{"id":255,"date":"2007-06-23T23:48:51","date_gmt":"2007-06-24T02:48:51","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/cessasessonspasnasavas"},"modified":"2007-06-23T23:48:51","modified_gmt":"2007-06-24T02:48:51","slug":"cessasessonspasnasavas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/cessasessonspasnasavas\/","title":{"rendered":"C\u00eass\u00e1sess\u00f4nspasnasav\u00e1s?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\" \/><b>Belo Horizonte (MG)<\/b> &#8211; Sei que h\u00e1 muito os nossos her\u00f3icos doze visitantes di\u00e1rios j\u00e1 n\u00e3o se importam mais com o descaso deste espa\u00e7o. Afinal de contas, estamos em uma semana onde s\u00f3 os mais obcecados ficam na Internet. Sem falar que passei um m\u00eas em outro pa\u00eds, trouxe na mala uma por\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias mas n\u00e3o consigo tempo para empacotar e preserv\u00e1-las aqui. Pra piorar, mal deu tempo de assimilar aquela volta para casa para surgir uma chance que esperava h\u00e1 s\u00e9culos: conhecer a \u00fanica capital do sul-sudeste que ainda faltava na lista.<\/p>\n<p>Foi muito r\u00e1pido, mas consegui visitar Belo Horizonte entre os dias 10 e 11 de dezembro. Depois de praticamente 40 dias sem folga, finalmente alguns registros r\u00e1pidos das minhas impress\u00f5es.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Em minha \u00fanica passadinha pelas redondezas, em 2000, tive que esperar uma conex\u00e3o nos confins de Confins. Na \u00e9poca, o sagu\u00e3o\/p\u00e1tio\/\u00e1rea de embarque e desembarque era deserto, com atra\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias. Agora tudo mudou: entre os dois extremos, no longo caminho que separa os balc\u00f5es da Gol e da Tam, muito movimento, algumas boas op\u00e7\u00f5es de compras e um simp\u00e1tico barzinho, o Baden Bier. Provavelmente est\u00e1 assim por causa das obras no Aeroporto da Pampulha e a consequente transfer\u00eancia de v\u00f4os. Para o bem dos viajantes, bem que podia continuar assim.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Falando em v\u00f4o, minha viagem de ida foi a bordo da \u00faltima aeronave da Gol que deixava Congonhas rumo \u00e0s Minas Gerais. Com direito a escala em Uberl\u00e2ndia &#8211; uma digna rota &#8220;tri\u00e2ngulo mineiro&#8221;. Ali\u00e1s, pelo tom de voz do tio da poltrona ao lado, \u00e9 um v\u00f4o campe\u00e3o de reclama\u00e7\u00f5es &#8211; coisas como ir direto \u00e0 BH, atrasos de longas horas madrugada adentro&#8230; Eh, Brasil!<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Antes mesmo de chegar \u00e0 cidade, o mapa da regi\u00e3o central j\u00e1 me deixava curioso: como \u00e9 poss\u00edvel um cruzamento de tr\u00eas ruas? Pois isso realmente \u00e9 comum, e funciona muito bem. Meu hotel ficava bem pr\u00f3ximo de uma dessas curiosas jun\u00e7\u00f5es: Avenida \u00c1lvares Cabral, Rua S\u00e3o Paulo e Rua Bernardo Guimar\u00e3es. A bem da verdade, \u00e9 muito f\u00e1cil se perder nessa teia circunscrita na Avenida do Contorno: as avenidas principais e as ruas de m\u00e3o \u00fanica s\u00e3o muito parecidas entre si, e todos os caminhos parecem levar aos mesmos lugares. As pra\u00e7as funcionam como pontos de refer\u00eancia: a da Liberdade, da Assembl\u00e9ia, a Raul Soares (um c\u00edrculo no meio da teia), a Sete de Setembro (a do &#8220;pirulito&#8221;)&#8230;<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Sim, senhores: fui a trabalho. Felizmente, mesmo com boa parte do tempo comprometido, consegui fazer boas caminhadas &#8211; e o melhor: encontrar testemunhas de mais uma daquelas noites que entram para a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/belzonte1212.jpg\" \/><\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o para a chamada. Thales, autor do \u00fanico trabalho acad\u00eamico produzido em caderno de brochura neste s\u00e9culo &#8211; e protagonista de um momento hist\u00f3rico, como definiu <a href=\"http:\/\/www.idelberavelar.com\" target=\"_blank\"><b>Idelber Avelar<\/b><\/a>; Marmota na Alemanha; Ana Maria (que bateu a foto) e, finalmente, a inusitada presen\u00e7a de um simp\u00e1tico torcedor do Am\u00e9rica Mineiro, que comemorou muito o <a href=\"http:\/\/www.superesportes.com.br\/ed_esportes\/001\/template_esportes_001_23255.html\" target=\"_blank\"><b>t\u00edtulo da Ta\u00e7a Minas e a vaga na Copa do Brasil<\/b><\/a>. &#8220;\u00c9 o caminho mais curto para T\u00f3quio&#8221;, vibrou. Ali\u00e1s, com todo respeito que o Coelho merece, a mesa concluiu que todos os torcedores do Am\u00e9rica estavam ali no Bar Brasil, na Rua Aimor\u00e9s, no chuvoso s\u00e1bado \u00e0 noite&#8230; Muita conversa jogada fora &#8211; desde os melhores (e piores) momentos do Galo, passando por viagens internacionais (Alemanha, Chile e arredores) at\u00e9 hist\u00f3rias mais absurdas, envolvendo obviamente mulheres.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Se Caetano Veloso se inspirasse em BH a inv\u00e9s de Sampa para compor aqueles famosos versos, diria que alguma coisa acontece no seu cora\u00e7\u00e3o quando se cruza a Afonso Pena com a Rua da Bahia, verdadeiro cora\u00e7\u00e3o da cidade. Nesse ponto come\u00e7a a &#8220;feirinha&#8221; de artesanato dominical &#8211; as quatro fileiras de barracas seguem paralelas ao parque municipal, at\u00e9 a Rua dos Guajajaras. N\u00e3o consegui comprar nada: al\u00e9m dos poucos minutos daquela manh\u00e3, o movimento pr\u00e9-Natal j\u00e1 era intenso.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Desse ponto da Avenida Afonso Pena, na dire\u00e7\u00e3o sudeste, \u00e9 poss\u00edvel avistar uma bela subida. Nessas bandas fica o bairro Mangabeiras, esp\u00e9cie de Morumbi de BH. Duas atra\u00e7\u00f5es curiosas para os visitantes: a Pra\u00e7a do Papa, que mais parece um parque, e o mirante, de onde se v\u00ea praticamente toda a cidade. Mal tive tempo de contempl\u00e1-la, pouco antes de voar para S\u00e3o Paulo novamente.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>O bairro Mangabeiras conta com um outro ponto conhecido, e muito curioso: a Rua do Amendoim. Diz a lenda que, ao parar o carro e deix\u00e1-lo em ponto morto, o b\u00f3lido sobe a ladeira sozinho. H\u00e1 quem especule a presen\u00e7a de for\u00e7as ocultas, ou mesmo culpe algum fen\u00f4meno f\u00edsico. Na verdade, a topografia do terreno lembra a antiga &#8220;Casa Maluca&#8221; do Playcenter: voc\u00ea v\u00ea o carro subindo, quando na verdade, ele est\u00e1 descendo. Mais bacana deve ser ficar parado por perto e ver quantos motoristas aparecem para checar a hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Ah, sim, minha caminhada b\u00e1sica tamb\u00e9m incluiu os arredores da Pra\u00e7a da Liberdade, uma descida pela Avenida Crist\u00f3v\u00e3o Colombo at\u00e9 a pra\u00e7a da Savassi, esp\u00e9cie de Vila Madalena de BH.  Claro que, num domingo \u00e0 tarde, tudo estava praticamente fechado. Consegui ao menos tomar um caf\u00e9 num lugar bastante aconchegante: A Cafeteria (antiga Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es). A prop\u00f3sito: o t\u00edtulo do post \u00e9 uma frase tipicamente mineira, proferida pelo Thales no Bar Brasil: &#8220;voc\u00ea sabe se esse \u00f4nibus passa na Savassi?&#8221;. Indecifr\u00e1vel.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>A caminhada incluiu ainda uma esticada pelo outro lado da Rua da Bahia, de volta \u00e0 Pra\u00e7a da Liberdade. Descobri sem querer a Arena Telemig Celular (gin\u00e1sio do time de v\u00f4lei) e o Espa\u00e7o Unibanco (mesmo jeit\u00e3o do Rio e de SP). Mas esse \u00e9 o lado mais &#8220;novo&#8221; dessa rua famosa: entre as atra\u00e7\u00f5es mais antigas, pr\u00f3xima \u00e0 Afonso Pena e \u00e0 \u00c1lvares Cabral, est\u00e1 o Centro de Cultura, com uma rica decora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Marmota indica: <a href=\"http:\/\/www.bardoveio.com.br\" target=\"_blank\"><b>Bar do V\u00e9io<\/b><\/a> (Rua Itagua\u00ed, 406, bairro Cai\u00e7ara). Era um boteco, mas se transformou em um restaurante de pequeno porte gra\u00e7as a alguns quitutes deliciosos &#8211; como o frango inteiro recheado. O frango \u00e9 desossado e processado, virando uma esp\u00e9cie de &#8220;massa de rocambole&#8221;, com recheio de catupiry, presunto e milho verde. O neg\u00f3cio vai para o \u00f3leo e chega na mesa em 40 minutos (demora, mas compensa).<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>A prop\u00f3sito, Belo Horizonte \u00e9 a capital interplanet\u00e1ria do boteco. S\u00e3o mais de 15 mil registrados (fora os informais). A seriedade dessa fama pode ser explicada com o tradicional festival <a href=\"http:\/\/www.comidadibuteco.com.br\" target=\"_blank\"><b>Comida di Buteco<\/b><\/a>, sucesso h\u00e1 cinco anos. Ali\u00e1s, o sucesso do Bar do V\u00e9io pode ser facilmente creditado ao seu desempenho neste evento. E antes que voc\u00ea diga que o Boteco Bohemia de S\u00e3o Paulo foi plagiado, saiba que a organiza\u00e7\u00e3o foi feita pela trupe mineira do Comida di Buteco. V\u00e3o conquistar o mundo.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Por fim, o detalhe ins\u00f3lito da volta: o v\u00f4o da Gol deveria sair as 21h10 de Confins, mas atrasou alguns minutos &#8211; o suficiente para o cururu do piloto decidir pousar em Guarulhos. Melhor por ser mais perto da minha casa, n\u00e3o fossem dois detalhes: tinha deixado o carro num estacionamento perto do metr\u00f4, al\u00e9m de ter pedido carona em Congonhas. Est\u00fapido. Para melhorar a noite, a Gol decidiu pagar t\u00e1xi para todos os cento e duzentos passageiros do v\u00f4o &#8211; levou algumas horas at\u00e9 todos serem atendidos. Eh, Brasil!<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Em menos de 48 horas em BH, consegui ter uma excelente primeira impress\u00e3o. Mas apesar de ter feito longas incurs\u00f5es, ter comido p\u00e3o de queijo e bebido <a href=\"http:\/\/www.matecouro.com.br\" target=\"_blank\"><b>Mate Couro<\/b><\/a> (estranha tuba\u00edna \u00e0 base de erva mate e chap\u00e9u de couro), ainda falta muita coisa. Da pr\u00f3xima vez, preciso conhecer a Pampulha, o Mercado Municipal (diz que at\u00e9 vaca d\u00e1 pra comprar) e, evidentemente, o Mineir\u00e3o &#8211; com direito a feij\u00e3o tropeiro. Quem sabe em 2006&#8230; Aguarrdemm!<\/p>\n<p><i>(Postado em 29\/12\/2005. Levou um ano e meio para voltar pra BH&#8230;)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Belo Horizonte (MG) &#8211; Sei que h\u00e1 muito os nossos her\u00f3icos doze visitantes di\u00e1rios j\u00e1 n\u00e3o se importam mais com o descaso deste espa\u00e7o. Afinal de contas, estamos em uma semana onde s\u00f3 os mais obcecados ficam na Internet. 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