{"id":307,"date":"2007-08-14T13:40:58","date_gmt":"2007-08-14T16:40:58","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-grandes-personagens-de-propaganda"},"modified":"2007-08-14T13:40:58","modified_gmt":"2007-08-14T16:40:58","slug":"cinco-grandes-personagens-de-propaganda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-grandes-personagens-de-propaganda\/","title":{"rendered":"Cinco grandes personagens de propaganda"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/top5.gif\" align=\"right\" \/>H\u00e1 mais de um s\u00e9culo os publicit\u00e1rios tiveram uma grande sacada: ao inv\u00e9s de simplesmente botar um vendedor de voz aveludada ou uma senhora bem vestida e sorridente, por que n\u00e3o associar um produto a uma figura fict\u00edcia, que vai represent\u00e1-lo por muitos anos? H\u00e1 exemplos muito bons, que perduram at\u00e9 hoje no imagin\u00e1rio popular.<\/p>\n<p>Pena que em alguns casos a coisa seja t\u00e3o malfeita. Por que n\u00e3o explorar o Coronel Boris Tuchencko fora daqueles comerciais imbecis da Net, desenvolvendo qualquer material que o torne mais palat\u00e1vel &#8211; suas hist\u00f3rias na Guerra Fria, comandando tropas russas na Chech\u00eania enquanto bebe vodca? Amanh\u00e3 ou depois ningu\u00e9m vai lembrar do Skavurzka.<\/p>\n<p>Para mim est\u00e1 claro: a op\u00e7\u00e3o por um garoto-propaganda \u00e9 mais simples e barata. O \u00fanico caso conhecido que envelheceu junto com o consumidor sem preju\u00edzo \u00e0 marca foi Carlos Moreno, da Bom Bril. Talvez o Baixinho da Kaiser (que some mas sempre reaparece) caminhe na mesma trilha. H\u00e1 ainda uma figura que jamais envelheceu, ao menos na caixinha de palitos de dente: Gina.<\/p>\n<p>Mais dif\u00edcil do que escalar um ator \u00e9 criar um personagem sob a forma de mascote. Um verdadeiro representante da marca, sempre simp\u00e1tico, que n\u00e3o cobra sal\u00e1rio (o desenhista faz isso), capaz de abrir sorrisos nas crian\u00e7as e resgatar as mais belas mem\u00f3rias afetivas nos adultos. Alguns deles sequer precisaram contracenar em filmes de trinta segundos: \u00e9 o caso dos dois frades da cl\u00e1ssica caixa de chocolate em p\u00f3 Nestl\u00e9, ou o velhinho (que lembra uma velhinha) estampado na caixa de aveia Quaker.<\/p>\n<p>Uma forma r\u00e1pida de bolar um personagem atrelado \u00e0 marca \u00e9 &#8220;dar vida&#8221; ao pr\u00f3prio produto. Dois casos pin\u00e7ados na mem\u00f3ria: Toddynho, seu companheiro de aventuras em um mundo colorido banhado por rios e cascatas de achocolatado l\u00edquido, e o velho Lollo &#8211; que a Nestl\u00e9 renomeou para Milkbar, talvez uma das altera\u00e7\u00f5es mais infelizes da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Mas enfim. \u00c9 dif\u00edcil montar uma lista de cinco mascotes inesquec\u00edveis que marcaram minha inf\u00e2ncia. Como deixar de fora, por exemplo, o Tigre Tony? Muitos av\u00f4s de hoje, em algum momento de outrora, j\u00e1 despertaram o tigre dentro de si comendo sucrilhos. Dividem com ele men\u00e7\u00e3o honrosa em minha lista: o homenzinho azul do cotonete (que certamente entraria na lista de muita gente), o elefante Jotalh\u00e3o (do gibi da M\u00f4nica para a embalagem do extrato de tomate) e o Grilo Feliz da Sharp (um dos poucos que virou longa metragem). Os cinco a seguir foram escolhidos gra\u00e7as a um crit\u00e9rio altamente sensorial.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> <b>Leque-Treque<\/b> &#8211; N\u00e3o sabe quem \u00e9 Leque-Treque? P\u00f4, onde voc\u00ea estava em algum momento dos anos 80, quando a Sadia elaborou uma campanha nacional para dar nome ao seu simp\u00e1tico franguinho com viseira e chap\u00e9u de aviador? Sim, senhoras e senhores: este \u00e9 o nome deste \u00edcone, popular at\u00e9 hoje &#8211; s\u00f3 n\u00e3o entendo porque a empresa n\u00e3o cita &#8220;Leque-treque&#8221; em momento algum. Ser\u00e1 que se arrependeram?<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, isso lembra o epis\u00f3dio de um amigo que inventou de passear num quadriciclo entre as praias de Mo\u00e7ambique e Ingleses, em Florian\u00f3polis, e teve que usar capacete e \u00f3culos. Algu\u00e9m apontou para ele e disse: &#8220;olha, \u00e9 o Frangolitos da Sadia!&#8221;. Pois \u00e9, Frangolitos \u00e9 um nome bem mais legal.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> <b>Coelho Quick<\/b> &#8211; A Nestl\u00e9 j\u00e1 fazia um sucesso danado no caf\u00e9 da manh\u00e3, gra\u00e7as ao seu eterno &#8220;Super Nescau Energia Que D\u00e1 Gosto&#8221;. Para lan\u00e7ar um achocolatado com sabor diferente, lan\u00e7ou m\u00e3o de Quick (cujo nome, diga-se, \u00e9 Bunny). Ainda apresentou \u00e0s crian\u00e7as da \u00e9poca o horrendo sabor morango&#8230; Mas independente disso, o coelhinho serelepe era animado o suficiente para ser lembrado.<\/p>\n<p>Infelizmente, trata-se de mais um caso de personagem prestes a cair no ostracismo, ao lado do <a href=\"http:\/\/www.interney.net\/blogs\/marmota\/2007\/02\/28\/cinco_ursos_animados_que_cairam_no_ostra\" target=\"_blank\"><b>ursinho Fofo<\/b><\/a>. N\u00e3o sei se alguma crian\u00e7a de hoje consegue alguma identifica\u00e7\u00e3o sentimental diante de uma embalagem com o p\u00e9ssimo nome &#8220;Nesquick&#8221;. Enfim.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> <b>Detetive Bardahl<\/b> &#8211; Mais um clich\u00ea em mat\u00e9ria de personagens: o &#8220;sherlock gen\u00e9rico&#8221;. Nessa posi\u00e7\u00e3o, estava prestes a escalar Bond Boca, da Cepacol &#8211; de longe, bem melhor que Ted Tigre e sua partner gostosona. Foi ent\u00e3o que lembrei de outro nome, muito mais rico e com um universo de personagens bem mais legal!<\/p>\n<p>O Detetive Bardahl come\u00e7ou como desenho, ainda na d\u00e9cada de 50. Mas virou personagem &#8220;live action&#8221; nas revistas e na TV no come\u00e7o dos anos 90. Vestido com seu traje preto e amarelo, o agente n\u00e3o se esquivava diante de uma gangue formada por malfeitores da pesada: Bad Oil, Motor Killer, Crazy Water, Kid Smoke e a mal\u00e9vola Drag Car (mistura de Mort\u00edcia Adams com Jessica Rabbit). Muito bacana.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> <b>Boc\u00e3o<\/b> &#8211; A Royal teve dois momentos envolvendo mascotes. Um deles, e que nem eu lembro direito, eram os her\u00f3is dos sucos em p\u00f3: algo como <s>Capit\u00e3o Laranja, Abacaxi Espacial<\/s> Morango Kid, Lady Laranja, Capit\u00e3o Lim\u00e3o, Maracuj\u00e1 Valente, Uva Gal\u00e1ctica e Guaran\u00e1 At\u00f4mico (<s>corrijam-me se eu estiver enganado<\/s> errei dois e esqueci um). Durou tanto quanto a presen\u00e7a do produto nas prateleiras.<\/p>\n<p>O outro, no entanto, at\u00e9 hoje aparece no cantinho das caixas de gelatina: Boc\u00e3o n\u00e3o tem nada de mais, \u00e9 um bon\u00e9, um par de olhos e&#8230; Um boc\u00e3o. Mas sua exposi\u00e7\u00e3o exagerada, inclusive em filmes dos Trapalh\u00f5es, o deixou com a medalha de prata. S\u00f3 n\u00e3o sobe no degrau mais alto do p\u00f3dio gra\u00e7as a outro personagem, cuja boca era bem maior&#8230;<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> <b>Menininha Nhac<\/b> &#8211; J\u00e1 n\u00e3o existe mais Claybon Cremoso. Se existe, \u00e9 porque definitivamente perdeu a chance de eternizar a mascote mais bacana de todos os tempos. Uma singela loirinha de vestidinho vermelho, que n\u00e3o titubeava diante de uma torrada ou p\u00e3o lambuzado de margarina. Num r\u00e1pido e fulminante NHAC, j\u00e1 era.<\/p>\n<p>A Menininha &#8220;Nhac&#8221; da Claybon ficou eternizada n\u00e3o apenas nas embalagens, mas em tr\u00eas revistinhas de passatempos lan\u00e7adas nos anos 80 (verdadeira raridade), al\u00e9m de patrocinar um antigo programa de calouros nas tardes de s\u00e1bado no SBT. Toda crian\u00e7a daquela \u00e9poca era apaixonada por ela, e para del\u00edrio ou n\u00e3o de nossos sentimentos plat\u00f4nicos, jamais haver\u00e1 outra.<\/p>\n<p>Fique \u00e0 vontade para descer o sarrafo nas minhas escolhas, lembrando de algum \u00edcone ainda mais relevante. E para viajar ainda mais no tema, n\u00e3o deixe de navegar pelo excelente <a href=\"http:\/\/www.mundodasmarcas.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Mundo das Marcas<\/b><\/a> &#8211; certamente um dos mais completos reposit\u00f3rios do g\u00eanero, mantido pelo <a href=\"http:\/\/cerebrocriativo.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Kadu Dias<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>Ah, sim, essa lista j\u00e1 estava na minha mente h\u00e1 tempos. Executei em meu dia de folga, especialmente ap\u00f3s alguns di\u00e1logos do g\u00eanero &#8220;ei, voc\u00ea est\u00e1 devendo aquele texto que prometeu!&#8221;. N\u00e3o havia data mais adequada para coloc\u00e1-lo no ar, hein? Feliz anivers\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de um s\u00e9culo os publicit\u00e1rios tiveram uma grande sacada: ao inv\u00e9s de simplesmente botar um vendedor de voz aveludada ou uma senhora bem vestida e sorridente, por que n\u00e3o associar um produto a uma figura fict\u00edcia, que vai represent\u00e1-lo por muitos anos? H\u00e1 exemplos muito bons, que perduram at\u00e9 hoje no imagin\u00e1rio popular. 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