{"id":768,"date":"2004-07-14T15:46:14","date_gmt":"2004-07-14T18:46:14","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/o-que-e-um-blog"},"modified":"2004-07-14T15:46:14","modified_gmt":"2004-07-14T18:46:14","slug":"o-que-e-um-blog","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/o-que-e-um-blog\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 um blog?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/fiquepordentro.gif\" align=\"right\">S\u00f3 agora me dei conta de algo impressionante: n\u00e3o existe uma boa defini\u00e7\u00e3o da palavra blog em nenhuma das incont\u00e1veis linhas deste espa\u00e7o. Nem mesmo em nossa <a href=\"\/blog\/index.php?cat=6\" target=\"_blank\"><b>se\u00e7\u00e3o metalingu\u00edstica<\/b><\/a>, que est\u00e1 apinhada de refer\u00eancias e discuss\u00f5es. Talvez por conta de uma suposi\u00e7\u00e3o simplista: s\u00f3 quem me conhece, ou tem um blog, ou sabe o que \u00e9 um, perde algum tempo navegando por aqui.<\/p>\n<p>Mas essa premissa tem um defeito: n\u00e3o conta os pobres coitados que caem aqui via mecanismos de busca, a procura de mul\u00e9nua ou ideogramas japoneses. Talvez esse povo, que mal sabe usar o Google, n\u00e3o saiba que tipo de site \u00e9 este. Por essa raz\u00e3o, vamos ajud\u00e1-los, respondendo, em linhas gerais, &#8220;o que \u00e9 blog&#8221;.<\/p>\n<p>Comecemos pela defini\u00e7\u00e3o geral. \u00c9 um tipo de site, caracterizado pela divis\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o do seu conte\u00fado: s\u00e3o entradas (posts) divididos em ordem cronol\u00f3gica descrescente (os mais recentes aparecem primeiro). Qualquer um pode acess\u00e1-lo e participar das discuss\u00f5es, atrav\u00e9s de links para outros sites ou da caixa de coment\u00e1rios (esp\u00e9cie de mini-f\u00f3rum).<\/p>\n<p>Parece uma id\u00e9ia original? Nem tanto. Antes mesmo da populariza\u00e7\u00e3o do computador e da Internet, j\u00e1 existiam os aficcionados em r\u00e1dio amador. Isso mesmo, aqueles sujeitos que se comunicam com gente dos quatro cantos do globo usando um transreceptor sintonizado na chamada &#8220;faixa do cidad\u00e3o&#8221;. Pessoas que se intercomunicam atrav\u00e9s de ondas eletromagn\u00e9ticas &#8211; e anotam seus registros em logs.<\/p>\n<p>O termo \u00e9 popular n\u00e3o apenas entre radioamadores, mas tamb\u00e9m entre analistas de sistemas e encarregados para suporte t\u00e9cnico em inform\u00e1tica: todo servidor conectado \u00e0 Internet, por exemplo, gera automaticamente um arquivo (o log) contendo um hist\u00f3rico de atividades (data, hora e o ocorrido).<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente como voc\u00ea, ao registrar momentos exatos da sua vida &#8211; seja no computador ou no di\u00e1rio de papel &#8211; que poderia ser chamado de &#8220;personal log&#8221;. Ao final da d\u00e9cada de 90, surgiram os primeiros &#8220;logs particulares na rede&#8221;. N\u00e3o se sabe quem foi o primeiro norte-americano a chamar a brincadeira de weblog. Um dos pioneiros certamente \u00e9 <a href=\"http:\/\/www.scripting.com\" target=\"_blank\"><b>Dave Winer<\/b><\/a>, criador do sistema <a href=\"http:\/\/radio.userland.com\" target=\"_blank\"><b>Radio UserLand<\/b><\/a> e um dos primeiros blogueiros que se tem not\u00edcia.<\/p>\n<p>No come\u00e7o de 1999, segundo <a href=\"http:\/\/www.rebeccablood.net\/essays\/weblog_history.html\"><b>Rebecca Blood<\/b><\/a>, o n\u00famero de blogs conhecidos eram 23. Como vimos, a coisa se popularizou depressa, tomando o espa\u00e7o ocupado com newsgroups, BBSsses, listas de e-mail. Fulaninho criava seu blog, escrevia e relacionava p\u00e1ginas que julgava interessante e chamava a aten\u00e7\u00e3o de Siclaninho, que come\u00e7ou a fazer o mesmo. De repente, a Pyra criou o sistema Blogger, tornando a coisa ainda mais f\u00e1cil: at\u00e9 Beltraninho, que n\u00e3o tinha nenhum conhecimento t\u00e9cnico, criou o seu blog e fez refer\u00eancias a Fulaninho e Siclaninho &#8211; formando uma entre as milh\u00f5es de pequenas comunidades virtuais poss\u00edveis com os blogs.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos, a bola de neve s\u00f3 aumentou. Com o 11 de Setembro, descobriram o potencial jornal\u00edstico do blog. Com a inven\u00e7\u00e3o dos <a href=\"http:\/\/www.bitacoras.org\/bit.php?id=47_0_1_0_C\" target=\"_blank\"><b>Trackback<\/b><\/a>, solidificou-se a interconex\u00e3o entre os mesmos. Mesmo a imensa quantidade de informa\u00e7\u00f5es parece n\u00e3o ser mais problema diante do <a href=\"http:\/\/jonasgalvez.com\/br\/blog\/2004-05\/syndication-rss-atom\" target=\"_blank\"><b>RSS<\/b><\/a>. Alguma d\u00favida de que a blogosfera, como chamamos essa tremenda rede de conhecimento e entretenimento, tem um longo futuro?<\/p>\n<p>Muito bem. Agora que voc\u00ea j\u00e1 descobriu o que \u00e9 um blog, pode opinar sobre outras quest\u00f5es palpitantes: at\u00e9 que ponto os blogs podem ser classificados? Seriam os blogs apenas diarinhos adolescentes? Ou ainda um exerc\u00edcio narcisista e, muitas vezes, arrogante? Ser\u00e1 que textos compridos como este n\u00e3o v\u00e3o dar lugar a imagens e v\u00eddeos superficiais, como normalmente a web \u00e9 vista?<\/p>\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o gostou da id\u00e9ia, pode continuar a sua busca por mui\u00e9pelada. Preferencialmente, em outro lugar.<\/p>\n<p>(N\u00e3o ficou satisfeito? Ent\u00e3o leia ainda a resposta dada pelo <a href=\"http:\/\/ciberjornalismo.com\/oquesaoweblogs.htm\" target=\"_blank\"><b>Ponto Media<\/b><\/a>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00f3 agora me dei conta de algo impressionante: n\u00e3o existe uma boa defini\u00e7\u00e3o da palavra blog em nenhuma das incont\u00e1veis linhas deste espa\u00e7o. Nem mesmo em nossa se\u00e7\u00e3o metalingu\u00edstica, que est\u00e1 apinhada de refer\u00eancias e discuss\u00f5es. 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