{"id":809,"date":"2004-11-04T11:58:44","date_gmt":"2004-11-04T14:58:44","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/politica-palhacada-e-perspectivas"},"modified":"2004-11-04T11:58:44","modified_gmt":"2004-11-04T14:58:44","slug":"politica-palhacada-e-perspectivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/politica-palhacada-e-perspectivas\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica, palha\u00e7ada e perspectivas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/bloguiado.jpg\" align=\"right\">J\u00e1 ouviu falar na palavra <i>disclaimer<\/i>? Significa &#8220;termo de isen\u00e7\u00e3o de responsabilidade&#8221;, e \u00e9 usado em diversos sites para explicar a seus visitantes, em linhas gerais, que &#8220;n\u00e3o adianta colocar o deles na reta&#8221;. O <i>disclaimer<\/i> se tornou popular em sistemas de coment\u00e1rios, gra\u00e7as ao processo envolvendo o blog Imprensa Marrom e uma empresa de recoloca\u00e7\u00e3o. <a href=\"http:\/\/www.gardenal.org\/inagaki\/textos\/014514.html\" target=\"_blank\"><b>Cumpadi Inagaki<\/b><\/a> foi o primeiro a implementar o textinho explicativo.<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m cita o <i>disclaimer<\/i> s\u00e3o os professores T\u00falio Lima Vianna e Cynthia Sem\u00edramis Vianna, nesse <a href=\"http:\/\/observatorio.ultimosegundo.ig.com.br\/artigos.asp?cod=298ENO001\" target=\"_blank\"><b>excelente artigo<\/b><\/a> publicado no Observat\u00f3rio da Imprensa. Com uma ressalva importante: &#8220;como o blogueiro \u00e9, tradicionalmente, a pessoa que det\u00e9m o poder de autorizar os coment\u00e1rios, edit\u00e1-los ou apag\u00e1-los, dependendo do sistema utilizado, a p\u00e1gina de coment\u00e1rios est\u00e1 tamb\u00e9m sob sua responsabilidade&#8221;. Ou seja, s\u00f3 o <i>disclaimer<\/i> n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p>O artigo apresenta outros t\u00f3picos interessantes, ligados aos cuidados diante do anonimato e de cr\u00edticas, que podem se transformar em processos judiciais. Atrav\u00e9s destas dicas, al\u00e9m de outros preceitos n\u00e3o menos importantes (inspirados no <a href=\"http:\/\/jonasgalvez.com\/br\/blog\/comment-policy\" target=\"_blank\"><b>Jonas Galvez<\/b><\/a>), est\u00e1 no ar a pol\u00edtica de coment\u00e1rios do MMM. Tudo bem que considero este espa\u00e7o sereno at\u00e9 demais (ou, em outras palavras, meio &#8220;\u00e1gua com a\u00e7\u00facar&#8221;), mas precau\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 demais.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Not\u00edcia velha, mas que vale o registro. Certo dia um grupo de amigos loucos por blogs criam um servi\u00e7o de hospedagem gratuito. Baixam a \u00faltima vers\u00e3o do Movable Type, alteram parte do c\u00f3digo-fonte (o que \u00e9 proibido, j\u00e1 que o MT n\u00e3o \u00e9 aberto) e abrem o <a href=\"http:\/\/www.mblog.com\" target=\"_blank\"><b>mBlog<\/b><\/a>. Oferecem recursos fabulosos aos seus usu\u00e1rios, sem cobrar nada.<\/p>\n<p>Qualquer um que j\u00e1 tenha quebrado a cabe\u00e7a com Internet sabe que uma p\u00e1gina hospedada em um servidor representa dinheiro &#8211; grandes portais lidam com n\u00fameros do tipo &#8220;custo por mil&#8221;, culpa do grande gargalo da rede: a tal transfer\u00eancia de dados. Diante disso, \u00e9 imposs\u00edvel sustentar um servi\u00e7o como o mBlog sem grana. Ou melhor, muita grana. Isso sem falar na viola\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a de uso do MT.<\/p>\n<p>Pois bem. No \u00faltimo dia 12 de outubro, o mBlog fechou suas portas, deixando seus usu\u00e1rios &#8211; entre eles o <a href=\"http:\/\/www.singrando.org\/archives\/2004\/10\/singrando_ii_o.php\" target=\"_blank\"><b>Reginaldo Siqueira<\/b><\/a>, a ver navios. E foi al\u00e9m: convidou seus usu\u00e1rios a recuperarem seus posts no sistema pagando &#8220;irris\u00f3rias&#8221; 35 doletas. O c\u00famulo do absurdo &#8211; n\u00e3o me surpreenderia se soubesse que ningu\u00e9m pagou um tost\u00e3o pra estes cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Em tempo: toda vez que voc\u00ea encontrar algu\u00e9m oferecendo servi\u00e7o bacaninha sem pedir nada em troca, lembre-se sempre das s\u00e1bias palavras do Alexandre Cruz Almeida: <a href=\"http:\/\/www.sobresites.com\/alexandrecruzalmeida\/artigos\/almoco.htm\" target=\"_blank\"><b>n\u00e3o existe almo\u00e7o gr\u00e1tis<\/b><\/a>.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Ao menos, uma boa not\u00edcia em meio a esse pessimismo blogu\u00edstico. Garimpando pela gigantesca livraria da Stazione Termini, em Roma, descubro o rec\u00e9m-lan\u00e7ado <i>Come si fa un blog<\/i>, do jornalista Sergio Maistrello &#8211; que tamb\u00e9m mant\u00e9m o <a href=\"http:\/\/www.comesifaunblog.it\" target=\"_blank\"><b>blog do livro<\/b><\/a>. Come\u00e7a com o bom e velho passo a passo para quem n\u00e3o faz id\u00e9ia do que \u00e9 um, mas entra tamb\u00e9m em terrenos pouco explorados &#8211; cita ferramentas como Technorati, Orkut e Wiki, e tem um cap\u00edtulo inteiro dedicado aos feeds, por exemplo.<\/p>\n<p>Mas o entusiasmo do autor vai al\u00e9m das p\u00e1ginas introdut\u00f3rias e das instru\u00e7\u00f5es detalhadas: o \u00faltimo cap\u00edtulo \u00e9 dedicado exclusivamente a evolu\u00e7\u00e3o das comunidades virtuais, a difus\u00e3o de ferramentas que estimulam a intera\u00e7\u00e3o entre usu\u00e1rios e a cria\u00e7\u00e3o de redes sociais&#8230; Enfim, todas as possibilidades diante de um mecanismo simples, mas muito rico.<\/p>\n<p>Aos poucos, os blogs v\u00e3o &#8220;saindo da toca&#8221;, deixam de ser exclusividade de quem conhece ou mant\u00e9m um e ganham forma fora dos monitores, ocupando palp\u00e1veis prateleiras &#8211; uma das poucas maneiras de perpetuar id\u00e9ias exaustivamente testada e aprovada.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, um dos ap\u00eandices do livro chama-se &#8220;la biblioteca dei blog&#8221;. Ta\u00ed um bom tema pra deixar na gaveta e usar assim que puder.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 ouviu falar na palavra disclaimer? Significa &#8220;termo de isen\u00e7\u00e3o de responsabilidade&#8221;, e \u00e9 usado em diversos sites para explicar a seus visitantes, em linhas gerais, que &#8220;n\u00e3o adianta colocar o deles na reta&#8221;. 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