{"id":45,"date":"2007-09-19T23:44:40","date_gmt":"2007-09-20T02:44:40","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/a-lendaria-e-maldita-maldicao-das-tres-luas"},"modified":"2007-09-19T23:44:40","modified_gmt":"2007-09-20T02:44:40","slug":"a-lendaria-e-maldita-maldicao-das-tres-luas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/a-lendaria-e-maldita-maldicao-das-tres-luas\/","title":{"rendered":"A lend\u00e1ria e maldita maldi\u00e7\u00e3o das tr\u00eas luas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/pedra.gif\" align=\"right\" \/><b>Atenas (Gr\u00e9cia)<\/b> &#8211; Prometi a mim mesmo que n\u00e3o repostaria nenhum calhau. Mas acho que, desta vez, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel. Em 18 de julho de 2004, ano de Olimp\u00edadas, decidi publicar este pequeno esfor\u00e7o hist\u00f3rico para resgatar mitos e lendas da Gr\u00e9cia Antiga, ber\u00e7o dos Jogos.<\/p>\n<p>A pequena hist\u00f3ria que voc\u00ea vai ler a seguir \u00e9 uma delas. Foi descoberta em 18 de julho do ano passado em um s\u00edtio arqueol\u00f3gico em Atenas, durante as obras das novas instala\u00e7\u00f5es esportivas. Escrita na pr\u00f3pria pedra, em um dos in\u00fameros dialetos \u00e1ticos usados na regi\u00e3o h\u00e1 mais de quatro mil anos, narra os primeiros anos de vida do jovem Marmos, e apresenta uma s\u00e9rie incr\u00edvel de personagens mitol\u00f3gicos. Divirta-se!<\/p>\n<p><font face=\"Georgia, Times New Roman, Times, serif\" color=\"#550000\">Marmos era um rapaz de origem indo-europ\u00e9ia, que nasceu \u00e0 beira do Mar Egeu por volta do ano 330 a.C. Foi durante uma viagem de f\u00e9rias de sua fam\u00edlia ateniense ao sul da pen\u00ednsula balc\u00e2nica. Fato bastante raro para os costumes da \u00e9poca: seus pais eram humildes camponeses. Eram trabalhadores e honestos, mas divergiam \u00e0 sociedade da \u00e9poca por n\u00e3o levar o polite\u00edsmo a s\u00e9rio. Talvez por essa raz\u00e3o, o casal deparou-se com a imagem de uma estranho espectro ap\u00f3s o nascimento do rebento.<\/p>\n<p>Era Dem\u00f3sfocles, o Deus do Fracasso. Cunhado de Perseu e contempor\u00e2neo de Polideuces, era um dos menos conhecidos entre os que viviam no Olimpo, mas inconfund\u00edvel gra\u00e7as a sua barbicha malfeita, o bigode ralinho e o rabo de cavalo. Anos mais tarde, envolveria-se com uma taberneira, que daria luz ao pequeno Medas, futuro rei da Botoc\u00fandia e respons\u00e1vel por incr\u00edveis mazelas&#8230;<\/p>\n<p>Mas enfim, voltando ao Mar Egeu. A apari\u00e7\u00e3o de Dem\u00f3sfocles naquela tarde foi suficiente para gerar uma leve brisa e levantar alguma poeira. Um pouco atrapalhado, o Deus do Fracasso virou-se para o pequeno Marmos e rogou poucas palavras.<\/p>\n<p>&#8211; Oh pequena criatura de olhar t\u00edmido e rosto engra\u00e7ado. Voc\u00ea ter\u00e1 uma vida longa e feliz ao lado de seus progenitores, mas ter\u00e1 que pagar pela indol\u00eancia deles!<\/p>\n<p>&#8211; Por Zeus! Tende piedade do meu filho&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Cale-se! O \u00fanico Deus por aqui sou eu! Bom, onde eu estava&#8230; Ah, sim. Garotinho serelepe, durante a sua exist\u00eancia conhecer\u00e1s lindas mulheres. Uma delas ser\u00e1 a sua alma g\u00eamea, que o acompanhar\u00e1 para todo sempre. Mas enquanto n\u00e3o encontrares, ir\u00e1 se decepcionar com as outras. Ficar\u00e1s tentado a dividir sua vida com todas elas, mas seu envolvimento n\u00e3o resistir\u00e1 a tr\u00eas luas, trazendo-lhe muita tristeza e sensa\u00e7\u00e3o de fracasso! Uhuhuahahahaha!!! &#8211; sentenciou, erguendo seus bra\u00e7os e sumindo entre as nuvens.<\/p>\n<p>Os pais de Marmos mudaram sua postura religiosa e, durante anos, acenderam velas para Afrodite, preocupados com a felicidade de seu filho. O jovem Marmos cresceu e, sabendo da maldi\u00e7\u00e3o perpetrada por Dem\u00f3sfocles ao nascer, tratou de isentar seus pais de qualquer culpa e, ao inv\u00e9s de procurar por garotas, decidiu frequentar a Academia de Plat\u00e3o, mergulhando nos estudos. &#8220;Filho, n\u00e3o deixe que o tempo e esta maldi\u00e7\u00e3o lhe retirem anos preciosos de sua vida&#8221;, dizia seu pai. Mas Marmos era teimoso.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou para que as divindades impusessem a Marmos sua primeira armadilha. Foi num de seus passeios de f\u00e9rias a Creta, onde festejou a Saturn\u00e1lia e a Sigilaria, uma esp\u00e9cie de ano novo grego misturado com um culto a antigos her\u00f3is, ao lado de alguns parentes distantes. Tinha dezoito anos quando encontrou uma jovem alde\u00e3 de fei\u00e7\u00f5es min\u00f3icas.<\/p>\n<p>&#8211; Oi bonitinho! Eu sou Acid\u00e1lia, quer dan\u00e7ar comigo?<\/p>\n<p>&#8211; Boa noite, nobre donzela! Eu me chamo Marmos, sou filho de Her\u00f3doto e Dard\u00e2nia e estudo para me tornar&#8230;<\/p>\n<p>Marmos n\u00e3o teve tempo de explicar. Acid\u00e1lia tascou-lhe um beijo ardente e, enquanto tentava descobrir o que acontecia, j\u00e1 estava gamado nela. Ao voltar a Atenas, lembrou-se da hist\u00f3ria contada por seus pais a respeito de Dem\u00f3sfocles e suspirou: &#8220;tomara que Acid\u00e1lia seja a mulher da minha vida&#8221;.<\/p>\n<p>Exatas tr\u00eas luas se passaram at\u00e9 que Marmos pudesse voltar a ilha de Creta e rever Acid\u00e1lia. N\u00e3o havia nenhuma guerra ou mesmo comemora\u00e7\u00e3o religiosa, o que provocou a surpresa da jovem.<\/p>\n<p>&#8211; Marmos?!? O que fazes aqui?<\/p>\n<p>&#8211; Vim rev\u00ea-la, minha amada!<\/p>\n<p>&#8211; Mas, mas&#8230; Ai, c\u00e9us&#8230; Por Zeus&#8230;<\/p>\n<p>Nitidamente desconcertada, Acid\u00e1lia revelou a Marmos que, dias ap\u00f3s sua partida, conheceu um rapaz garboso, conhecido de seu tio Tebas. Como achava que jamais voltaria a ver Marmos, decidiu esquec\u00ea-lo e casar-se com o outro.<\/p>\n<p>&#8211; Ser\u00e1 em alguns dias, o tio Tebas est\u00e1 pagando tudo&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; &#8230; Que legal, n\u00e9? Tomara que d\u00ea tudo certo &#8211; desejou Marmos, antes de se despedir e voltar frustrado para Atenas.<\/p>\n<p>O tempo passou e Marmos, alheio ao crescimento de Esparta e da interven\u00e7\u00e3o maced\u00f4nica comandada por Alexandre o Grande, seguia sua vidinha burocr\u00e1tica em uma escola helen\u00edstica e, nas horas vagas, participava dos ensaios de um gupo tragi-c\u00f4mico de teatro e acompanhava os shows da banda de c\u00edtaras do Mestre Orfeu e seus Argonautas, da qual era f\u00e3 de carteirinha. Ao mesmo tempo, esqueceu Acid\u00e1lia e conheceu Minerva, Ariadne, Core, Mirta, L\u00eddia, Latona, Atena&#8230;<\/p>\n<p>Hist\u00f3rias de amor que come\u00e7avam de maneira diferente. Umas arrebatadoras, outras discretas&#8230; Todas marcantes, mas que se perdiam rapidamente ap\u00f3s tr\u00eas luas. Marmos se esfor\u00e7ava para n\u00e3o cometer erros, sem qualquer sucesso. Acabava ofendendo tr\u00eas ou quatro gera\u00e7\u00f5es de Dem\u00f3sfocles, por n\u00e3o acreditar nos deslizes que cometia. De nada adiantava. Sentia-se o mais fracassado dos homens, como o Deus do Fracasso havia predestinado.<\/p>\n<p>Prestes a jogar a toalha, Marmos julgava estar condenado a jamais cultivar um relacionamento duradouro. Cinco anos se passaram desde seu \u00faltimo beijo quando, numa dessas surpresas da vida, conheceu Cal\u00edope. Ao se apresentar, a mo\u00e7a contou ao rapaz que seus antepassados deixaram o Peloponeso &#8211; mais precisamente Acaia, onde viviam nas margens do Lago Est\u00ednfale &#8211; para viver na metr\u00f3pole e respirar os ares da democracia. <\/p>\n<p>Num primeiro instante, Marmos pouco ligou para a hist\u00f3ria de sua vida. Estava mesmo era fascinado por aquele par de olhos claros ocultos em longas madeixas loiras. E aquele sorriso&#8230; &#8220;S\u00f3 pode ser ela&#8230; S\u00f3 pode ser ela!&#8221;, comemorou Marmos. O rapaz driblou o medo, ignorou sua falta de pr\u00e1tica e come\u00e7ou a namorar Cal\u00edope, determinado a n\u00e3o cometer erros desta vez.<\/p>\n<p>Era um misto de entusiasmo e cautela: Marmos sabia que, se o relacionamento durasse mais de tr\u00eas luas, a maldi\u00e7\u00e3o seria desfeita. Melhor: viveria para sempre ao lado da mais bela entre todas que passaram em sua vida. Estava cada dia mais apaixonado, mas ao mesmo tempo conduzia sua nova hist\u00f3ria com muita paci\u00eancia, sem gerar qualquer expectativa. A resposta de Cal\u00edope era imediata: demonstrava claramente que jamais havia conhecido algu\u00e9m t\u00e3o dedicado e bondoso.<\/p>\n<p>Apesar disso, tanto Marmos como Cal\u00edope estavam muito envolvidos com suas pr\u00f3prias vidas, o que impedia encontros frequentes. Mas Marmos ainda acreditava que seu fardo estava com os dias contados. Tanto que n\u00e3o conseguiu conter a ansiedade na noite em que o namoro completou tr\u00eas luas: queria celebrar ao lado de Cal\u00edope o fim da maldi\u00e7\u00e3o, com um passeio rom\u00e2ntico na Acr\u00f3pole regado a n\u00e9ctar.<\/p>\n<p>Aquela noite come\u00e7ou especial para Marmos. Cal\u00edope estava deslumbrante, suas vestes brancas decoradas com discos e j\u00f3ias de ouro deixaram o rapaz ainda mais nervoso e sorridente. Tr\u00eamulo, Marmos se aproximou da amada e, sem tirar os olhos dela, segurou suas m\u00e3os macias. Subitamente, pouco antes de beij\u00e1-la mais uma vez, algo estranho aconteceu com Cal\u00edope. Seu sorriso deu lugar a uma apar\u00eancia sombria.<\/p>\n<p>&#8211; Querido, precisamos conversar&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Conversar? Mas como assim? O que foi? Explique-se, n\u00e3o me deixe angustiado&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Preciso lhe confessar: acho que n\u00e3o devemos continuar juntos&#8230; Desculpas, mas algo n\u00e3o est\u00e1 bom, me sinto estranha&#8230;<\/p>\n<p>At\u00f4nito, Marmos n\u00e3o conseguia acreditar no que estava acontecendo. Para piorar, Atenas foi tomada repentinamente por nuvens negras e uma tempestade assustadora, deixando-o ainda mais desnorteado.<\/p>\n<p>&#8211; Por Hera, o que est\u00e1 havendo&#8230; Meu amor, n\u00e3o diga uma coisa dessas! Sei que poder\u00edamos estar mais presentes, mas n\u00e3o consigo entender o que mais eu possa ter feito para lhe causar tamanho sofrimento, ainda mais assim, de uma hora para outra&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Ai, Zeus&#8230; Pe\u00e7o-lhe desculpas, querido&#8230; Mas voc\u00ea n\u00e3o fez nada errado. Pelo contr\u00e1rio: tu \u00e9s uma j\u00f3ia rara, daquelas que jamais encontrarei de novo na vida&#8230; Mas&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Pois ent\u00e3o!?! Voc\u00ea n\u00e3o consegue imaginar o quanto \u00e9 importante pra mim, tudo que voc\u00ea representa na minha vida?! Por favor, me d\u00ea uma chance de ser feliz ao seu lado, eu lhe suplico!<\/p>\n<p>O vento aumentava na mesma medida do desespero de Marmos, enquanto raios e trov\u00f5es cruzavam a Acr\u00f3pole ateniense.<\/p>\n<p>&#8211; Oh, Zeus&#8230; Ser\u00e1 voc\u00ea, minha misteriosa Cal\u00edope, respons\u00e1vel por esta f\u00faria da natureza? Ser\u00e1 que s\u00e3o os meus olhos, que me fizeram encontrar em ti a criatura mais perfeita que j\u00e1 pude encontrar? Seriam estes olhos que n\u00e3o me fazem enxergar outra coisa? &#8211; E suspirou, antes de levar as m\u00e3os ao rosto e chorar.<\/p>\n<p>Marmos j\u00e1 n\u00e3o ligava mais para a f\u00faria da tempestade: as nuvens negras pareciam ser ainda mais intensas dentro de seu corpo, formando uma incr\u00edvel carga de tristeza e f\u00faria. Deu as costas para Cal\u00edope e, ignorando a for\u00e7a da chuva e do vento, fitou o c\u00e9u e come\u00e7ou a gritar.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 voc\u00ea, n\u00e9 Dem\u00f3sfocles? Seu&#8230; Seu&#8230; Como eu te odeio, Dem\u00f3sfocles, com todas as minhas for\u00e7as! Voc\u00ea n\u00e3o passa de um&#8230; Um deusinho idiota, ignorante, nefasto, lazarento, biscateiro sem vergonha&#8230; Sua m\u00e3e t\u00e1 na zona, seu desgra\u00e7ado, marginal, vagabundo&#8230; Paunuseuku, Dem\u00f3sfocles fiadaputa ducaraio!<\/p>\n<p>Marmos respirou fundo, tentou readquirir seu autocontrole e virou-se novamente para Cal\u00edope, que assistia a tudo desolada, mas impass\u00edvel. Aproximou-se dela aos poucos, at\u00e9 chegar perto o suficiente para tentar sua \u00faltima cartada.<\/p>\n<p>&#8211; Cal\u00edope, podes achar que estou maluco, mas eu amo voc\u00ea. E vou te amar para todo sempre. De nada valem todos os templos d\u00f3ricos e i\u00f4nicos do mundo se eu n\u00e3o tiver voc\u00ea ao seu lado para adorar a cada hora do dia. E n\u00e3o existe maldi\u00e7\u00e3o alguma que me fa\u00e7a desistir disso.<\/p>\n<p>Em seguida, tomou Cal\u00edope em seus bra\u00e7os e, num \u00faltimo esfor\u00e7o para se livrar da maldi\u00e7\u00e3o de Dem\u00f3sfocles, deu-lhe o mais apaixonado dos beijos que se tem not\u00edcia nos arredores do Parthenon. Enquanto beijava Cal\u00edope, um forte clar\u00e3o tomou conta da Acr\u00f3pole. Quando deu por si, Marmos ainda estava tomado pela luz, mas sem a amada nos bra\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8211; Maldita maldi\u00e7\u00e3o &#8211; murmurou Marmos.<\/p>\n<p>&#8211; Tenha calma, n\u00e3o fique assim&#8230;<\/p>\n<p>Era a voz de Cal\u00edope! Mas ela n\u00e3o estava l\u00e1, apenas a luz&#8230; Marmos estava confuso, mas n\u00e3o precisou perguntar nada.<\/p>\n<p>&#8211; Desculpe te fazer passar por esse apuro, querido. Usei o nome da filha de J\u00fapiter e musa da poesia para me aproximar de ti&#8230; Na verdade, n\u00e3o passo de uma entidade luminosa enviada por Oniro, Deus do Sonho&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Como assim?!? T\u00e1 mais pra outra brincadeira do Dem\u00f3sfocles&#8230; Ou de Lissa, a personifica\u00e7\u00e3o da loucura&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o pense em bobagens&#8230; Vim aqui para te ajudar a desmistificar essa maldi\u00e7\u00e3o, que na verdade, faz parte da hist\u00f3ria de qualquer mortal&#8230; Acomete at\u00e9 o mais nobre dos her\u00f3is, acredita?<\/p>\n<p>&#8211; S\u00e9rio? Quer dizer que, at\u00e9 para rogar maldi\u00e7\u00f5es, Dem\u00f3sfocles \u00e9 um fracassado?<\/p>\n<p>&#8211; Pois \u00e9&#8230; Mas n\u00e3o duvide da for\u00e7a de Dem\u00f3sfocles. Tanto que, durante todos esses anos, voc\u00ea acreditou nessa maldi\u00e7\u00e3o tola&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Mas voc\u00ea me livrou deste fardo! Senti quando seus l\u00e1bios encostaram nos meus&#8230; Voc\u00ea me ama, Cal\u00edope&#8230; Ou seja l\u00e1 quem for&#8230; E \u00e9 de verdade! Significa que.. Voc\u00ea estar\u00e1 comigo para todo sempre!<\/p>\n<p>&#8211; Querido, claro que eu gosto de voc\u00ea&#8230; Mas n\u00e3o posso estar contigo sob a forma de Cal\u00edope. Ao inv\u00e9s disso, serei apenas uma eterna luz em seu caminho. Tenha certeza que outras decep\u00e7\u00f5es ainda maiores est\u00e3o por vir &#8211; e n\u00e3o pense que voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o provocar\u00e1 nas demais, como se fosse uma simples obra de Dem\u00f3sfocles. Apenas lembre-se sempre: mesmo se a sua alma g\u00eamea n\u00e3o surgir, voc\u00ea n\u00e3o deixar\u00e1 de ser uma pessoa iluminada.<\/p>\n<p>E antes do clar\u00e3o se apagar, Marmos ainda ouviu duas palavras: &#8220;fique bem&#8221;&#8230; E a tempestade deu lugar a um magn\u00edfico entardecer, imagem que perdurou na mem\u00f3ria do jovem Marmos at\u00e9 o fim dos seus dias.<\/font><\/p>\n<p>A lenda s\u00f3 n\u00e3o diz se ele viveu feliz para sempre. Culpa da pedra. Sempre.<\/p>\n<p>Em tempo: <a href=\"http:\/\/warj.med.br\/index.asp\" target=\"_blank\"><b>clique aqui<\/b><\/a> para aprender alguma coisa verdadeira sobre a Gr\u00e9cia antiga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atenas (Gr\u00e9cia) &#8211; Prometi a mim mesmo que n\u00e3o repostaria nenhum calhau. Mas acho que, desta vez, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel. 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