{"id":59,"date":"2007-10-03T22:39:13","date_gmt":"2007-10-04T01:39:13","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/o-que-se-morre-e-o-que-nunca-vai-se-morrer"},"modified":"2007-10-03T22:39:13","modified_gmt":"2007-10-04T01:39:13","slug":"o-que-se-morre-e-o-que-nunca-vai-se-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/o-que-se-morre-e-o-que-nunca-vai-se-morrer\/","title":{"rendered":"O que se morre e o que nunca vai se morrer"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\" \/>A primeira vez que ouvi <a href=\"http:\/\/www.nenhumdenos.com.br\" target=\"_blank\"><b>Nenhum de N\u00f3s<\/b><\/a> deve ter sido a mesma da maioria dos brasileiros. Foi bem depois dos primeiros f\u00e3s da banda celebrarem a execu\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de &#8220;Camila, Camila&#8221; nas r\u00e1dios, entre 1987 e 1988: num clipe do Fant\u00e1stico, em 1989, quando os ga\u00fachos lan\u00e7aram &#8220;Astronauta de M\u00e1rmore&#8221; (j\u00e1 do segundo LP, Cardume).<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga, simplesmente: &#8220;Nenhum de N\u00f3s? s\u00f3 conhe\u00e7o essas duas&#8221;. Ou ainda: &#8220;Cacetada, estragaram a m\u00fasica do Bowie&#8221;. Mais alguns v\u00e3o lembrar de outras boas can\u00e7\u00f5es daqueles primeiros discos, como &#8220;Eu Caminhava&#8221; e a minha preferida, &#8220;Sobre o Tempo&#8221; &#8211; que carrega em seu DNA o meu virundum preferido: o que se morre e o que nunca vai se morrer, \u00ea \u00ea, \u00ea \u00ea. Da segunda metade dos anos 90, o &#8220;eixo Rio-S\u00e3o Paulo&#8221; conheceu &#8220;Vou deixar Que Voc\u00ea se V\u00e1&#8221;. Eu admito: levei uma vida para redescobrir os ga\u00fachos.<\/p>\n<p>Mas foi em grande estilo. Em janeiro de 2004, cabisbaixo e de cora\u00e7\u00e3o partido, encontrei em uma daquelas enormes lojas Multisom, em Porto Alegre, dois CDs que desconhecia. Um mais antigo, de 1994, batizado &#8220;Ac\u00fastico e Ao Vivo&#8221;. O outro chamava-se, coincidentemente, &#8220;Ac\u00fastico e Ao Vivo 2&#8221;. Tinha sido lan\u00e7ado recentemente, e fazia algum sucesso no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Devo dizer que, desde aquela compra, n\u00e3o parei mais de ouvir Nenhum de N\u00f3s. N\u00e3o sei se foi o brilhante efeito desplugado dos arranjos ou a punhalada que vinha de cada uma das palavras incisivas&#8230; &#8220;Voc\u00ea Vai Lembrar de Mim&#8221;, a primeira faixa do segundo ac\u00fastico, dizia exatamente aquilo que precisava ouvir naquele ano. Por muito tempo, os dois discos monopolizaram meu MP3 Player, que insistia em tocar versos como &#8220;Diga a ela que me viu sozinho&#8221;, &#8220;Amanh\u00e3 ou depois, tanto faz se depois for nunca mais&#8221;, &#8220;Em nossas m\u00e3os o rumo das coisas ao meu redor&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>Enfim, a forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, com Sady H\u00f6mrich, Carlos Stein e Thedy Corr\u00eaa, comemora exatos vinte anos desde o curioso brainstorming que definiu o nome da trupe (&#8220;O que n\u00f3s tr\u00eas temos em comum? Nenhum de n\u00f3s enxerga bem&#8230; Nenhum de n\u00f3s pegou caserna&#8230; Nenhum de n\u00f3s rodou na escola&#8230; Nenhum de n\u00f3s! Ficou! Simples assim&#8221;). Para marcar a data, est\u00e1 chegando &#8220;Nenhum de N\u00f3s a C\u00e9u Aberto&#8221;, o 12\u00ba disco da banda e o terceiro ao vivo.<\/p>\n<p>A faixa um de um trabalho que pretende ser o resumo da carreira n\u00e3o poderia ser outra: &#8220;Camila, Camila&#8221;. Seguem dezoito faixas, sendo duas in\u00e9ditas. Em praticamente todas elas, a banda conta com quinze mil vozes presentes ao Parque Harmonia, nas margens do Rio Gua\u00edba, no encontro feito em mar\u00e7o. A julgar pelo que senti quando reencontrei o Nenhum de N\u00f3s, talvez seja uma boa hora para redescobri-los outra vez.<\/p>\n<p><b>Servi\u00e7o:<\/b> compare pre\u00e7os de <a href=\"http:\/\/compare.buscape.com.br\/categoria?id=2921&amp;lkout=1&amp;kw=nenhum+de+nos&amp;site_origem=1234280\" target=\"_blank\" title=\"Compare pre\u00e7os no BUSCAP\u00c9! Link patrocinado\"><b>CDs do Nenhum de N\u00f3s<\/b><\/a> no Buscap\u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira vez que ouvi Nenhum de N\u00f3s deve ter sido a mesma da maioria dos brasileiros. 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