{"id":2404,"date":"2015-06-12T15:17:08","date_gmt":"2015-06-12T18:17:08","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/?p=2404"},"modified":"2015-06-12T15:17:08","modified_gmt":"2015-06-12T18:17:08","slug":"roteiro-lirico-e-saudoso-por-santiago-o-complemento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/roteiro-lirico-e-saudoso-por-santiago-o-complemento\/","title":{"rendered":"Roteiro l\u00edrico e saudoso por Santiago: o complemento"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/alo.gif\" alt=\"\" align=\"right\" \/>Este \u00e9 um dia cheio de saudade! Um meme em forma de <a href=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/141231_oea.mp3\"><b>&#8220;oooeeeaaa&#8221;<\/b><\/a> transporta boa parte de n\u00f3s para o Mundial dos intermin\u00e1veis gols da Alemanha, que come\u00e7ava exatamente h\u00e1 um ano. Agora, em meio a toda sorte de futricas embaixo do tapete da Fifa, tentam empurrar a Copa Am\u00e9rica, esp\u00e9cie de &#8220;Campeonato Paulista da <a href=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/la-gran-chicania-y-el-portunhol\/\" target=\"_blank\"><b>Gran Chic\u00e2nia<\/b><\/a>&#8221; como &#8220;aquele evento para celebrarmos o futebol outra vez&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>De verdade? O melhor desta Copa Am\u00e9rica \u00e9 o Chile. E tome saudade: ano passado, atendendo a um pedido do <a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/cassiopoliti\" target=\"_blank\"><b>Cassio Politi<\/b><\/a>, viajei por Santiago a partir de sinapses nost\u00e1lgicas. Pois ele foi, passeou pelos arredores, voltou e registrou o que viu &#8211; e de uma forma sensacional! Vamos voltar para Santiago?<\/p>\n<p align=\"center\">***<\/p>\n<p>Foi muita gentileza do Andr\u00e9 <a href=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/roteiro-lirico-e-saudoso-por-santiago\/\" target=\"_blank\"><b>publicar um post<\/b><\/a> para me dar dicas de viagem a Santiago. Usei o texto dele aliado a um pequeno roteiro que encontrei num outro blog para montar meu itiner\u00e1rio de viagem. Como forma de agradecimento, contribuo com um post complementar neste blog \u2014 que, sem demagogia alguma, \u00e9, h\u00e1 alguns anos, leitura recorrente e prazerosa para mim.<\/p>\n<p><b>Museu de Hist\u00f3ria Natural<\/b><br \/>\nAcrescente ao roteiro que o Andr\u00e9 sugeriu esta atra\u00e7\u00e3o. Desde que voc\u00ea seja f\u00e3 de NatGeo, Discovery Channel e afins, \u00e9 claro. No Museu de Hist\u00f3ria Natural, voc\u00ea vai encontrar partes de ossadas de animais pr\u00e9-hist\u00f3ricos, o esqueleto de uma baleia e um interessante painel que mostra como surgiu o mito do ciclope. O painel explica que cr\u00e2nios de elefantes foram encontrados por gregos, que n\u00e3o conheciam o animal, e a partir do f\u00f3ssil desenharam um ser humano agigantado de um olho s\u00f3.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_ciclope.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>O museu fica num parque na esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 Quinta Normal. O parque grande e calmo merece uma caminhada tranquila.<\/p>\n<p><b>Curta um terremoto<\/b><br \/>\nDesembarquei no Chile no dia 4 de abril, poucos dias depois de um terremoto ter provocado a morte de sete pessoas no Norte do pa\u00eds. Busquei previamente informa\u00e7\u00f5es em redes sociais e com pessoas locais sobre riscos que eu poderia correr em Santiago. A resposta un\u00e2nime: a cidade est\u00e1 preparada para tremores de at\u00e9 9 ou 10 pontos na escala Richter. Balan\u00e7a, mas n\u00e3o cai.<\/p>\n<p>Era minha primeira noite no 10\u00ba andar do Hotel Galer\u00edas, no centro da cidade. Peguei no somo umas 11 da noite. Meia hora depois, minha esposa, Alessandra, e eu acordamos com tudo balan\u00e7ando. N\u00e3o d\u00e1 exatamente medo, pois voc\u00ea j\u00e1 sabe que aquilo \u00e9 normal por ali, mas na hora nos falta no\u00e7\u00e3o da gravidade daquele chacoalho. Ser\u00e1 que est\u00e1 dentro da normalidade ou este \u00e9 um dos bravos?<\/p>\n<p>A d\u00favida aumentou quando ouvimos uma agita\u00e7\u00e3o do lado de fora do quarto. Ser\u00e1 que est\u00e3o evacuando o hotel? Que nada. Era s\u00f3 gente do lado de fora de seus quartos com a mesma d\u00favida que n\u00f3s. A maioria, estrangeiros. Os chilenos, nem tchum pro tremor. Fomos dormir e no dia seguinte soubemos que foi um terremoto de 5,8 pontos com dura\u00e7\u00e3o de pouco mais de um minuto. Sinceramente, achei legal pacas.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_printdog1.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n(Tremor foi destaque no G1)<\/p>\n<p><b>Civilidade<\/b><br \/>\nFui ao Chile para correr a Maratona de Santiago. Percorrer 42 km correndo pelas ruas \u00e9 um programa especial, pois permite passar por alguns bairros mais populares e outros de elite que normalmente n\u00e3o conhecemos num roteiro tur\u00edstico. Mas o que chamou a aten\u00e7\u00e3o na prova foi o comportamento dos chilenos em dois momentos.<\/p>\n<p>O primeiro foi pouco antes da largada, em frente ao Palacio de la Moneda. O locutor pediu um minuto de sil\u00eancio em homenagem \u00e0s v\u00edtimas do terremoto no Norte. Fiquei impressionado com o respeito. Por 60 segundos, em pleno centro da cidade, 25 mil pessoas fizeram o mais absoluto sil\u00eancio. Uma rever\u00eancia que n\u00e3o se v\u00ea com frequ\u00eancia em certames esportivos no Brasil, infelizmente.<\/p>\n<p>O outro momento se deu no percurso da prova. A quantidade de pessoas que foram \u00e0s ruas incentivar os atletas amadores era enorme. Mais do que a quantidade, chama a aten\u00e7\u00e3o o comportamento. Eram muitos gritos de incentivo. Assim como europeus e norte-americanos, os chilenos entendem que apoiar uma prova de rua como essa \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de amor ao esporte e \u00e0 cidade.<\/p>\n<p><b>No, gracias<\/b><br \/>\nPor um lado, o chileno \u00e9 educado, amig\u00e1vel e civilizado. Por outro, fomenta um h\u00e1bito que testa a paci\u00eancia. Voc\u00ea \u00e9 abordado o tempo todo por vendedor. Na rua, em frente \u00e0 vitrine, na pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o, no aeroporto: sempre tem algu\u00e9m querendo te vender alguma coisa. Menos mal que a abordagem seja cordial e f\u00e1cil de se dispensar. Um &#8220;no, gracias&#8221; resolve a quest\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Banheiros p\u00fablicos<\/b><br \/>\nSe voc\u00ea estiver no Paseo Ahumada ou em outra rua fechada para pedestres no Centro, essa ser\u00e1 a hora certa para ir ao banheiro. H\u00e1 v\u00e1rios <i>ba\u00f1os<\/i> p\u00fablicos subterr\u00e2neos. Mas aten\u00e7\u00e3o: tenha moedas no bolso, pois eles s\u00e3o pagos. O ingresso custava 400 pesos (mais ou menos R$ 2,00). Limpos e organizados, lembram banheiros de shoppings. Um deles tinha at\u00e9 um cartaz com oferta de emprego para faxineiro. O sal\u00e1rio: R$ 1.500,00 por m\u00eas.<\/p>\n<p>Outra curiosidade da cidade: tem cachorro de rua para todo lado. E s\u00e3o sempre vira-latas grandes, pac\u00edficos e incrivelmente bonitos, dando a impress\u00e3o de bem cuidados. O amigo canino da foto abaixo, por exemplo, faz companhia ao guarda que cuida do Pal\u00e1cio La Moneda, a sede do governo.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_lamoneda.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><b>Pre\u00e7os<\/b><br \/>\nN\u00e3o se iluda: o Chile n\u00e3o \u00e9 um lugar barato, como temos ultimamente percebido outras capitais sul-americanas, como Buenos Aires \u00e9 Montevid\u00e9u. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o chega a ser um pa\u00eds caro. Um almo\u00e7o num bom restaurante custa entre R$ 100,00 e R$ 120,00 para duas pessoas. Mas alguns produtos s\u00e3o um pouco mais caros que no Brasil. \u00c1gua mineral e chocolate, por exemplo.<\/p>\n<p><b>Vinhos<\/b><br \/>\nSe voc\u00ea gosta de vinho, compre. Se n\u00e3o gosta, compre tamb\u00e9m. \u00c9 sempre um \u00f3timo presente. Por raz\u00f5es \u00f3bvias, vinhos no Chile s\u00e3o baratos. Algumas marcas chegam a custar tr\u00eas ou quatro vezes menos que no Brasil. Claro, algumas op\u00e7\u00f5es ter\u00e3o melhor oferta do que outras. \u00c9 quest\u00e3o de levar uma lista para poder comparar os pre\u00e7os. De toda forma, compre em supermercados. A rede Jumbo, uma esp\u00e9cie de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar local, \u00e9 uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Vin\u00edcola<\/b><br \/>\nSe voc\u00ea gosta de vinho, visite uma vin\u00edcola. Acho que j\u00e1 disse algo parecido no par\u00e1grafo anterior, mas, se voc\u00ea n\u00e3o gosta, visite tamb\u00e9m. \u00c9 bem interessante. No caminho de Santiago para Valpara\u00edso, h\u00e1 uma das rotas do vinho. Recomendo a Vi\u00f1a Indomita, uma aconchegante constru\u00e7\u00e3o que produz 1 milh\u00e3o de litros por ano. Voc\u00ea pode fazer um tour pago, com direito a degusta\u00e7\u00e3o, ou simplesmente conhecer as instala\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de comprar algumas garrafas, \u00e9 claro.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_vinicola.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Dizem que a vin\u00edcola da Concha y Toro \u00e9 a mais visitada por brasileiros e, por isso, a mais tur\u00edstica. Preferi uma menos badalada, por me parecer mais leg\u00edtima. Mas isso \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o bastante pessoal.<\/p>\n<p><b>Aluguel de carro<\/b><br \/>\n\u00c9 poss\u00edvel ir de Santiago ao litoral com excurs\u00e3o, \u00f4nibus de linha ou carro alugado. Esta foi a minha op\u00e7\u00e3o. A loca\u00e7\u00e3o \u00e9 bem mais cara do no Brasil ou nos Estados Unidos. A di\u00e1ria de um ve\u00edculo intermedi\u00e1rio sai por R$ 150,00 a R$ 200,00. A vantagem \u00e9 a f\u00e1cil locomo\u00e7\u00e3o entre Valpara\u00edso e Vi\u00f1a del Mar, que s\u00e3o cidades vizinhas. Mas \u00e9 surpreendente o tr\u00e2nsito nos hor\u00e1rios de pico. Levei mais de 40 minutos para fazer um percurso de praia a praia que, sem tr\u00e1fego carregado, levaria menos de 15 minutos.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_carro.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><b>La Sebastiana<\/b><br \/>\nUma grande atra\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de Valpara\u00edso \u00e9 La Sebastiana, a casa onde Pablo Neruda morou durante boa parte de sua vida. \u00c9 uma constru\u00e7\u00e3o de cinco andares que hoje abriga um museu, a exemplo de La Chascona, que o Andr\u00e9 j\u00e1 descreveu. Al\u00e9m de curiosa e com uma vista ampla do mar, a casa faz uma imers\u00e3o na vida do poeta. O <i>audioguide<\/i> em Portugu\u00eas retrata deliciosamente os detalhes do cotidiano de Neruda.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_lasebastiana.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 inevit\u00e1vel imaginar o Pr\u00eamio Nobel subindo de um andar para outro na sua rotina de escritor, que era enriquecida por almo\u00e7os e jantares sempre na companhia de amigos \u2015 muito dos quais, figuras not\u00e1veis. A hist\u00f3ria daquele lugar inspirou Vin\u00edcius de Moraes a compor &#8220;A Casa&#8221;, aquela m\u00fasica que voc\u00ea certamente conhece (era uma casa muito engra\u00e7ada&#8230;).<\/p>\n<p><b>Museu da Marinha<\/b><br \/>\nChegando a Valpara\u00edso, suba os morros, a p\u00e9 ou por ascensores, que s\u00e3o pequenos bondes morro acima. \u00c9 impressionante a semelhan\u00e7a das vielas com as favelas no Rio. A diferen\u00e7a \u00e9 que n\u00e3o s\u00e3o lugares miser\u00e1veis, tampouco violentos.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_viela.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>A mais ou menos 1 km da Plaza Sotomayor, a mais importante de Valpara\u00edso, voc\u00ea encontrar\u00e1, no alto do morro, o Museu Maritmo Nacional. As pe\u00e7as navais l\u00e1 expostas s\u00e3o interessantes, mas o que faz a visita valer a pena \u00e9 uma das c\u00e1psulas constru\u00eddas para resgatar os 33 trabalhadores da mina San Jose, em 2010. \u00c9 permitido n\u00e3o apenas fotografar a c\u00e1psula, mas entrar nela.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_capsula.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Os altos e baixos da topografia de Valpo \u2015 como a cidade \u00e9 carinhosamente apelidada \u2015 funcionam como uma prote\u00e7\u00e3o natural contra uma amea\u00e7a permanente: os tsunamis. N\u00e3o faltam placas pela cidade indicando rotas de fuga no caso do risco de ondas gigantes estarem a caminho. O alto do morro \u00e9 o lugar seguro.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_tsunami.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><b>O Pac\u00edfico<\/b><br \/>\nValpara\u00edso abriga as atra\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais mais interessantes, mas a cidade mais convidativa para hospedagem e programas noturnos \u00e9 a vizinha Vi\u00f1a del Mar. Na avenida San Mart\u00edn, fica o cassino do Hotel del Mar e, bem em frente, o restaurante italiano Divino Pecado, que faz jus ao nome. Ali por perto, h\u00e1 todo tipo de restaurante: comida latina, peruana, argentina, fast food, cantinas.<\/p>\n<p>O grande espet\u00e1culo da cidade, no entanto, \u00e9 o p\u00f4r do Sol. Virado para o leste, o litoral brasileiro v\u00ea o Sol nascer no mar. De cara para o oeste, as praias chilenas veem o Sol mergulhar no Pac\u00edfico. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar um lugar com vista privilegiada do horizonte no fim de uma tarde ensolarada. A praia da Re\u00f1aca talvez seja a op\u00e7\u00e3o mais charmosa.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_pordosol.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Se pernoitar em Vi\u00f1a, experimente tirar o sapato e colocar os p\u00e9s no mar. N\u00e3o por supersti\u00e7\u00e3o, mas para descobrir que aquele oceano, de Pac\u00edfico, s\u00f3 tem o nome. \u00c9 bravo e gelado. N\u00e3o sou nenhum lobo do mar, mas nasci e cresci em Santos. J\u00e1 pratiquei mergulho em mar aberto, no \u00cdndico e em outros cantos por a\u00ed. Nunca imaginei que uma praia aparentemente balne\u00e1ria pudesse ser banhada por um mar t\u00e3o gelado.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_praia.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Fiquei por alguns minutos molhando os p\u00e9s Playa Los Ca\u00f1ones e n\u00e3o demorei a sentir aquela dor t\u00edpica de quando colocamos a m\u00e3o num balde de gelo que resfria a garrafa de cerveja no boteco. Ainda estou tentando calcular quantos minutos uma pessoa sobreviveria imersa naquela \u00e1gua verde falsamente convidativa e suponho que n\u00e3o seja muito tempo. Para se ter uma ideia, em nossa caminhada demos de cara com o cad\u00e1ver de um le\u00e3o marinho, animal que gosta de dividir mares frios com focas e pinguins e que, n\u00e3o por acaso, pulula por ali.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_cadaver.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Voc\u00ea ver\u00e1 muita propaganda tur\u00edstica do Castelo Wulff, uma simp\u00e1tica constru\u00e7\u00e3o \u00e0 beira-mar que, anos atr\u00e1s, por pouco n\u00e3o foi demolida para dar lugar a modernos condom\u00ednios. O governo a comprou antes que fosse ao ch\u00e3o. O lugar \u00e9 bonito, fica bem perto do Cassino e dos restaurantes, mas n\u00e3o tem uma atra\u00e7\u00e3o que possamos chamar de marcante. Vale uma visita r\u00e1pida.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_castelowulff.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><b>Junk content<\/b>\u2028<br \/>Sendo este o blog do Andr\u00e9, eu n\u00e3o poderia terminar sem citar coisas pitorescas. No come\u00e7o da viagem, quando caminhava pelas ruas da cidade, dei de cara com o bar da foto abaixo.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_picadeclinton.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Imposs\u00edvel n\u00e3o pensar que Monica Lewinsky talvez tenha sido a consultora do estabelecimento. Conhecimento de causa, ela seguramente tem.<\/p>\n<p>Assim que voltei de viagem, tive um encontro com o amigo Mauro Beting, jornalista palmeirense de corpo e alma, que gentilmente atendeu um convite para comparecer a um evento coordenado por mim. Enviei a foto abaixo a ele, mas a publico aqui tamb\u00e9m. \u00c9 a Coca-Cola verde.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/150612_cocacolaverde.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Em tempo: sou corintiano, sem nenhum fanatismo, \u00e9 verdade. Mas sou corintiano. Isso n\u00e3o influenciou meu paladar: o sabor da Coca verde \u00e9 simplesmente horr\u00edvel.<\/p>\n<p align=\"center\">***<\/p>\n<p>O convite do texto original permanece rigorosamente o mesmo: como levei algum tempo para postar esse, talvez j\u00e1 tenha espa\u00e7o para novas (e atualizadas) sugest\u00f5es. Se estiver a caminho da Copa Am\u00e9rica e encontrar algo legal, compartilhe conosco aqui!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 um dia cheio de saudade! Um meme em forma de &#8220;oooeeeaaa&#8221; transporta boa parte de n\u00f3s para o Mundial dos intermin\u00e1veis gols da Alemanha, que come\u00e7ava exatamente h\u00e1 um ano. 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