar: uma. Pre\u00e7o do copo de refrigerante semi-quente: quatro reais. Copo de \u00e1gua mineral semi-gelada: tr\u00eas. Hot dog que tinha at\u00e9 salsicha: seis. &#8220;Quer pagar menos? Vai l\u00e1 fora&#8221;, ralhou um dos educados vendedores.<\/p>\n<p>Pouco depois das 21h30, os refletores do Morumbi se apagaram. A trilha sonora ambiente dava lugar aos primeiros acordes de <i>City of Blinding Lights<\/i>, m\u00fasica do novo disco que vem abrindo os shows da turn\u00ea. Os m\u00fasicos entram no palco, e Bono exibe uma jaqueta com a bandeira brasileira nas costas. De arrepiar. Na sequ\u00eancia, o hit <i>Vertigo<\/i> serviu para esquentar ainda mais os 70 mil espectadores e mostrar a efici\u00eancia dos tel\u00f5es, divididos em quatro e mostrando Bono, The Edge, Adam e Larry. Continuava de arrepiar.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Os f\u00e3s estavam afiados. S\u00f3 Bono, Adam e as vozes da plat\u00e9ia come\u00e7aram a terceira m\u00fasica, <i>Elevation<\/i>. A seguinte eu n\u00e3o lembrava: <i>Until The End Of The World<\/i>. Foi a primeira vez que uma estranha grua atrapalhou a imagem do show nos tel\u00f5es &#8211; especialmente a de Bono, que ganhou de presente uma camiseta com os dizeres &#8220;Bono for President&#8221;. O mimo gerou uma situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica curiosa: Bono inventou de agradecer, em ing\u00eas, a receptividade da fam\u00edlia do presidente e seu novo amigo, Gilberto Gil. Uma salva de vaias para o l\u00edder ativista.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/iuthua2202.jpg\"><\/div>\n<p>Para recuperar seu pres\u00edgio perdido momentaneamente, emendou em portugu\u00eas: &#8220;Ontem tocamos ao vivo para todo o Brasil. Hoje \u00e9 nossa festinha particular&#8221;. Del\u00edrio da massa, que vibrou com <i>New Year\u00b4s Day<\/i> e <i>I Still Haven&#8217;t Found What I&#8217;m Looking For<\/i>. Em <i>Beautiful Day<\/i>, Bono substituiu alguns versos por estados brasileiros &#8211; a manifesta\u00e7\u00e3o da massa j\u00e1 estava incontrol\u00e1vel, enquanto o tel\u00e3o de dez mil luzes mandou um contraste vermelho e amarelo.<\/p>\n<p>Hora de esfriar um pouco. Bono e The Edge fizeram uma serenata com <i>The First Time<\/i>, e enquanto o guitarrista seguia tocando, Bono puxou uma mocinha para cima. Seu nome, Desir\u00e9, confundiu Bono: assim que ele sorriu, balbuciando alguma coisa sobre &#8220;desejo&#8221;, a mocinha o corrigiu. &#8220;Ah, your name is desire&#8230; Hmmmm&#8230;&#8221;, estranhou, antes de emendar com <i>Desire<\/i>.<\/p>\n<p>De volta ao novo CD, <i>Sometimes You Can&#8217;t Make it On Your Own<\/i>. &#8220;Para o meu pai&#8221;, dedicou Bono, em portugu\u00eas, lembrando do pai, que morreu de c\u00e2ncer enquanto a banda gravava o \u00faltimo disco. Da faixa 3 para a 4 do CD, com <i>Love And Peace or Else<\/i>, com Bono atacando de baterista. Em seguida, as inconfund\u00edveis batidas de Larry em <i>Sunday Bloody Sunday<\/i> &#8211; coisa que senti falta em 98, quando a banda fez uma vers\u00e3o ac\u00fastica desse grande sucesso.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Foi quando o tel\u00e3o recebeu a palavra &#8220;coexista&#8221;, com s\u00edmbolos religiosos. O show come\u00e7ava a transmitir sua mensagem de paz e prosperidade. Em <i>Bullet The Blue Sky<\/i>, Bono vendou os olhos com uma bandana branca com a palavra &#8220;coexista&#8221;, caminhou cautelosamente at\u00e9 o microfone e acendeu um sinalizador dentro de uma bandeja. Confesso que essa mensagem eu n\u00e3o entendi.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/iuthub2202.jpg\"><\/div>\n<p>O tom vermelho deu lugar, novamente, a tons de cinza com <i>Miss Sarajevo<\/i>. Bono fazia as vezes de Pavarotti enquanto a plat\u00e9ia transformava o Morumbi num c\u00e9u estrelado com as luzes de seus celulares &#8211; sinal dos tempos, apesar de uns tr\u00eas ou nove cururus ainda usarem isqueiros. Tamb\u00e9m haviam flashes de m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas (droga, de novo).<\/p>\n<p>Vieram as tr\u00eas \u00faltimas antes do bis, a come\u00e7ar por <i>Pride<\/i> (que todo mundo conhece como <i>In tne Name of Love<\/i>). Antes de <i>Where the Streets Have No Name<\/i>, o megatel\u00e3o exibiu bandeiras de todos os pa\u00edses latino-americanos. Bono citou um por um, recebendo nova salva de vaias ao falar &#8220;Argentina&#8221;.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/iuthuc2202.jpg\"><\/div>\n<p>Em um novo momento &#8220;vamos mudar o mundo&#8221;, Bono apresentou sua <a href=\"http:\/\/www.one.org\" target=\"_blank\"><b>campanha contra a mis\u00e9ria no mundo<\/b><\/a>, fez um discurso em ingl\u00eas (traduzido nos tel\u00f5es). Dizia que a Irlanda \u00e9 um pa\u00eds pequeno em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil, mas que estavam ali encorajando o povo a formar um novo Brasil, sem pobreza. Era a vez de <i>One<\/i>, que emocionou o p\u00fablico.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Foi a primeira vez que o p\u00fablico mostrou que estava, definitivamente, enfeiti\u00e7ado: todos, em un\u00edssono, cantavam o &#8220;\u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4&#8221; do hit <i>Vertigo<\/i>, convocando-os de volta ao palco. E eles voltaram para tocar <i>Zoo Station<\/i>, com Bono trajando um quepe bem bacana. Na can\u00e7\u00e3o seguinte, <i>The Fly<\/i>, a melhor performance do supertel\u00e3o: express\u00f5es e lacunas coloridas em ingl\u00eas, espanhol e portugu\u00eas &#8211; entre as mensagens desconexas, lia-se &#8220;letters become words become sentences become lies&#8221;.<\/p>\n<p>Ao meu lado, um cururu tirava fotos incessantemente, virando motivo de chacota para os amigos. &#8220;Ei ei, j\u00e1 tirou foto do helic\u00f3ptero?&#8221;, diziam. Ali\u00e1s, gra\u00e7as a populariza\u00e7\u00e3o do movimento digital (onde celulares batem fotos e envia e-mails), praticamente todos os espectadores eram produtores de conte\u00fado online em potencial.<\/p>\n<p>Veio <i>Mysterious Ways<\/i> e uma nova mocinha subiu no palco, ficando por ali alguns minutos. Nem de longe essa mo\u00e7a e a Desir\u00e9 superaram <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/ult90u58095.shtml\" target=\"_blank\"><b>a incr\u00edvel hist\u00f3ria da Katilce<\/b><\/a>, que deixou o marido sozinho em Volta Redonda, deu um beijo no Bono e virou celebridade no Orkut. Novo exemplo de como <a href=\"http:\/\/webinsider.uol.com.br\/vernoticia.php\/id\/2739\" target=\"_blank\"><b>qualquer um de n\u00f3s pode interferir<\/b><\/a> em nossa agenda de debates.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/iuthud2202.jpg\"><\/div>\n<p>Todos imaginavam que o bis se encerraria com a balada <i>With or Without You<\/i>, quando Bono pulou o palco e foi se abra\u00e7ar com alguns poucos sortudos que estavam perto. Veio uma pausa longa, mais &#8220;\u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4&#8221; e l\u00e1 estavam eles de volta. Tocaram <i>Yahweh<\/i>, a \u00faltima faixa do novo CD, e encerraram a noite definitivamente com <i>All I Want Is You<\/i>, para alegria definitiva da massa. Dessa vez, o &#8220;\u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4 \u00f4&#8221; n\u00e3o surtiu mais efeito: pouco antes da meia noite, as luzes do palco apagaram, os refletores do Morumbi acenderam e a trilha sonora ambiente estava de volta.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Um show desse tamanho \u00e9 a t\u00edpica situa\u00e7\u00e3o onde dificilmente \u00e9 poss\u00edvel marcar qualquer encontro &#8211; dois amigos, a Cynthia e o Sakate, tamb\u00e9m estavam na pista, mas obviamente, n\u00e3o nos esbarramos. Ainda assim, encontros ocasionais e surpreendentes acontecem. Durante o show do Franz Ferdinand, encontramos o F\u00falvio, gra\u00e7as a alguns telefonemas. Enquanto ouvia <i>Miss Sarajevo<\/i>, olhei para tr\u00e1s e dei de cara com a Sandra, que n\u00e3o via desde os tempos da Federal. E a <a href=\"http:\/\/www.stripteasecerebral.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Patr\u00edcia K\u00f6hler<\/b><\/a>, que trajava uma blusinha azul claro e levava um casaquinho multicolorido na cintura, passou na minha frente e sequer me cumprimentou. Que desfeita.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, aqui cabe um adendo: meus poucos amigos e conhecidos que um dia j\u00e1 me disseram &#8220;nossa, se um dia eu encontrar aquela pessoa na minha frente, vou me descontrolar&#8221;, tiveram uma chance de ouro de consumar o fato nessa ter\u00e7a-feira&#8230; Todos, sem exce\u00e7\u00e3o, estavam por perto.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/iuthue2202.jpg\"><\/div>\n<p>Mas enfim. O pior momento de qualquer evento com milhares de pessoas \u00e9 a sa\u00edda. Afinal, os 70 mil chegaram em hor\u00e1rios diversos, mas sa\u00edram todos ao mesmo tempo. Nesse aspecto, nada de novo: um mar de gente e carros entupindo a Jorge Jo\u00e3o Saad e seus arredores, navegando em meio a camel\u00f4s espertos e policiais militares ou mesmo \u00e0 paisana infiltrados, na tentativa de inibir os mal-intencionados.<\/p>\n<p>Os mais espertos, no entanto, eram os taxistas, que se aproveitavam do fr\u00e1gil sistema de \u00f4nibus e bols\u00f5es montado para o evento. No caminho at\u00e9 o Marmoturbo pela Francisco Morato, na subida entre o Shopping Butant\u00e3 e o P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, dezenas de motoristas faziam fila, esperando os incautos. Alguns faziam quest\u00e3o de escolher passageiros: s\u00f3 S\u00e3o Bernardo ou Santo Andr\u00e9. Uma corrida at\u00e9 a Pra\u00e7a da Rep\u00fablica custava R$ 100. Cansados e com as pernas completamente esmagadas, chegamos ao Marmoturbo junto com uma garoa fina, que escolheu a melhor hora para chegar.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Pelo que vi, foram poucas as mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao show de segunda quando tocaram <i>Stuck In a Moment You Can&#8217;t Get Out Of<\/i>, e no bis, <i>All Because of You, Original of the Species<\/i> e <i>40<\/i>, a \u00faltima. As diferen\u00e7as mais gritantes, no entanto, remetem aos meus poucos flashes do show de 98, quando tamb\u00e9m estive no segundo dia, o s\u00e1bado, mas na arquibancada laranja. A come\u00e7ar pelo show de abertura, que era de Gabriel O Pensador. S\u00f3 isso, al\u00e9m do ac\u00fastico de <i>Sunday Bloody Sunday<\/i>, seriam suficientes para dizer que o espet\u00e1culo dessa ter\u00e7a foi infinitamente superior.<\/p>\n<p>Mas mesmo quem n\u00e3o foi em 98 deve ter sa\u00eddo do Morumbi com a impress\u00e3o de ter visto o melhor show de suas vidas. E cantarolando &#8220;oh, you look so beeeautifuuull&#8230; toniight!!!&#8221;.<\/p>\n<p>E como pensei que n\u00e3o entraria com m\u00e1quina, as fotos s\u00e3o do Reinaldo Marques, do Terra. Menos a \u00faltima, que \u00e9 da Folha Imagem. Droga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo bem, eu admito: tinha ficado muito decepcionado com toda aquela confus\u00e3o para se conseguir um ingresso do U2. Decep\u00e7\u00e3o que certamente \u00e9 a mesma de muitos f\u00e3s que sequer tiveram a chance de pensar em comprar um. 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