{"id":424,"date":"2007-12-17T23:46:12","date_gmt":"2007-12-18T02:46:12","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/passeio-de-barco-e-com-o-primo-do-tuca"},"modified":"2007-12-17T23:46:12","modified_gmt":"2007-12-18T02:46:12","slug":"passeio-de-barco-e-com-o-primo-do-tuca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/passeio-de-barco-e-com-o-primo-do-tuca\/","title":{"rendered":"Passeio de barco \u00e9 com o primo do Tuca!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-pne2.gif\" align=\"right\" \/>Tive o prazer de comemorar em grande estilo, neste domingo, a chegada dos 40 minutos do segundo tempo de 2007. Foi num <a href=\"http:\/\/www.saveiros.com.br\" target=\"_blank\" title=\"Procure pelo barco Neptun!\"><b>saveiro em Angra dos Reis<\/b><\/a>. At\u00e9 ent\u00e3o, a \u00fanica men\u00e7\u00e3o que conhecia a esse nome era a picape de pequeno porte da Volks (o que pede a <b>piada fraca detected<\/b>: &#8220;como vai caber tanta gente em uma Saveiro?&#8221;).<\/p>\n<p>Mas enfim. Se Lello Lopes, meu companheiro de <a href=\"http:\/\/bebediabo.nafoto.net\/arch2007-10-01_2007-10-15.html\" target=\"_blank\" title=\"J\u00e1 viu as fotos da brincadeira?\"><b>viagem no velho continente<\/b><\/a>, souber dessa r\u00e1pida aventura no litoral fluminense, fatalmente vir\u00e1 com alguma gracinha &#8211; ainda que eu o deixe morrendo de inveja diante dos detalhes do passeio. Isso porque a express\u00e3o &#8220;passear de barco&#8221; ganhou uma nova conota\u00e7\u00e3o, digamos assim&#8230; Bom, melhor explicar.<\/p>\n<p>Enquanto o Brasil curtia o feriado da independ\u00eancia, passamos a manh\u00e3 de sexta, sete de setembro, no traslado entre Amsterd\u00e3 e Copenhague. No dia seguinte, j\u00e1 curtindo o \u00f3timo caf\u00e9 do <a href=\"http:\/\/www.hotelsctthomas.dk\" target=\"_blank\" title=\"Os banheiros eram coletivos... Paci\u00eancia.\"><b>Hotel Sct. Thomas<\/b><\/a>, fomos abordados por mais um brazuca.<\/p>\n<p>&#8211; Nossa, \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil ouvir a l\u00edngua da gente por aqui&#8230;<\/p>\n<p>Normalmente, quando fa\u00e7o uma viagem dessas, costumo dispensar dois tipos de tratamento aos conterr\u00e2neos. A maioria ostenta sua presen\u00e7a em pa\u00edses do primeiro mundo, como se fossem eleitos pelo destino, curtindo um privil\u00e9gio fora do alcance da ral\u00e9 suburbana. Em casos assim, o di\u00e1logo curto e grosso costuma ser:<\/p>\n<p>&#8211; Aaaaaaaaaa!!! Brasileeeeiiiro!!!<br \/>\n&#8211; \u00c9, infelizmente.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o foi o que pareceu desta vez. O sujeito, j\u00e1 nos seus quarenta e poucos anos, mostrou-se despachado desde a primeira frase. Nem perguntou nossos nomes e j\u00e1 foi logo cumprimentando, perguntando coisas corriqueiras &#8211; o que est\u00e3o achando da cidade, quanto tempo v\u00e3o ficar, essas coisinhas. Revelou que tamb\u00e9m \u00e9 de S\u00e3o Paulo, que acha imposs\u00edvel transferir a civilidade dinamarquesa para o Brasil (de fato) e que, em poucos dias, estaria na \u00c1sia, com um amigo holand\u00eas.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o era o primeiro brasileiro boa gente que hav\u00edamos esbarrado, mesmo em Copenhague. At\u00e9 a\u00ed, a import\u00e2ncia do sujeito era a mesma dos outros interlocutores do nosso passeio.  O fato do cidad\u00e3o falar e se movimentar de um jeito mais alegre tamb\u00e9m passaria batido.<\/p>\n<p>Tudo mudou na manh\u00e3 de domingo. Novamente, a casualidade do caf\u00e9 da manh\u00e3 promoveu o nosso encontro. O papo come\u00e7ou com o trivial &#8220;o que fizeram de bom at\u00e9 aqui&#8221;. Caminhada at\u00e9 a est\u00e1tua da pequena sereia no porto, almo\u00e7o no canal de Nyhavn, pal\u00e1cio real e troca da guarda, museu nacional, arredores do parque Tivoli e esta\u00e7\u00e3o central, castelo Rosemborg, a torre redonda da rua Stroget &#8211; que, diga-se, re\u00fane os  melhores locais de compras perdul\u00e1rias de Copenhague.<\/p>\n<p>&#8211; E voc\u00eas j\u00e1 fizeram o passeio de barco?<\/p>\n<p>Verdade, d\u00e1 para conhecer a cidade navegando. Mas t\u00ednhamos pouco tempo (e dinheiro), por isso optamos pela boa e velha sola de sapato.<\/p>\n<p>&#8211; Olha, eu n\u00e3o sei o que voc\u00eas planejaram fazer hoje. Mas se eu fosse voc\u00eas, eu faria um passeio de barco.<\/p>\n<p>J\u00e1 entendemos, e at\u00e9 imaginamos o tamanho da divers\u00e3o. Mas seria realmente dif\u00edcil.<\/p>\n<p>&#8211; Estou falando, hein? Voc\u00eas v\u00e3o se arrepender&#8230; Vir at\u00e9 aqui e n\u00e3o fazer um passeio de barco!<\/p>\n<p>T\u00e1 bom, chega dessa conversa. Vai viver a sua vida, a gente cuida da nossa. Ainda bem que era o \u00faltimo dia&#8230; Enfim, deu tempo ao menos de perguntar seu nome. Respondeu o mesmo sobrenome do <a href=\"http:\/\/www.fiapodejaca.com.br\" target=\"_blank\" title=\"O nome do Tuca \u00e9 Marcelo Hernandes!\"><b>Tuca<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>&#8211; Mas n\u00e3o v\u00e3o esquecer do passeio de barco.<\/p>\n<p>Depois dessa, n\u00e3o fica dif\u00edcil entender a implic\u00e2ncia que tivemos com o rapaz. Em especial o Lello, que perde a paci\u00eancia em quest\u00e3o de segundos. Mal sa\u00edmos do hotel e ele j\u00e1 come\u00e7ou a carregar nos trejeitos GLS, referindo-se ao &#8220;passeio de barco&#8221; com a ponta da l\u00edngua encostando nos incisivos superiores. Criou um verdadeiro monstro: pelo menos uma vez por hora, o &#8220;primo do Tuca&#8221; era incorporado, transformando-se no grande personagem de nossa viagem. Claramente, &#8220;passear de barco&#8221; virou sin\u00f4nimo de &#8220;sua masculinidade est\u00e1 em xeque&#8221;.<\/p>\n<p><b>Em tempo<\/b>, para diminuir o grau de ofensa do texto, preferi n\u00e3o usar a express\u00e3o criada para definir o &#8220;primo do Tuca&#8221;. Originalmente, o chamamos assim: pegue o sobrenome do Tuca, acrescente uma v\u00edrgula, o artigo definido feminino no singular e, por fim, o aumentativo feminino do substantivo &#8220;bicho&#8221;.<\/p>\n<p><b> Ah, sim<\/b>, uma das metas para 2008 \u00e9 escrever o tradicional relato de coadjuvantes de Perdidos na Europa 2. Aguardem e confiem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tive o prazer de comemorar em grande estilo, neste domingo, a chegada dos 40 minutos do segundo tempo de 2007. Foi num saveiro em Angra dos Reis. 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