{"id":333,"date":"2007-09-09T23:06:16","date_gmt":"2007-09-10T02:06:16","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/viagem-no-tempo"},"modified":"2007-09-09T23:06:16","modified_gmt":"2007-09-10T02:06:16","slug":"viagem-no-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/viagem-no-tempo\/","title":{"rendered":"Viagem no tempo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/ferias.gif\" align=\"right\" \/><font size=\"3\">Por <b>Gabriela Zago<\/b>, do blog <a href=\"http:\/\/gabrielaz.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>ius communicatio<\/b><\/a><\/font><\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o tem tempo para viajar pelo espa\u00e7o? \u00d3timo. Vamos viajar pelo tempo, ent\u00e3o. \u00c9 mais econ\u00f4mico, mais r\u00e1pido, e igualmente interessante. Entre na cabine da m\u00e1quina do tempo, feche a porta, e esque\u00e7a seus problemas. Mas como assim voc\u00ea n\u00e3o tem uma m\u00e1quina do tempo? Bom, ent\u00e3o comece inventando uma.<\/p>\n<p>Primeiro, o design da cabine. Talvez isso seja a parte menos importante do produto. Mas algu\u00e9m que est\u00e1 em f\u00e9rias, ou simplesmente quer relaxar depois de um dia cansado de servi\u00e7o, n\u00e3o vai querer fazer isso com total desconforto, n\u00e3o \u00e9 verdade? Ent\u00e3o o primeiro passo \u00e9 pensar no conforto da cabine.<\/p>\n<p>Decidido o tecido alcochoado da poltrona, e a disposi\u00e7\u00e3o ergom\u00e9trica dos bot\u00f5es, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 decidir como funciona a m\u00e1quina (sim, tavez isso seja o mais importante). Ela vai \u2018para frente\u2019 e \u2018para tr\u00e1s\u2019? Voc\u00ea quer efetivamente ir para o passado e para o futuro? Ou abriria m\u00e3o de uma futurologia b\u00e1sica em nome do aprofundamento da quest\u00e3o do que j\u00e1 passou?<\/p>\n<p>Se bem que permitir ir ao futuro pode ser um pouco perigoso demais. N\u00e3o s\u00f3 perigoso. Afinal, convenhamos, se nem o homem \u00e9 capaz de prever o futuro, o que esperar ent\u00e3o de uma m\u00e1quina, criada e comandada pelo pr\u00f3prio homem? Nada de futuro, portanto. A m\u00e1quina pode tentar fazer especula\u00e7\u00f5es, propostas de futuros baseados na conjuntura em que se est\u00e1 vivendo. Mas, para isso, a mente do homem \u00e9 infinitamente mais criativa. Ent\u00e3o, fa\u00e7amos uma m\u00e1quina que v\u00e1 ao passado, e simplesmente continuemos a pensar no futuro.<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto no passado se poder\u00e1 ir? Pode-se voltar aos prim\u00f3rdios da humanidade, aos tempos dos homens das cavernas, ou um passado, tipo assim, seu primeiro amor na inf\u00e2ncia, ser\u00e1 que j\u00e1 n\u00e3o bastaria? Se nem bem os livros conseguem recriar fielmente o passado remoto, o que esperar de uma m\u00e1quina inventada por humanos, os  fal\u00edveis e parciais humanos, que nem sequer vivenciaram tudo?<\/p>\n<p>Voltemos apenas ao passado recente, ent\u00e3o. Mas e esse passado, ele poder\u00e1 ser modificado? Alterar o passado pode trazer conseq\u00fc\u00eancias desastrosas. Pegue o paradoxo do av\u00f4, por exemplo. Se voc\u00ea voltasse ao passado e matasse sem querer o homem que anos mais tarde se tornaria seu av\u00f4, mas antes mesmo que ele tivesse filhos, quando voltasse ao presente, voc\u00ea teria nascido? Muitas vezes poderia ser il\u00f3gico fazer modifica\u00e7\u00f5es no passado. Em certos passados. Claro que h\u00e1 casos em que se deseja realmente poder alterar o que j\u00e1 passou, quando como perdemos um filho por morte violenta. Bastaria voltar no tempo, desfazer a injusti\u00e7a, voltar ao presente, e aproveitar a vida ao lado dofilho. Mas a\u00ed talvez n\u00e3o tivesse sentido viver. Afinal, a vida perderia boa parte de sua gra\u00e7a se absolutamente todas as atitudes pudessem ser desfeitas.<\/p>\n<p>A m\u00e1quina iria somente ao passado. Esse passado seria restrito ao passado recente. E, al\u00e9m de recente, o passado seria imex\u00edvel.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, qual a gra\u00e7a de se construir uma m\u00e1quina do tempo? Sei l\u00e1, talvez algo como poder rememorar momentos emocionantes de nossa vida, como o dia em que seu filho disse a primeira palavra, ou o exato momento em que anunciaram o seu nome na formatura da faculdade. A m\u00e1quina do tempo permitiria reviver grandes aventuras.<\/p>\n<p>Com formato da cabine e modus operandi definidos, resta saber como colocar em pr\u00e1tica isso tudo. Construir uma m\u00e1quina do tempo talvez demande tempo. Mas se \u00e9 justamente isso o que se quer com o produto, n\u00e3o faz muito sentido ter que gast\u00e1-lo para atingi-lo.<\/p>\n<p>Quer saber? Melhor usar os dispositivos que j\u00e1 temos. Uma foto, um texto, um v\u00eddeo \u2013 tudo s\u00e3o suportes que nos auxiliam a reviver momentos perdidos.<\/p>\n<p><i>Enquanto Marmota faz o que pode para o tempo parar em setembro, a s\u00e9rie <b>Col\u00f4nia de F\u00e9rias<\/b> apresenta textos gentilmente preparados por seus amigos, imaginando o dia em que ser\u00e1 poss\u00edvel controlar uma filmadora digital no passado recente.<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gabriela Zago, do blog ius communicatio Voc\u00ea n\u00e3o tem tempo para viajar pelo espa\u00e7o? \u00d3timo. Vamos viajar pelo tempo, ent\u00e3o. \u00c9 mais econ\u00f4mico, mais r\u00e1pido, e igualmente interessante. Entre na cabine da m\u00e1quina do tempo, feche a porta, e esque\u00e7a seus problemas. Mas como assim voc\u00ea n\u00e3o tem uma m\u00e1quina do tempo? 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