{"id":737,"date":"2002-12-25T21:49:00","date_gmt":"2002-12-26T00:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/nao-chores-por-mim-argentina"},"modified":"2002-12-25T21:49:00","modified_gmt":"2002-12-26T00:49:00","slug":"nao-chores-por-mim-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/nao-chores-por-mim-argentina\/","title":{"rendered":"N\u00e3o chores por mim, Argentina!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-retro2002.gif\" align=\"right\">Viajar \u00e9 uma del\u00edcia, e felizmente 2002 est\u00e1 cheia de boas recorda\u00e7\u00f5es. Algumas delas voc\u00ea j\u00e1 pode acompanhar aqui mesmo, no <b>MMM<\/b>: Rio de Janeiro em setembro, Curitiba em outubro&#8230; A grande viagem do ano, no entanto, aconteceu no primeiro semestre, \u00e9poca em que um d\u00f3lar ainda custava R$ 2,50. Em 15 de abril, eu e alguns amigos est\u00e1vamos voltando da nossa churrascaria preferida. Um deles, o Marcelo Sakate, deu a id\u00e9ia.<\/p>\n<p>&#8211; Vamos para Buenos Aires?<\/p>\n<p>Era o auge da crise argentina, dos panela\u00e7os, do curralito e da busca desenfreada por d\u00f3lares. Ao mesmo tempo, era um per\u00edodo excelente para conhecer o pa\u00eds vizinho: pacote de tr\u00eas dias custando cento e poucos d\u00f3lares, sem falar nos pre\u00e7os dos produtos por l\u00e1, gra\u00e7as a desvaloriza\u00e7\u00e3o do peso. T\u00ednhamos duas op\u00e7\u00f5es: ou ir\u00edamos antes da Copa ou deixar\u00edamos para o final do ano. O tempo e o mercado atribulado nos mostraram que a nossa decis\u00e3o foi a melhor!<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/retroar2512a.jpg\"><\/div>\n<p>A viagem do ano come\u00e7ou na manh\u00e3 de sexta-feira, tr\u00eas de maio. Marcelo Sakate, Fernando Narazaki e eu cuid\u00e1vamos da nossa programa\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio argentino durante o caf\u00e9, no McDonalds do aeroporto de Guarulhos. Minutos depois, j\u00e1 est\u00e1vamos no boeing da Aerolineas Argentinas, ouvindo instru\u00e7\u00f5es do comandante num estranho &#8220;ingl\u00eas espanholado&#8221;, a caminho de Buenos Aires! A bordo, n\u00e3o resisti a piada fraca: &#8220;Frango! Franguito!! Franguinho!!!&#8221;, disse para a aeromo\u00e7a na hora do almo\u00e7o. Teve mais: perguntei &#8220;como se dice eso en espa\u00f1ol&#8221;, apontando para uma garrafa de refrigerante. Ela respondeu educadamente: &#8220;Coca Cola, por supuesto&#8221;.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/retroar2512d.jpg\"><\/div>\n<p>Desembarcamos em Ezeiza por volta da uma e meia da tarde. Traslado ao Hotel Republica, em frente ao Obelisco na avenida 9 de Julio. Deixamos as malas no quarto e tratamos de conhecer a cidade. Precis\u00e1vamos ainda trocar alguns d\u00f3lares por pesos, tarefa bastante f\u00e1cil em uma cidade sedenta por doletas. Entramos numa lanchonete, pedimos peda\u00e7os de pizza e pagamos com cinco d\u00f3lares . O troco, em pesos, n\u00e3o dava para nada: o dono pagou apenas $ 2,80 em cada d\u00f3lar. &#8220;Fomos enganados&#8221;, lembra Narazaki.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/retroar2512b.jpg\"><\/div>\n<p>Mas n\u00e3o foi s\u00f3 a\u00ed. Ingrid, nossa guia da ag\u00eancia, foi bastante clara durante o nosso traslado: &#8220;aqui em Buenos Aires voc\u00ea n\u00e3o gasta mais de sete pesos em um t\u00e1xi&#8221;. Talvez o est\u00e1dio do River Plate, no distante bairro de Nu\u00f1es, n\u00e3o estivesse no mapa da Ingrid. Entramos em um dos tradicionais carros pretos com detalhes amarelos e logo meus dois companheiros foram abordados pelo motorista. <\/p>\n<p>&#8211; Usted son de Jap\u00f3n o Corea?<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/retroar2512f.jpg\"><\/div>\n<p>At\u00e9 explicarmos que \u00e9ramos brasileiros, falar muito de futebol, cruzar a Avenida del Libertador e fazer uma bela volta, gastamos dez pesos. &#8220;Fomos enganados!&#8221;, lembra mais uma vez Narazaki. De qualquer forma, chegamos ao Monumental de Nu\u00f1es e conhecemos todas as instala\u00e7\u00f5es do principal est\u00e1dio de futebol da cidade! Bem feito para Lello Lopes, que desistiu da viagem dias antes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/argentina2512b.jpg\" align=\"right\">Ainda ser\u00edamos enganados mais uma vez naquela sexta-feira. Pedimos uma boa indica\u00e7\u00e3o para o jantar na recep\u00e7\u00e3o do hotel. A sugest\u00e3o era uma churrascaria em Puerto Madero, bairro que outrora abrigava o porto da cidade, abandonado na \u00e9poca da mudan\u00e7a mas totalmente reurbanizado h\u00e1 alguns anos. O lugar agora abriga escrit\u00f3rios comerciais, bares e restaurantes, se transfmroando um belo ponto de encontro durante a noite.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/argentina2512c.jpg\" align=\"left\">Antes do jantar, ainda paramos para telefonar. Narazaki sabia como ligar a cobrar para o Brasil, mas para isso era preciso &#8220;hablar&#8221; com a telefonista. &#8220;Buenas noches, yo quiero hacer una ligacci\u00f3n&#8221;. Aquilo revoltou Sakate: &#8220;Se n\u00e3o sabe falar, n\u00e3o enrola! N\u00e3o existe ligacci\u00f3n, se diz llamada!&#8221;. Tra\u00eddo pela bronca, foi a vez dele meter um &#8220;ligacci\u00f3n&#8221; ao pedir seu telefonema&#8230; Todos avisados em casa, era hora de conhecer a churrascaria rod\u00edzio, que coincidentemente chamava-se Rod\u00edzio!<\/p>\n<p>&#8220;Fomos enganados. S\u00f3 se salvou o buffet de frios&#8221;, dizia Sakate, decepcionado, ao sairmos do restaurante. Como o metr\u00f4 j\u00e1 estava fechado, tratamos de caminhar pela Avenida Corrientes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viajar \u00e9 uma del\u00edcia, e felizmente 2002 est\u00e1 cheia de boas recorda\u00e7\u00f5es. Algumas delas voc\u00ea j\u00e1 pode acompanhar aqui mesmo, no MMM: Rio de Janeiro em setembro, Curitiba em outubro&#8230; A grande viagem do ano, no entanto, aconteceu no primeiro semestre, \u00e9poca em que um d\u00f3lar ainda custava R$ 2,50. 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