{"id":343,"date":"2008-06-15T23:55:53","date_gmt":"2008-06-16T02:55:53","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-formas-divertidas-e-extremamente-amadoras-de-se-pular-corda"},"modified":"2008-06-15T23:55:53","modified_gmt":"2008-06-16T02:55:53","slug":"cinco-formas-divertidas-e-extremamente-amadoras-de-se-pular-corda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-formas-divertidas-e-extremamente-amadoras-de-se-pular-corda\/","title":{"rendered":"Cinco formas divertidas (e extremamente amadoras) de se pular corda"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/top5.gif\" align=\"right\" \/>Recebi esses dias um presente muito bacana, e de cunho altamente saudosista: uma corda para pular! Cortesia da primeira equipe de <a href=\"http:\/\/www.cordaderua.org\" target=\"_blank\"><b>corda de rua<\/b><\/a> do Brasil &#8211; que conta com a ilustre presen\u00e7a de <a href=\"http:\/\/vaitrabalhar.blogsome.com\" target=\"_blank\"><b>Chico Barney<\/b><\/a>, contempor\u00e2neo da saudosa \u00e9poca do blog-moleque e do post-arte.<\/p>\n<p>A proposta dos caras \u00e9 altamente profissional: movimentos audaciosos derivados do &#8220;rope skipping&#8221;; termos como &#8220;Chinese Wheel&#8221;, &#8220;Double Dutch&#8221;, &#8220;Toad&#8221;, &#8220;Cougar&#8221;, &#8220;Caboose&#8221;; <a href=\"http:\/\/www.cordaderua.org\/imprensa\" target=\"_blank\"><b>apresenta\u00e7\u00f5es<\/b><\/a> em distintos programas de TV (Faust\u00e3o, Eliana, Ot\u00e1vio Mesquita e Amaury Jr)&#8230; Apesar dos praticantes afirmarem que a modalidade &#8220;n\u00e3o exige muito dos que se v\u00eaem fascinados e resolvem aderir&#8221;, tanto as manobras quanto os termos me fazem pensar duas vezes antes de arriscar.<\/p>\n<p>Foi quando lembrei que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio se profissionalizar na corda para fazer algum exerc\u00edcio e se divertir. Quem atravessou a inf\u00e2ncia em qualquer rua ou escola apinhada de crian\u00e7as aprendeu pelo menos uma das milenares brincadeiras envolvendo uma corda e alguns c\u00e2nticos e afins. Na minha bocada, as mais populares eram as seguintes:<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> <b>Cobrinha<\/b> &#8211; Essa \u00e9 a mais elementar, perfeita para crian\u00e7as que nunca viram uma corda na vida. A corda n\u00e3o \u00e9 &#8220;batida&#8221;: ela permanece no mesmo n\u00edvel do ch\u00e3o. Os dois &#8220;batedores&#8221; ficam agachados, sacudindo a corda para os lados simulando o movimento de uma cobra. Tudo que a garotada precisa fazer \u00e9 pular, sem que a cobrinha encoste em suas canelas. O n\u00edvel de dificuldade aumenta na mesma medida da frequ\u00eancia do movimento &#8211; quanto mais veloz a sen\u00f3ide, mais dif\u00edcil escapar.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o houver ningu\u00e9m para ajud\u00e1-lo com a cobrinha, d\u00e1 para amarrar a corda num poste e balan\u00e7\u00e1-la sozinha. Ou ainda: ao inv\u00e9s de chacoalh\u00e1-la, posicione-se no centro, dobre as duas pontas da corda, mantenha-a esticada e gire, como se a corda fosse um ponteiro de rel\u00f3gio. A molecada, dentro de um c\u00edrculo imagin\u00e1rio, precisa ser r\u00e1pida no racioc\u00ednio. Essa varia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 chamada de &#8220;chicotinho&#8221; &#8211; \u00e9 conhecida ainda por deixar o respons\u00e1vel pela corda completamente tonto.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> <b>Batalh\u00e3o<\/b> &#8211; Com o tempo e algum treino, qualquer sujeito descoordenado consegue calcular o ritmo das batidas e dar seus primeiros saltos. Nesse est\u00e1gio, uma das  brincadeiras mais bacanas \u00e9 a do batalh\u00e3o: uma trupe de novatos se posiciona ao lado da corda, enquanto os  &#8220;batedores&#8221; ditam o ritmo. Cada vez que algum cururu n\u00e3o consegue pular, \u00e9 eliminado da rodada. O \u00faltimo que sobrar, evidentemente, \u00e9 o vencedor.<\/p>\n<p>Para se dar bem nessa disputa, o melhor a fazer \u00e9 ficar no meio, onde a par\u00e1bola faz a curva. \u00c9 no ponto de maior amplitude que a corda leva um pouco mais de tempo para dar uma volta completa &#8211; l\u00f3gico que voc\u00ea pode ser um novato &#8220;kamikaze&#8221; e pular mais perto da ponta, mas o risco \u00e9 todo seu&#8230;<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> <b>Um dois tr\u00eas entrada<\/b> &#8211; J\u00e1 consegue saltar sem dificuldades? \u00d3timo. Seu pr\u00f3ximo desafio agora \u00e9 entrar na dan\u00e7a com a corda em movimento. Espere a par\u00e1bola chegar ao alto, posicione-se abaixo dela e continue a saltar. Quer aumentar o n\u00edvel de dificuldade? Enquanto espera a corda bater no ch\u00e3o tr\u00eas vezes, diga &#8220;um, dois, tr\u00eas, entrada&#8221;. Enquanto estiver saltando, conte novamente at\u00e9 tr\u00eas: &#8220;um, dois, tr\u00eas, sa\u00edda&#8221;. Pule fora e espere pela pr\u00f3xima rodada.<\/p>\n<p>Essa brincadeira vagabunda da minha rua n\u00e3o se compara com a vers\u00e3o mais conhecida nacionalmente desse estilo de salto: aquela acompanhada pela cantiga &#8220;um homem bateu em minha porta&#8230; E eu&#8230; a&#8230; Bri&#8221;. Essa \u00e9 a hora de entrar e saltar. As instru\u00e7\u00f5es prosseguem: &#8220;senhoras e senhores, ponha a m\u00e3o no ch\u00e3o&#8230; Senhoras e senhores, pule de um p\u00e9 s\u00f3&#8230; Senhoras e senhores, d\u00ea uma rodadinha&#8230;&#8221;. Finalmente, &#8220;e v\u00e1&#8230; Pro olho&#8230; Da rua!&#8221;.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> <b>Foguinho<\/b> &#8211; Ent\u00e3o voc\u00ea j\u00e1 est\u00e1 com seus sete, oito anos de idade, e com isso j\u00e1 demonstra maturidade para se arriscar mais. \u00c9 hora de &#8220;pular foguinho&#8221;. Antes de virar motivo de chacota diante da molecada, fa\u00e7a o teste sozinho: pegue uma corda mais curta e aumente o ritmo. S\u00f3 n\u00e3o v\u00e1 trope\u00e7ar.<\/p>\n<p>Quando estiver preparado, respire fundo e encare o ritual sagrado desta cl\u00e1ssica institui\u00e7\u00e3o da corda. Os &#8220;batedores&#8221; anunciam a intensidade das batidas com versos fortes. &#8220;Salada saladinha, bem temperadinha. Sal, pimenta, fogo, foguinho&#8221;. O que parece uma tremenda baitolagem se transforma em viol\u00eancia gratuita em forma de criancisse.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> <b>Zerinho<\/b> &#8211; J\u00e1 repararam que a maior parte das brincadeiras amadores envolvendo cordas est\u00e3o no diminutivo? N\u00e3o importa, esta era a mais divertida na minha vizinhan\u00e7a. Mobilizava mocinhas e rapazes de todas as idades. Era praticamente uma institui\u00e7\u00e3o aos finais de semana: o zerinho.<\/p>\n<p>O desafio \u00e9 simples: tome seu lugar na fila e espere a sua vez. Para come\u00e7ar a saltar, \u00e9 preciso passar por baixo da corda &#8211; \u00e9 o &#8220;nivel zero&#8221;. Na vez seguinte, pule uma vez ap\u00f3s entrar&#8230; Depois duas, tr\u00eas&#8230; O primeiro que chegar a dez \u00e9 o vencedor. Mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil: qualquer trope\u00e7o, erro na contagem ou outro deslize e voc\u00ea volta para o zerinho. Quando isso acontece, voltar para o fim da fila vira um tremendo mart\u00edrio&#8230;<\/p>\n<p>Enfim. Depois que voc\u00ea virar campe\u00e3o no zerinho alguns finais de semana seguidos ou pular foguinho, j\u00e1 d\u00e1 pra pensar em virar profissional. Ou n\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Atualizado<\/b> &#8211; Recebi, por e-mail, uma pergunta que certamente muitos fizeram: &#8220;teu \u00faltimo post recebeu patrocinio? Se n\u00e3o, como voc\u00ea procede em rela\u00e7\u00e3o a isso?&#8221;. Bem, tudo que recebi dos respons\u00e1veis pelo site foi uma corda de pular, uma camiseta (que vou presentear) e um release. Nada mais. N\u00e3o conhecia a a\u00e7\u00e3o, achei interessante e, al\u00e9m do link, escrevi minhas impress\u00f5es &#8211; e certamente a ag\u00eancia respons\u00e1vel n\u00e3o ficaria chateada se eu n\u00e3o comentasse nada. O \u00fanico patroc\u00ednio que este blog recebe vem na forma de banners. N\u00e3o tenho nada contra quem recebe dinheiro vivo para escrever textos, mas pessoalmente sou contra a pol\u00edtica do &#8220;escreva a\u00ed sobre meu produto que eu pago uma graninha&#8221;.<\/p>\n<p><b>Atualizado, de novo &#8211; <\/b> Sensacional! Chico Barney curtiu minha listinha de pulagens arcaicas e <a href=\"http:\/\/www.cordaderua.org\/2008\/06\/19\/roots-skipping\/\" target=\"_blank\"><b>convocou alguns amigos<\/b><\/a> para brincar! V\u00e1 ver.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recebi esses dias um presente muito bacana, e de cunho altamente saudosista: uma corda para pular! Cortesia da primeira equipe de corda de rua do Brasil &#8211; que conta com a ilustre presen\u00e7a de Chico Barney, contempor\u00e2neo da saudosa \u00e9poca do blog-moleque e do post-arte. 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