{"id":401,"date":"2009-01-26T13:36:35","date_gmt":"2009-01-26T16:36:35","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/um-dia-perfeito-no-rio-de-janeiro"},"modified":"2009-01-26T13:36:35","modified_gmt":"2009-01-26T16:36:35","slug":"um-dia-perfeito-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/um-dia-perfeito-no-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Um dia perfeito no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/ferias.gif\" align=\"right\" \/><font size=\"3\">Por <a href=\"http:\/\/pirao.wordpress.com\" target=\"_blank\"><b>Marcos VP<\/b><\/a><\/font><\/p>\n<p>Foi em agosto de 2005 &#8211; ou seja, h\u00e1 mais de 3 anos &#8211; que eu cometi um post chamado &quot;um dia perfeito no Rio de janeiro&quot;. Os motivos que me levaram a escrev\u00ea-lo j\u00e1 se perderam no tempo e no final das contas, muita \u00e1gua j\u00e1 passou por debaixo da ponte. Eu fui e voltei de Bras\u00edlia, os governantes n\u00e3o s\u00e3o os mesmos, eu estou 3 anos mais velho e muitos mais feliz e tranq\u00fcilo.<\/p>\n<p>Mas, convidado a reescrever a historieta, lembro que o mote do post era o seguinte: em recebendo um amigo paulista que ia passar apenas um dia na cidade, para onde eu o levaria? O que far\u00edamos? quais seriam os programas? Bem, relendo o que escrevi, percebo que muito pouco ou nada mudaria. As mudan\u00e7as ficam nas notinhas entre par\u00eanteses. Vejamos:<\/p>\n<p>1. A primeira miss\u00e3o seria pegar o camarada no <b>Aeroporto Santos-Dumont<\/b>, claro, que \u00e9 um lugar agrad\u00e1vel, charmoso e ainda por cima \u00e9 a parte do Rio mais pr\u00f3xima de alguma civiliza\u00e7\u00e3o que eu conhe\u00e7o <i>(em 2005, ele ainda n\u00e3o estava reformado, ampliado e um tanto menos charmoso&#8230;)<\/i>.<\/p>\n<p>2. Do aeroporto, que fica no centro da cidade, embicamos para a Tijuca, passando pela tur\u00edstica Av. Presidente Vargas. O destino \u00e9 um caf\u00e9 da manh\u00e3 tradicional, ou seja: no balc\u00e3o da padaria. Afinal, a maior col\u00f4nia estrangeira no Rio \u00e9 de portugueses, e tudo o que \u00e9 portugu\u00eas \u00e9 tradicionalmente carioca. A padaria <b>Frontal da Tijuca <\/b>serve a melhor m\u00e9dia e p\u00e3o-com-manteiga da cidade. Eu, besta que sou, pe\u00e7o misto-quente no p\u00e3o franc\u00eas, aquele mesmo que os ga\u00fachos chamam de <i>cacetinho<\/i>. Deleite-se com o mau humor da <b>S\u00f4nia<\/b>, a balconista. Diga a ela que ela engordou um pouquinho. \u00c9, sacanear os outros \u00e9 a cara do carioca. <i>(tr\u00eas anos depois, n\u00e3o sei se a S\u00f4nia ainda est\u00e1 l\u00e1. Contudo, hoje, \u00e9 poss\u00edvel que eu dissesse ao sujeito para desembarcar no Tom Jobim\/ Gale\u00e3o e o levaria para minha casa, que fica a 5min do aeroporto internacional. Perto de casa tem uma padaria muito melhor que a Frontal, a <b>Majestosa<\/b>, que tem um caf\u00e9-com-leite e misto-quente impec\u00e1veis.)<\/i><\/p>\n<p>3. Depois de comidos, \u00e9 hora de gastar as calorias. A pedida \u00e9 um passeio na <b>Floresta da Tijuca<\/b>, um lugar impressionante e buc\u00f3lico. A gente v\u00ea os quatis, os caxinguel\u00eas, as cobras, cambachirras e brom\u00e9lias, sente o vento fresco, artigo de alto luxo na cidade. N\u00e3o esquecendo de tomar um <b>Chicabom<\/b>, o mais carioca dos picol\u00e9s, imortalizado por <b>N\u00e9lson Rodrigues <\/b>em &quot;Os sete gatinhos&quot;. <i>(Tem sido um pouco temer\u00e1rio andar pela floresta da Tijuca ultimamente. Mas eu acho que arriscaria o passeio mesmo assim.)<\/i><\/p>\n<p>4. Saindo da floresta, a gente desce o Alto da Boa Vista em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Barra da Tijuca, para que seja poss\u00edvel conhecer um dos lugares mais bonitos da cidade: a Auto-Estrada Lagoa Barra. Em S\u00e3o Conrado, toma-se a Niemeyer e depois percorre-se a orla da Zona Sul, do Leblon ao Leme. E pronto. Conhecemos todas as praias do melhor jeito poss\u00edvel: dentro do carro, no ar-condicionado e de prefer\u00eancia ouvindo o CD &quot;Virgem&quot; de <b>Marina Lima<\/b>. 5. Hora de almo\u00e7ar. A d\u00favida cruel \u00e9 entre o chope gelad\u00edssimo e perfeito do <b>Bar Luiz<\/b>, no centro, ou a feijoada do <b>Bar do Mineiro <\/b>em Santa Teresa. Escolhemos o Mineiro, porque feijoada \u00e9 a comida carioca por excel\u00eancia. Declinamos do chope e pedimos uma Bohemia <i>capa branca, <\/i>ou mofada, como alguns dizem.<\/p>\n<p>6. Hora de jiboiar. Vamos para casa, cochilamos, tomamos banho, conversamos um pouco, brincamos com as crian\u00e7as, colocamos as crian\u00e7as para dormir e voltamos para a rua. O destino \u00e9 o <b>Arab<\/b> do Parque dos Patins da Lagoa Rodrigo de Freitas. Sentamos para tomar a fresca e dar um grau que a noite \u00e9 uma crian\u00e7a. Se rolar fominha &#8211; acho dif\u00edcil &#8211; pe\u00e7a o quibe de catupiry. A Bohemia Weiss tamb\u00e9m \u00e9 boa pedida. <i>(Morando na Ilha, esse programa fica meio prejudicado. Mas va-l\u00e1, turista vem mesmo ao Rio \u00e9 pra ficar na Zona Sul.)<\/i><\/p>\n<p>7. Sa\u00edmos da Lagoa rumo \u00e0 Lapa. O programa: show de <b>Alceu Valen\u00e7a <\/b>na <b>Fundi\u00e7\u00e3o Progresso<\/b>. T\u00e1, Alceu \u00e9 pernambucano, dir\u00e3o os puristas. Por que n\u00e3o assistir ao carioqu\u00edssimo <b>Monobloco <\/b>no t\u00e3o carioca quanto <b>Circo Voador<\/b>? porque, tradi\u00e7\u00e3o por tradi\u00e7\u00e3o, o show do Alceu acontece anualmente na cidade h\u00e1 muito mais tempo que o do Monobloco. <i>(Uma op\u00e7\u00e3o tradicional \u00e9 assistir a algum jogo de futebol no Maracan\u00e3.)<\/i><\/p>\n<p>8. Saindo do show, \u00e9 hora de perambular pela Lapa atr\u00e1s de uma <b>Devassa <\/b>ruiva (n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea, <a href=\"http:\/\/appothekaryum.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Carol<\/a>&#8230;), a cerveja da moda. Os amantes do samba esticariam no <b>Carioca da Gema<\/b>. Eu talvez entrasse no <b>Teatro Odiss\u00e9ia <\/b>para curtir a festa <a href=\"http:\/\/www.brazooka.blogspot.com\/\" target=\"_blank\">Brazooka <\/a>do <b>Janot<\/b>, s\u00f3 para ver a minha <a href=\"http:\/\/www.balancoouarrasto.blogger.com.br\/\" target=\"_blank\">Lontra<\/a> com olho brilhando. <i>(Tr\u00eas anos depois, a Lapa anda menos charmosa e insuportavelmente lotada de gente. Mais ainda \u00e9 o programa)<\/i>.<\/p>\n<p>9. Madrugada. Resta f\u00f4lego para mais uma cerva? ent\u00e3o vamos ao <b>Bracarense <\/b>comer bolinhos de bacalhau. Ah, uma dica: fuja dos bolinhos de aipim, em qualquer lugar do Rio, mesmo que lhe garantam que \u00e9 bom. N\u00e3o acredite. Abaixo de <b>Salvador <\/b>n\u00e3o existe aipim que preste. <i>(Um detalhe \u00e9 que, h\u00e1 tr\u00eas anos, a lei seca ainda n\u00e3o era esta que a\u00ed est\u00e1. E eu mesmo, pessoalmente, ainda bebia. Hoje, fico s\u00f3 na \u00e1gua, suquinho, mate e essas coisas de crian\u00e7a &#8211; ou velho.)<\/i><\/p>\n<p>10. Amanheceu. Passar na farm\u00e1cia para comprar <i>Engove <\/i>e desovar o paulista no aeroporto. <i>Da capo al fine<\/i>.<\/p>\n<p><i>Enquanto Marmota passa por dias perfeitos descansando e viajando, a s\u00e9rie <b>Col\u00f4nia de F\u00e9rias<\/b> apresenta textos gentilmente preparados por seus amigos.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcos VP Foi em agosto de 2005 &#8211; ou seja, h\u00e1 mais de 3 anos &#8211; que eu cometi um post chamado &quot;um dia perfeito no Rio de janeiro&quot;. Os motivos que me levaram a escrev\u00ea-lo j\u00e1 se perderam no tempo e no final das contas, muita \u00e1gua j\u00e1 passou por debaixo da ponte. 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