{"id":516,"date":"2007-03-30T23:07:53","date_gmt":"2007-03-31T02:07:53","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/as-cinco-melhores-novelas-das-sete-que-eu-vi"},"modified":"2007-03-30T23:07:53","modified_gmt":"2007-03-31T02:07:53","slug":"as-cinco-melhores-novelas-das-sete-que-eu-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/as-cinco-melhores-novelas-das-sete-que-eu-vi\/","title":{"rendered":"As cinco melhores novelas das sete que eu vi"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/top5.gif\" align=\"right\" \/>Antes de continuar, conv\u00e9m falarmos um pouco sobre essa mania irresist\u00edvel, que j\u00e1 se tornou uma tradi\u00e7\u00e3o secular. Assim, temos <b>as cinco raz\u00f5es para se fazer listas do tipo Top 5<\/b>:<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> &#8211; Quer um jeito f\u00e1cil de criar debates pol\u00eamicos ou mesmo provocar injusti\u00e7as? Invente uma lista dessas. Todos v\u00e3o dar raz\u00f5es incr\u00edveis para manter ou trocar um item, ou ainda brigar por causa daquela aus\u00eancia imperdo\u00e1vel.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> &#8211; Cinco \u00e9 um n\u00famero perfeito. Listas como &#8220;as 100 mais&#8221; ou &#8220;as 500 mais&#8221; demandam semanas de prepara\u00e7\u00e3o. Uma lista &#8220;top 10&#8221; apresenta um ou outro item que est\u00e1 ali s\u00f3 para encher lingui\u00e7a. Um &#8220;Top 7&#8221; s\u00f3 funciona no r\u00e1dio, j\u00e1 que sete m\u00fasicas duram, mais ou menos, meia hora. E um &#8220;Top 3&#8221; \u00e9 extremamente limitado.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> &#8211; Eu tamb\u00e9m me identifico com Rob Fleming, o c\u00e9lebre personagem do filme &#8220;Alta Fidelidade&#8221;. Ele tinha talento para elaborar os mais diversos Top 5, especialmente quando a lista procura elencar todos os grandes foras de sua vida para, finalmente, corrigir todos os erros e acertar ao lado da pessoa certa (coisa que s\u00f3 funciona em filme).<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> &#8211; Todo mundo faz Top 5 todos os dias. Seja em casa, no trabalho, em seus pr\u00f3prios blogs ou ainda em uma das in\u00fameras comunidades do Orkut (como <a href=\"http:\/\/www.orkut.com\/Community.aspx?cmm=45451\" target=\"_blank\"><b>esta<\/b><\/a> ou <a href=\"http:\/\/www.orkut.com\/Community.aspx?cmm=41449\" target=\"_blank\"><b>esta<\/b><\/a>). Mesmo aqui as listas j\u00e1 ocuparam espa\u00e7o: tem v\u00e1rias no <a href=\"http:\/\/marmota.org\/quem\" target=\"_blank\"><b>meu perfil<\/b><\/a>, al\u00e9m de dois posts (um <a href=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/2004\/09\/01\/1054\/\" target=\"_blank\"><b>ol\u00edmpico<\/b><\/a>, outro <a href=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/2004\/09\/18\/1069\/\" target=\"_blank\"><b>comest\u00edvel<\/b><\/a>)<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> &#8211; Quem faz listas acaba, inevitavelmente, fazendo uma auto-an\u00e1lise. Trata-se de uma forma simples de organizar pensamentos relevantes e resumir, em poucas palavras, a sua ess\u00eancia. Um jeito simples de comprovar isso \u00e9 fazendo uma lista de cinco objetivos primordiais em um intervalo de tempo. Se voc\u00ea conseguir realiz\u00e1-los, ver\u00e1 suas conquistas importantes com outros olhos.<\/p>\n<p>Agora sim, vamos \u00e0 lista que me motivou a criar listas regulares nesse espa\u00e7o. Historicamente, e descontando a j\u00e1 consagrada &#8220;Malha\u00e7\u00e3o&#8221;, a Errei de Globo definiu bem suas tr\u00eas faixas novel\u00edsticas mais importante: a das seis, normalmente uma trama doce (ou &#8220;\u00e1gua com a\u00e7\u00facar&#8221;) e, ultimamente, repleta de historinhas de \u00e9poca; a das oito, o &#8220;novel\u00e3o&#8221; do hor\u00e1rio nobre, que vem depois do Jornal Nacional; e finalmente, o hor\u00e1rio das sete, marcada na maioria das vezes por historinhas engra\u00e7adinhas e agitadinhas. Talvez por isso, as mais legais.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> &#8211; <b>A Viagem (1994)<\/b>: Essa \u00e9 t\u00e3o bacana que passou duas vezes no Vale a Pena Ver de Novo (em 97 e 2006)!!! A novela favorita da <a href=\"http:\/\/interney.net\/blogs\/cintaliga\" target=\"_blank\"><b>Luciana<\/b><\/a> come\u00e7a quando Alexandre, aquele que um dia vai nos brindar com o filme Chat\u00f4, \u00e9 preso depois do irm\u00e3o Caco Antibes denunci\u00e1-lo. Sempre prometendo vingan\u00e7a, o cururu se mata, vai parar no tr\u00e1gico Vale dos Suicidas e passa a atormentar a vida de todos: entre eles sua ex-namorada Andr\u00e9a Beltr\u00e3o, que se apaixona por Maur\u00edcio Mattar, e o casal chave da hist\u00f3ria, Ot\u00e1vio Ant\u00f4nio Gal\u00e3 Fagundes e Christiane Din\u00e1 Torloni. Os dois come\u00e7am se odiando. Depois, se apaixonam. Depois morrem. Depois se encontram no c\u00e9u e, com a for\u00e7a do amor, salvam o que resta da alma do Alexandre. Uma das m\u00fasicas da trilha sonora internacional (que \u00e9 excelente) \u00e9 Linger, do Cranberries, que me faz lembrar uma das minhas piores paix\u00f5es n\u00e3o correspondidas. Mas isso n\u00e3o vem ao caso.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> &#8211; <b>Top Model (1989\/90)<\/b>: Essa teve forte identifica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico jovem, gra\u00e7as aos filhos do Nuno Leal Maia, vulgo Gaspar. Cinco filhos com mulheres diferentes, criados pela bab\u00e1 Nan\u00e1, apaixonada por Gaspar. Mas a hist\u00f3ria principal era com a &#8220;modelo&#8221; do t\u00edtulo, Malu Mader (a Duda), que era apaixonada pelo Taumaturgo Ferreira (o Lucas). Como em toda novela bacana, a for\u00e7a da trilha sonora era grande: tinha Oceano, do Djavan; Hey Jude do Kiko Zambianchi (aquela que, enquanto os Beatles cantam &#8220;remember&#8230;&#8221;, ele diz &#8220;esque\u00e7a&#8230;&#8221;); \u00c0 Francesa, da Marina; Stay, do Oingo Boingo; Stairway to Heaven, do Led Zeppelin; Wish You Were Here, do Bee Gees&#8230; E finalmente, a marcante &#8220;no more boleroooosss&#8221;&#8230; Foi a primeira novela de Ant\u00f4nio Calmon, que ficaria mais conhecido no hor\u00e1rio por outro grande sucesso:<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> &#8211; <b>Vamp (1991\/92)<\/b>: Fen\u00f4meno espetacular de audi\u00eancia entre a garotada da \u00e9poca. As meninas ficavam apaixonadas pelo Matos\u00e3o. Os meninos, pela Luciana Vendramini. Uma legi\u00e3o torcia por Miss Penn Taylor (que anos mais tarde se rebaixaria a Santana, de Mulheres Apaixonadas) e o Capit\u00e3o Jonas (um dos pap\u00e9is mais legais do Reginaldo Faria!) contra a crueldade do Conde Vlad (Ney Latorraca) e sua assistente Mary Matoso (da divertida Patr\u00edcia Travassos). A cl\u00e1ssica cidadezinha de Arma\u00e7\u00e3o dos Anjos contava ainda com praticamente a mesma molecada de Top Model (sem qualquer coincid\u00eancia) e a R\u00e1dio Cors\u00e1rio, capitaneada por Evandro Mesquita (que virou pretexto para um terceiro LP, al\u00e9m dos tradicionais Nacional e Internacional). Mas a trilha sonora tinha outras m\u00fasicas marcantes: Elba Ramalho cantava Felicidade Urgente, Skid Row embalava a mo\u00e7ada com I Remember You, Claudia Natasha Ohana tapeava com Sympathy for the Devil&#8230; Sem falar em Noite Preta, que catapultou Vange Leonel para o sucesso (?). Tristemente, ao inv\u00e9s de reprisar Vamp outra vez (fizeram isso na Sess\u00e3o Aventura), o mesmo Ant\u00f4nio Calmon inventou uma tal &#8220;O Beijo do Vampiro&#8221;. Bl\u00e9.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> &#8211; <b>Sassaricando (1987\/88)<\/b>: S\u00edlvio de Abreu era mestre em novelas das sete. A come\u00e7ar por Guerra dos Sexos, que entraria em muitos top 5 (menos no meu, simplesmente por n\u00e3o lembrar dela como merece). Fez ainda <s>Vereda Tropical<\/s> Cambalacho e Deus nos Acuda (novela que ressucitou a Dona Arm\u00eania). Mas Sassaricando virou moda. A trama, cheia de mist\u00e9rios e rolos familiares, era encabe\u00e7ada por Paulo Apar\u00edcio Autran, T\u00f4nia Rebecca Carrero e Jandira Teodora Martini, que morre mas volta para assombrar o pobre Apar\u00edcio. Este apelava sempre para S\u00e3o Sinfr\u00f4nio, que surgiu na imagem de C\u00e9cil Thir\u00e9 no \u00faltimo cap\u00edtulo para revelar onde est\u00e1 o tesouro da fam\u00edlia Abdalla. Tinha ainda o sensacional n\u00facleo feirante, que consagrou Claudia Raia no papel de Tancinha, a encantadora vendedora de mel\u00f5es! E quem n\u00e3o teve vontade de aprender a Dan\u00e7a do Ventre ap\u00f3s a enjoada Fedora rebolar ao som de Fatamorgana! Espetacular.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> &#8211; <b>Que Rei Sou Eu (1989)<\/b>: A melhor novela das sete de todos os tempos, sem sombra de d\u00favidas. Tanto que <a href=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/2004\/02\/12\/838\" target=\"_blank\"><b>j\u00e1 rendeu post aqui<\/b><\/a>, onde j\u00e1 falei muito sobre Jean Pierre, Ravengar e cia, sempre ao som de Bamboleo, How can I go on e Eternal Flame. Seu autor, Cassiano Gabus Mendes, era outro especialista em novelas das sete: al\u00e9m dessa, escreveu Ti Ti Ti, de 1985 &#8211; ano em que foi cunhada a excelente frase &#8220;a gata comeu o tititi do roque santeiro na tenda dos milagres&#8221;, retratando o que a TV exibia na \u00e9poca de maneira brilhante. A s\u00e1tira ao mundo da alta costura tinha uma abertura cheia de l\u00e1pis e tesouras brigando (al\u00e9m do tema da Banda Metr\u00f4), em alus\u00e3o ao duelo entre Jacques Leclair (olha o Reginaldo Faria de novo!) e Victor Valentim (tamb\u00e9m conhecido como M\u00e1rio Fofoca, Juca Pirama, seu Vav\u00e1 e at\u00e9 Luiz Gustavo). A \u00faltima cena, com os dois j\u00e1 velhinhos e ainda brigando (e um &#8220;nuuuuunca&#8221; vindo do c\u00e9u) \u00e9 antol\u00f3gica, e merece uma men\u00e7\u00e3o honrosa. Cassiano Gabus Mendes fez tamb\u00e9m Brega e Chique, <s>Perigosas Peruas<\/s> Elas por Elas e sua \u00faltima, O Mapa da Mina (que era at\u00e9 bacaninha).<\/p>\n<p>Enfim, n\u00e3o custa nada encerrar com uma listinha vagabunda de cinco novelas das sete que eu fiz quest\u00e3o de n\u00e3o assistir: Desejos de Mulher, Olho no Olho (o que era aquele bando de anormal!!!), Uga-Uga (e todas as suas variantes com Marcos Pasquim), As Filhas da M\u00e3e (grande fiasco) e a atual Bang Bang (fiasco maior que o anterior).<\/p>\n<p><b>Atualizado<\/b>: Cumpadi <a href=\"http:\/\/www.pensarenlouquece.com\" target=\"_blank\"><b>Inagaki<\/b><\/a> tem raz\u00e3o. Fiz confus\u00e3o entre &#8220;Cassiano Gabus Mendes&#8221; e &#8220;Perigosas Peruas&#8221; (que \u00e9 do Carlos Lombardi, assim como Vereda Tropical) porque o pai do C\u00e1ssio e do Tato fez parte do elenco (era o velho Torremolinos). Sobre Guerra dos Sexos, foi o que eu escrevi: vai ser uma injusti\u00e7a, mas escolhi cinco novelas que eu vi. E reafirmo: quer um jeito f\u00e1cil de provocar injusti\u00e7as e criar pol\u00eamica? Fa\u00e7a listas! \ud83d\ude42<\/p>\n<p><i>(Postado em 12\/02\/2006)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de continuar, conv\u00e9m falarmos um pouco sobre essa mania irresist\u00edvel, que j\u00e1 se tornou uma tradi\u00e7\u00e3o secular. Assim, temos as cinco raz\u00f5es para se fazer listas do tipo Top 5: #5 &#8211; Quer um jeito f\u00e1cil de criar debates pol\u00eamicos ou mesmo provocar injusti\u00e7as? Invente uma lista dessas. Todos v\u00e3o dar raz\u00f5es incr\u00edveis para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-516","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-top-5"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/516","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=516"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/516\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}