{"id":304,"date":"2007-08-11T12:00:49","date_gmt":"2007-08-11T15:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-indica-nanako"},"modified":"2007-08-11T12:00:49","modified_gmt":"2007-08-11T15:00:49","slug":"marmota-indica-nanako","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/marmota-indica-nanako\/","title":{"rendered":"Marmota indica: Nanako"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/indica.gif\" align=\"right\" \/>N\u00e3o lembro quando foi (2003, acho), mas lembro de uma antiga capa da Vejinha, estampando uma surpreendente manchete: algo como &#8220;S\u00e3o Paulo tem mais restaurantes japoneses do que churrascarias&#8221;. Talvez a briga entre os dois permane\u00e7a acirrada nos dias de hoje &#8211; pela disputa ao segundo lugar, j\u00e1 que a pizza \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o paulistana. Em alguns casos bizarros, os donos dos bons e velhos rod\u00edzios carn\u00edvoros colocam, ao lado da salada, uma por\u00e7\u00e3o de sushis. O glut\u00e3o aqui, \u00e9 claro, j\u00e1 cometeu a blasf\u00eamia de colocar peixe cru, carpaccio, rondeli, arroz, banana frita e picanha no alho no mesmo prato.<\/p>\n<p>Enfim. A presen\u00e7a da culin\u00e1ria japonesa nos h\u00e1bitos alimentares do paulistano teve um baque muito forte <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/cotidiano\/ult95u107592.shtml\" target=\"_blank\"><b>no primeiros meses de 2005<\/b><\/a>. Descobriram um parasita no peixe cru, respons\u00e1vel por alguns casos de indisposi\u00e7\u00e3o abdominal. Ali\u00e1s, aquele semestre foi prop\u00edcio a disfun\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias em produtos  considerados saud\u00e1veis:  al\u00e9m do salm\u00e3o descongelado em S\u00e3o Paulo, t\u00ednhamos o <a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/Epoca\/0,6993,EPT934367-1664,00.html\" target=\"_blank\"><b>caldo de cana com barbeiro no litoral catarinense<\/b><\/a> e o <a href=\"http:\/\/noticias.terra.com.br\/brasil\/interna\/0,,OI497892-EI306,00.html\" target=\"_blank\"><b>a\u00e7a\u00ed com mal de chagas no Amap\u00e1<\/b><\/a>. S\u00f3 faltava descobrirem o germe do macarr\u00e3o, o bacilo da banana e a epidemia da feira livre: assim eu trocaria definitivamente o sashimi por enlatados e transg\u00eanicos.<\/p>\n<p>At\u00e9 que o tal parasita sumiu e as casas do ramo, que sofreram com a queda de clientes, voltaram \u00e0 baila &#8211; para alegria de consumidores felizes, como eu. Sempre que posso, convido algu\u00e9m para se esbaldar nos tradicionais rod\u00edzios de sushi. Durante um bom tempo, o lugar mais popular nessa linha foi o <a href=\"http:\/\/www.kazansushi.com.br\" target=\"_blank\"><b>Kazan<\/b><\/a>, mas de t\u00e3o badalado se tornou imposs\u00edvel: longas filas que repercutiram no atendimento e na qualidade dos pratos. Melhor dar um pulo no <a href=\"http:\/\/www.interney.net\/blogs\/guloseima\/2007\/05\/23\/preciosa_comida_japonesa\" target=\"_blank\"><b>Yoko Zuna, o preferido da Lu<\/b><\/a>, bem mais aconchegante. Gosto tamb\u00e9m do <a href=\"http:\/\/www.morisushi.com.br\" target=\"_blank\"><b>Mori<\/b><\/a>, o campe\u00e3o em invencionices saborosas: harumaki de salm\u00e3o com cream cheese, peixe-prego ao shoyu com requeij\u00e3o, queijo coalho com mel e lula recheada de shimeji.<\/p>\n<p>Agora, se existe um lugar onde a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 preservada e a apresenta\u00e7\u00e3o salta aos olhos, como deve ser a tradicional cozinha japonesa, chama-se <a href=\"http:\/\/www.nanako.com.br\" target=\"_blank\"><b>Nanako<\/b><\/a>. Foi uma ex-namorada que me apresentou a esse cantinho, dizendo que &#8220;seu sonho era comprar aquele restaurante da fam\u00edlia Ebara e Ishiba&#8221;. O simples fato de voltar l\u00e1 e ignorar este detalhe sentimental, que normalmente faria com que eu jamais pusesse os p\u00e9s l\u00e1 novamente, j\u00e1 dispensaria nossa apresenta\u00e7\u00e3o de praxe. De qualquer forma, vamos a ela.<\/p>\n<p><b>Localiza\u00e7\u00e3o: <font color=\"#CC0000\">****MUITO BOM<\/font><\/b>. O site oficial do restaurante apresenta cinco unidades na capital: Brooklin, Centro, Perdizes e Berrini s\u00e3o as filiais da unidade que eu conhe\u00e7o, em Moema (Av. Lavandisca, 627). Para quem vai a p\u00e9, s\u00e3o poucas quadras da Avenida Ibirapuera ou da Diogo J\u00e1come. Quem for de carro encontra estacionamento ao lado (dependendo do hor\u00e2rio, tamb\u00e9m d\u00e1 pra parar na cal\u00e7ada).<\/p>\n<p><b>Ambiente: <font color=\"#CC0000\">****MUITO BOM<\/font><\/b>. Esque\u00e7a a modernidade dessas casas novas: inaugurada nos anos 90, os detalhes da tradi\u00e7\u00e3o japonesa (ambiente tranquilo, lanternas no teto, carpas no aqu\u00e1rio, fonte iluminada) contrastam com aquelas antigas estrelas do Guia Quatro Rodas, muito comuns h\u00e1 umas duas d\u00e9cadas. Simples sem ser simpl\u00f3rio.<\/p>\n<p><b>Atendimento: <font color=\"#CC0000\">****MUITO BOM<\/font><\/b>. Apesar do esquema &#8220;self-service&#8221;, os gar\u00e7ons s\u00e3o sempre atenciosos, e est\u00e3o sempre de olho nas mesas para garantir pratos limpos e copos cheios. Se bem que eu nunca testei a cordialidade deles, perguntando logo de cara &#8220;para que serve essa toalhinha quente embalada no saquinho de comida congelada&#8221;. Quem sabe na pr\u00f3xima vez.<\/p>\n<p><b>Acepipes: <font color=\"#CC0000\">*****\u00d3TIMO<\/font><\/b>. Voc\u00ea pode at\u00e9 pedir o card\u00e1pio e se refestelar com um prato s\u00f3. Mas o diferencial do Nanako \u00e9 o buffet completo, com um pouco de tudo. E sem invencionices, como aquelas coisas com abacate e maionese: guioza, trouxinha de camar\u00e3o, lula empanada, tempur\u00e1 de legumes&#8230; Mas a vantagem est\u00e1 no sushi e sashimi \u00e0 vontade &#8211; coisa que a maioria n\u00e3o faz. Fique atento ao desperd\u00edcio de comida: pode ser fatal.<\/p>\n<p><b>Pre\u00e7o: <font color=\"#CC0000\">**OPS&#8230;<\/font><\/b> Bom, nem tudo \u00e9 perfeito. Restaurante japon\u00eas normalmente j\u00e1 \u00e9 caro, e comparado com o Kazan ou o Yoko Zuna, o pre\u00e7o do Nanako realmente \u00e9 mais salgado. Se bem que, dependendo do tamanho da fome, a conta fica at\u00e9 justa. S\u00f3 n\u00e3o deixe de reservar alguns cruzeiros para dar um pulo na Ofner da Avenida Ibirapuera e fechar o momento gastron\u00f4mico.<\/p>\n<p><b>Avalia\u00e7\u00e3o geral: <font color=\"#CC0000\">***BOM<\/font><\/b>. Para os iniciados na nobre arte de sustentar fatias de peixe cru ou bolinhos de arroz enrolados em algas usando apenas duas varetas de madeira, ou para os experts que costumam lembrar aos amigos da mesa &#8220;o molho shoyu \u00e9 para molhar apenas o peixe, n\u00e3o o arroz&#8221;, o Nanako \u00e9 o local ideal. S\u00f3 n\u00e3o d\u00e1 pra ir toda semana. Bom, uma vez a cada tr\u00eas, quatro meses, vai.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o lembro quando foi (2003, acho), mas lembro de uma antiga capa da Vejinha, estampando uma surpreendente manchete: algo como &#8220;S\u00e3o Paulo tem mais restaurantes japoneses do que churrascarias&#8221;. Talvez a briga entre os dois permane\u00e7a acirrada nos dias de hoje &#8211; pela disputa ao segundo lugar, j\u00e1 que a pizza \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o paulistana. 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