{"id":44,"date":"2010-02-03T01:07:13","date_gmt":"2010-02-03T03:07:13","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/lost-e-a-narrativa-transmidiatica-de-henry-jenkins"},"modified":"2010-02-03T01:07:13","modified_gmt":"2010-02-03T03:07:13","slug":"lost-e-a-narrativa-transmidiatica-de-henry-jenkins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/lost-e-a-narrativa-transmidiatica-de-henry-jenkins\/","title":{"rendered":"Lost e a narrativa transmidi\u00e1tica de Henry Jenkins"},"content":{"rendered":"<p>Sem levarmos em conta um certo pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul, onde a maioria da polula\u00e7\u00e3o passou a ter\u00e7a-feira preocupada com um reality show, outros rinc\u00f5es do planeta alimentaram a expectativa para o in\u00edcio da sexta e \u00faltima temporada da s\u00e9rie Lost. Confesso que assisti a alguns epis\u00f3dios no in\u00edcio, e a \u00fanica conclus\u00e3o que cheguei na \u00e9poca foi: &#8220;ser\u00e1 como a boa e velha piada do Chu: muito desenvolvimento para um final sem molho&#8221;.<\/p>\n<p>Talvez eu esteja errado &#8211; os f\u00e3s certamente me crucificar\u00e3o. Mas h\u00e1 algo na s\u00e9rie que precisa ser lembrado por qualquer profissional de comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que <a href=\"http:\/\/www.henryjenkins.org\" target=\"_blank\">Henry Jenkins<\/a> define, no livro &#8220;Cultura da Converg\u00eancia&#8221;, de &#8220;narrativa transmidi\u00e1tica&#8221;.<\/p>\n<p>Independente do termo, \u00e9 f\u00e1cil entender &#8211; a revista Superinteressante inclusive j\u00e1 <a href=\"http:\/\/super.abril.com.br\/revista\/236\/conteudo_207887.shtml\" target=\"_blank\">dedicou uma capa<\/a>, h\u00e1 tr\u00eas anos, ao efeito provocado por Lost (texto do <a href=\"http:\/\/twitter.com\/tcordeiro\" target=\"_blank\">Tiago Cordeiro<\/a>). O programa, que pode ser encarado como uma s\u00e9rie limitada \u00e0 TV, se transformou gra\u00e7as \u00e0 web. E n\u00e3o me refiro apenas aos milh\u00f5es de f\u00e3s buscando as melhores op\u00e7\u00f5es de streaming ao vivo, ou aos abnegados que passam madrugadas traduzindo epis\u00f3dios, redigindo legendas e, simultaneamente, encapsulando grava\u00e7\u00f5es em codecs para download.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/100203_lost_transmedia.jpg\"><\/p>\n<p>No caso de Lost, h\u00e1 uma gama quase infinita de op\u00e7\u00f5es. Algumas delas criadas pela pr\u00f3pria rede norte-americana ABC: produ\u00e7\u00e3o de mini-epis\u00f3dios pr\u00f3prios para plataformas mobile sites &#8220;oficiais&#8221; da iniciativa Dharma e da empresa a\u00e9rea Oceanic s\u00e3o os exemplos mais simples. H\u00e1 ainda as iniciativas dos pr\u00f3prios usu\u00e1rios &#8211; como a Lostpedia, que conta com os espectadores para preencher as infinitas lacunas deixadas pelos sobreviventes perdidos numa estranha ilha.<\/p>\n<p>Pode ser que voc\u00ea nunca tenha visto Lost &#8211; mesmo quando a Globo exibe, <a href=\"http:\/\/colunistas.ig.com.br\/ligadoemserie\/2010\/01\/05\/globo-desrespeita-espectador-com-spoilers-de-lost\" target=\"_blank\">tratando de revelar detalhes da hist\u00f3ria<\/a> antes de exibir os epis\u00f3dios. Mas est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil pensar em produtos voltados ao entretenimento sem esquecer as m\u00faltiplas pontas poss\u00edveis, dentro e fora da web. Isso quando n\u00e3o vem \u00e0 cabe\u00e7a outra pergunta: ser\u00e1 que isso cabe em produtos jornal\u00edsticos?<\/p>\n<p><b>Atualizado:<\/b> Nesta sexta-feira, o especialista no tema Jeff Gomez deu uma palestra sobre o tema &#8211; quer dizer, sobre &#8220;transmedia storytelling&#8221;&#8230; &#8211; na Rede Globo. Basicamente, refor\u00e7ou o conceito, contando sua experi\u00eancia com o filme Avatar: &#8220;mensagens, conceitos, para uma audi\u00eancia em massa, para usu\u00e1rios de m\u00faltiplas plataformas. A hist\u00f3ria est\u00e1 no meio, as plataformas est\u00e3o em volta e tudo vai para o p\u00fablico. \u00c9 mais do que uma plataforma cruzada, \u00e9 desenvolver a hist\u00f3ria. Com a transm\u00eddia, a hist\u00f3ria pode ir para a internet e a audi\u00eancia come\u00e7ar a comunicar de volta&#8221;. <a href=\"http:\/\/blogs.redeglobo.globo.com\/tarolando\/category\/workshop-transmedia-storytelling-jeff-gomez\" target=\"_blank\">Mais aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem levarmos em conta um certo pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul, onde a maioria da polula\u00e7\u00e3o passou a ter\u00e7a-feira preocupada com um reality show, outros rinc\u00f5es do planeta alimentaram a expectativa para o in\u00edcio da sexta e \u00faltima temporada da s\u00e9rie Lost. 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