{"id":337,"date":"2007-09-13T23:49:16","date_gmt":"2007-09-14T02:49:16","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/da-arte-de-compartilhar-a-vida"},"modified":"2007-09-13T23:49:16","modified_gmt":"2007-09-14T02:49:16","slug":"da-arte-de-compartilhar-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/da-arte-de-compartilhar-a-vida\/","title":{"rendered":"Da arte de compartilhar a vida"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/ferias.gif\" align=\"right\" \/><font size=\"3\">Por <b>Carla Regina<\/b>, do <a href=\"http:\/\/enquantoseublognaovem.wordpress.com\" target=\"_blank\"><b>Enquanto Seu Blog n\u00e3o vem<\/b><\/a><\/font><\/p>\n<p>Cena 1: No restaurante que eu costumo almo\u00e7ar h\u00e1 v\u00e1rios cartazes pendurados com a seguinte frase: \u201cfa\u00e7a amigos, compartilhe sua mesa\u201d. Isso \u00e9 motivado pelo fato de que v\u00e1rias pessoas almo\u00e7am s\u00f3s em mesas para dois, o que reduziria pela metade o n\u00famero de pessoas servidas pelo restaurante. N\u00e3o que as pessoas fiquem muito s\u00f3s, porque a dona do restaurante, pessoa muito simp\u00e1tica, acaba sempre arranjando companhia para quem est\u00e1 s\u00f3 ou para quem est\u00e1 em p\u00e9 com o prato na m\u00e3o.<\/p>\n<p>(Tudo bem que ela at\u00e9 hoje n\u00e3o me colocou para almo\u00e7ar com o mo\u00e7o bonito que vai l\u00e1 todos os dias, mas eu sei que n\u00e3o foi por mal. Eu tento acreditar, pelo menos.)<\/p>\n<p>Cena 2: Quando eu volto da faculdade passo em frente a um ponto de \u00f4nibus. L\u00e1 ficam v\u00e1rias pessoas, sentadas, esperando a lota\u00e7\u00e3o, enquanto v\u00e1rios carros passam s\u00f3 com o motorista ou, no m\u00e1ximo, uma carona. Dependendo de quem est\u00e1 no ponto e do meu humor, eu paro e ofere\u00e7o carona. O curioso \u00e9 que na comunidade do Orkut da faculdade j\u00e1 foi lan\u00e7ada a id\u00e9ia de se organizar um \u201cponto de carona\u201d ali \u2013 coisa que seria inclusive ecologicamente correta \u2013 mas parece que as pessoas v\u00eaem os pr\u00f3prios carros como casulos, o m\u00e1ximo de espa\u00e7o privado que algu\u00e9m poderia ter.<\/p>\n<p>Cena 3: No ponto de \u00f4nibus da Linha Turismo, em Curitiba, eu fui perguntar informa\u00e7\u00e3o para um garoto que tamb\u00e9m estava sozinho. Descobri que ele \u00e9 mexicano, estudante de literatura, filho de um dos fot\u00f3grafos bam-bam-bam da Cidade do M\u00e9xico e n\u00f3s somos amigos de trocar postal, m\u00fasica, falar no MSN at\u00e9 hoje. Ah, ele me manda material fotogr\u00e1fico de vez em quando. (Por exemplo, filme Agfa, que h\u00e1 muito tempo n\u00e3o existe mais aqui).<\/p>\n<p>Da\u00ed eu me pego pensando&#8230; O que eu mais gosto nesses momentos de compartilhamento \u00e9 que voc\u00ea sempre tem uma surpresa. Eu j\u00e1 sentei com a gerente de RH de uma grande empresa que me estimulou a seguir com a faculdade numa hora que eu estava desanimada. Eu j\u00e1 peguei carona e ouvi a m\u00fasica que acabou se tornando uma das m\u00fasicas que marcaram a minha vida. Eu j\u00e1 emprestei um livro e ganhei na volta um marcador que me abriu v\u00e1rios caminhos. Eu j\u00e1 troquei sabonetes, ch\u00e1s, fotografias, CDs, endere\u00e7os, telefones, e-mails. O inusitado dessas situa\u00e7\u00f5es sempre me gerou \u201csustos\u201d. Alguns mais outros menos saud\u00e1veis. Mas sempre aprendi.<\/p>\n<p>Aprendi principalmente que se a gente se enclausura, se fecha no nosso mundinho seguro, acaba perdendo muito do que a vida tem para trazer. \u00c9 mais complicado se abrir ao desconhecido dos outros, mas pode trazer belas amizades e boas surpresas.<\/p>\n<p><i>Enquanto Marmota tenta, a toda for\u00e7a, libertar-se de sua clausura, a s\u00e9rie <b>Col\u00f4nia de F\u00e9rias<\/b> apresenta textos gentilmente preparados por seus amigos &#8211; que de t\u00e3o bacanas, certamente conhecer\u00e3o ainda mais amigos por essa vida.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carla Regina, do Enquanto Seu Blog n\u00e3o vem Cena 1: No restaurante que eu costumo almo\u00e7ar h\u00e1 v\u00e1rios cartazes pendurados com a seguinte frase: \u201cfa\u00e7a amigos, compartilhe sua mesa\u201d. Isso \u00e9 motivado pelo fato de que v\u00e1rias pessoas almo\u00e7am s\u00f3s em mesas para dois, o que reduziria pela metade o n\u00famero de pessoas servidas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-337","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-colonia-de-ferias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/337","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=337"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/337\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=337"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=337"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=337"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}