{"id":327,"date":"2007-09-03T16:54:51","date_gmt":"2007-09-03T19:54:51","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/minhas-ferias-nao-necessariamente-as-suas"},"modified":"2007-09-03T16:54:51","modified_gmt":"2007-09-03T19:54:51","slug":"minhas-ferias-nao-necessariamente-as-suas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/minhas-ferias-nao-necessariamente-as-suas-2\/","title":{"rendered":"Minhas f\u00e9rias. N\u00e3o necessariamente as suas."},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-pne2.gif\" align=\"right\" \/>&#8220;Your head jers up and your eyes snap open as the awkward thud of the landing gear hitting earth jars you from the unrestful half-doze in which you\u2019ve spent the last few hours. Furiously blining in a vain attempt to clear the stinging redness from your vision, you moan softly as your head resumes its throbbing and your throat begins to itch again. Dazedly, you stumble down the aisle with your fellow passengers, sniffing for that taste of free air, desperate for a drink, and aching in al your joints. And you couldn\u2019t be more thrilled\u2026 This is it &#8211; the big time, the grand show&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>O par\u00e1grafo acima, pin\u00e7ado de uma antiga edi\u00e7\u00e3o do guia Lonely Planet Europe on a shoestring, descreve brilhantemente as sensa\u00e7\u00f5es de um viajante ao desembarcar em um aeroporto internacional, ap\u00f3s longas horas de v\u00f4o, preparados para um m\u00eas inteiro longe de tudo aquilo que comp\u00f5e o seu dia-a-dia. Quer dizer, nem tudo: ao lado de <a href=\"http:\/\/majortom.zip.net\" target=\"_blank\"><b>Lello Lopes<\/b><\/a>, uma das figurinha-chave do meu cotidiano. At\u00e9 porque, sem testemunhas, todas as piadas ficam sem-gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Enfim, antes de embarcar, o \u00faltimo check-list. Passaporte. C\u00f3pia do passaporte. Passagens a\u00e9reas. Cart\u00e3o do seguro-sa\u00fade. Cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Uns doze ou dezoito euros. Bolsa quase vazia. Cinco camisetas. Cinco camisas. Quatro cal\u00e7as. Algumas meias e cuecas. Uma sand\u00e1lia. Um casaco. Meu bon\u00e9 da sele\u00e7\u00e3o. Toalha do Internacional. Escova de dentes. Dentifr\u00edcio. Xampu. Desodorante Avan\u00e7o. Cortador de unhas. Barbeador. Preservativos (vai saber). Aspirina. Band-aid. Cadeado. Bolsa de m\u00e3o. Filmadora digital. Fitas mini DV. Carregador de baterias. Caderno de anota\u00e7\u00f5es. Duas canetas bic. Guia de viagens. Rel\u00f3gio despertador. Calculadora. Guarda chuva. Papel higi\u00eanico. Uma toalha (a la Ford Prefect). Um belisc\u00e3o no bra\u00e7o&#8230;<\/p>\n<p>Ufa, ent\u00e3o \u00e9 isso. Desde as 18h40 desta segunda, dia tr\u00eas, quando colocar os p\u00e9s no v\u00f4o KL0792, da KLM &#8211; somado ao desembarque em Schiphol e o traslado rumo ao albergue Winston, pr\u00f3ximo a Centraal Station, est\u00e1 no ar Perdidos na Europa 2!<\/p>\n<p>Quer dizer, \u00e9 um &#8220;dois&#8221; meio mandraque. Afinal, um dos personagens centrais de 2004 durante o &#8220;epis\u00f3dio um&#8221;, a <a href=\"http:\/\/interney.net\/blogs\/guloseima\" target=\"_blank\"><b>Lu<\/b><\/a> n\u00e3o viajar\u00e1 conosco. Al\u00e9m disso, em 2005 Lello e eu nos encontramos na Alemanha &#8211; mas s\u00f3 considero a &#8220;perna final&#8221; da viagem como &#8220;passeio&#8221;, j\u00e1 que o objetivo prim\u00e1rio era profissional.<\/p>\n<p>De qualquer forma, o &#8220;dois&#8221; tem outra forte inspira\u00e7\u00e3o: De Volta Para o Futuro. No segundo filme da trilogia, Doc Brown e Marty McFly poderiam ir para qualquer ponto do tempo e espa\u00e7o. Al\u00e9m de passear pelo futuro, acabaram voltando justamente ao dia 12 de novembro de 1955, onde toda a a\u00e7\u00e3o do primeiro filme acontece. Da mesma forma, Perdidos na Europa 2 ter\u00e1 alguns momentos de revival!<\/p>\n<p>O primeiro deles \u00e9 justamente Amsterda, cidade repleta de lendas envolvendo vitrines de luz vermelha e bares carregados de marola. Cidade divertida o suficiente para ningu\u00e9m enjoar. Comemoro, portanto, cinco anos de blog nesta ter\u00e7a-feira saboreando uma deliciosa panqueca holandesa no barzinho repleto de gar\u00e7onetes lind\u00edssimas, num cantinho da Leidseplein.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/e-pne2barra.jpg\" \/><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/ferias.gif\" align=\"right\" \/><b>Calhau? Nem pensar.<\/b> &#8211; Muitas alternativas pularam em minha cabe\u00e7a nos \u00faltimos dias: de que forma preencheria um m\u00eas de blog, sabendo que os acessos ser\u00e3o raros (para n\u00e3o dizer nulos)? A maneira mais simples viria sob a forma de &#8220;calhau&#8221;: aqueles textos perdidos no blog antigo, que vez ou outra s\u00e3o republicados aqui. Como ningu\u00e9m gosta deles, seria a \u00faltima op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra possibilidade: o velho &#8220;calhau de ver\u00e3o&#8221;. Normalmente, quando me enrolava no in\u00edcio do ano, lan\u00e7ava m\u00e3o de outros textos, escritos por amigos de longa data ou disponibilizados na rede sob Creative Commons. Funcionava bem em 2003, quando n\u00e3o haviam preocupa\u00e7\u00f5es alheias com &#8220;preju\u00edzos no adense gra\u00e7as a conte\u00fado repetido em p\u00e1ginas diferentes&#8221;. As dores de cabe\u00e7a n\u00e3o compensam o resultado final.<\/p>\n<p>Assim, decidi fazer diferente: convidei uma por\u00e7\u00e3o de amigos, todos visitantes ass\u00edduos do MMM, para escreverem um post para o blog. Preferencialmente algo relacionado a viagens, para n\u00e3o perdermos o clima. Fiquei muito feliz ao ver praticamente todos os convidados contribuirem. Mais felizes ainda ficar\u00e3o voc\u00eas, ao curtirem uma por\u00e7\u00e3o de coisas muito legais, que dificilmente seriam encontradas aqui.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, \u00e9 isso. Enquanto eu passeio, divirtam-se com a <b>Col\u00f4nia de F\u00e9rias<\/b> do MMM!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Your head jers up and your eyes snap open as the awkward thud of the landing gear hitting earth jars you from the unrestful half-doze in which you\u2019ve spent the last few hours. 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