{"id":807,"date":"2004-10-25T18:34:27","date_gmt":"2004-10-25T21:34:27","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/uma-semana-em-alguns-paragrafos"},"modified":"2004-10-25T18:34:27","modified_gmt":"2004-10-25T21:34:27","slug":"uma-semana-em-alguns-paragrafos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/uma-semana-em-alguns-paragrafos\/","title":{"rendered":"Uma semana em alguns par\u00e1grafos"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-europa.gif\" align=\"right\"><b>Roma (It\u00e1lia)<\/b> &#8211; N\u00e3o sei se voc\u00eas sentiram a minha falta por aqui tanto quanto eu senti falta de Internet durante uma semana. Meu sorriso abriu-se ainda mais quando descobri um cyber caf\u00e9 em conta perto da Stazione Termini, capital italiana. Nos \u00faltimos dias, frustra\u00e7\u00e3o na bela Paris (apenas um lugar, cobrando quatro euros a hora) e outros muitos em Veneza &#8211; acima de seis euros. Multiplique esses valores por 3,50 e coloque no outro prato da balan\u00e7a sua abstin\u00eancia&#8230;<\/p>\n<p>Enfim. Uma semana muito bem aproveitada, diga-se de passagem. Meio complicado resumir tudo usando os minutos que restam, mas vamos tentar. Ainda falta muita coisa &#8211; o resto eu conto quando chegar em casa, se tudo der certo, na madrugada deste s\u00e1bado (vai demorar uma vida pra chegar&#8230;).<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/barrape.jpg\"><\/div>\n<p>&#8211; Nas seis primeiras cidades da viagem &#8211; Portugal, Espanha e Fran\u00e7a, fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o maravilhosa de conhecer um lugar novo, mas sem vontade de voltar novamente. Tudo mudou quando conheci Veneza. N\u00e3o me surpreende em nada a vontade de passar a lua de mel por l\u00e1 &#8211; at\u00e9 eu, que estou longe disso, fiquei com vontade. E vai ser no <a href=\"http:\/\/www.bbvenice.com\" target=\"_blank\"><b>BB Venice<\/b><\/a>, a melhor das hospedagens sem sombra de d\u00favidas.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o fosse o idioma horroroso, algumas baguetes sem gosto e o quarto do tamanho do meu banheiro (para 3 pessoas), diria que Paris teria tudo para ser a melhor das sete cidades do nosso roteiro. Ou em que outro lugar do mundo seria abordado por uma curitibana linda (pena que desci na esta\u00e7\u00e3o seguinte do metro), comeria queijo camembert, encontraria Playmobil na loja de brinquedos e assistiria Lost in Translation numa sala de cinema vazia (apenas eu, <a href=\"http:\/\/bebediabo.zip.net\" target=\"_blank\"><b>Lello<\/b><\/a> e <a href=\"http:\/\/loveparis.zip.net\" target=\"_blank\"><b>Lu<\/b><\/a>)&#8230; Sem pre\u00e7o que pague&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Tanto em Barcelona como em Veneza, uma realidade: imposs\u00edvel diferenciar turistas da popula\u00e7\u00e3o local. Nas outras cidades, era evidente &#8211; Paris ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Em portugal \u00e9 Ol\u00e1. Na Espanha, Frigo. Os parisienses conhecem como Miko. E na It\u00e1lia, Algida. Na verdade, todas representam a nossa Kibon &#8211; culpa da Unilever, esta moedora de marcas.<\/p>\n<p>&#8211; A quantidade de revistinhas de sacanagem nas bancas representam o &#8220;clima&#8221; em cada lugar. No Porto e em Lisboa, eram raras &#8211; sinal de seu conservadorismo. Em Madrid e Barcelona, cidades mais &#8220;calientes&#8221;, eram dezenas delas &#8211; mais do que em Veneza ou, por enquanto, Roma. Deixemos Paris de fora &#8211; acho que eles se limitam a procriar para manter a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>&#8211; Empresas a\u00e9reas baratinhas valem mesmo a pena, mas a EasyJet \u00e9 uma tremenda zona. N\u00e3o existem assentos marcados &#8211; a sala de embarque vira um curral quando a porta abre e os animais entram. Os comiss\u00e1rios de bordo mostraram algum despreparo &#8211; inclusive dando risada durante os procedimentos de seguran\u00e7a&#8230; Uma das experi\u00eancias mais decepcionantes da minha vida.<\/p>\n<p>&#8211; Todos os guias de viagem que encontrei diziam a mesma coisa: viaje leve. E realmente o mundo precisa repensar o problema universal das bagagens. Impressionante como elas atrapalham em cada deslocamento &#8211; at\u00e9 porque elas ficam cada dia mais cheias. Se existe algo que realmente jamais esqueceremos s\u00e3o as escadas que enfrentamos com algumas toneladas extras.<\/p>\n<p>&#8211; Curiosidade: em Veneza (e acredito eu em boa parte da It\u00e1lia), os canais de TV aberta n\u00e3o transmitem os jogos ao vivo, mas a informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se perde em nenhum momento: as c\u00e2meras ficam no est\u00e1dio, mas focalizam apenas dois narradores (um para cada time) e a torcida. No est\u00fadio, um comentarista e cinco ou seis gatos pingados comentam a partida. Uma mistura de narra\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio com mesa redonda ao vivo &#8211; e caracterres com a classifica\u00e7\u00e3o em tempo real e o placar dos outros jogos. Muito esquisito.<\/p>\n<p>&#8211; Com a noitada ao lado de Leandro Rodrigues em Barcelona, terminaram nossos encontros casuais com amigos na Europa &#8211; nenhum conhecido em Paris, e infelizmente o bate-papo com o <a href=\"http:\/\/cartadaitalia.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Allan<\/b><\/a> vai ficar para outra vez. Ali\u00e1s, uma frase que usamos bastante durante a viagem, por conta da minha vontade de conhecer o bairro de Bel\u00e9m, em Lisboa, que n\u00e3o aconteceu: &#8220;bel\u00e9m bel\u00e9m, s\u00f3 na viagem que vem&#8230;.<\/p>\n<p>&#8211; Ainda sobre &#8220;piadas internas&#8221;, vamos voltar cheio delas. N\u00e3o se surpreenda se eu come\u00e7ar a escrever &#8220;uhhh, scary!&#8221;, entre outras coisas.<\/p>\n<p>&#8211; Placar parcial: cidades visitadas: sete. Igrejas: cinco (do Carmo e Sto. Ildefonso no Porto, Castelo de S. Jorge em Lisboa, Sagrada Familia em Barcelona e Notre Dame em Paris). Museus: dois (Reina Sofia em Madri e Palazzo Grassi, em Veneza. Como n\u00e3o entrei no Louvre, fica fora). Est\u00e1dios: cinco (Alvalade em Lisboa, Bernabeu em Madri, Olimpico e Camp Nou em Barcelona e Stade de France). Postais: 50. Presentes para os amigos: 10kg. Donas de pousada acima de 60 anos: duas (Madame Min em Lisboa e a Miss Universo 1954 em Roma). Boa parte dos outros quesitos (entre eles aquele mesmo que passou na sua cabe\u00e7a) ainda seguem zerados.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/barrape.jpg\"><\/div>\n<p>Fora essa sequ\u00eancia de detalhes, uma coisa ficou bem clara para mim nesses dias pelo velho mundo: todo medo e desconfian\u00e7a que permeavam os primeiros dias do ano, repletos de incertezas e preocupa\u00e7\u00f5es, dissipam-se rapidamente (como os euros na carteira). Ou seja, mesmo sendo um sujeito teimoso como eu, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel realizar uma viagem dos sonhos.<\/p>\n<p>E acredite: a certeza de que n\u00e3o foi a \u00faltima \u00e9 absoluta.<\/p>\n<p>Enfim, nos vemos em S\u00e3o Paulo, um dia antes de votar na Marta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roma (It\u00e1lia) &#8211; N\u00e3o sei se voc\u00eas sentiram a minha falta por aqui tanto quanto eu senti falta de Internet durante uma semana. Meu sorriso abriu-se ainda mais quando descobri um cyber caf\u00e9 em conta perto da Stazione Termini, capital italiana. 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