{"id":2196,"date":"2014-02-09T11:53:20","date_gmt":"2014-02-09T14:53:20","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/?p=2196"},"modified":"2014-02-09T11:53:20","modified_gmt":"2014-02-09T14:53:20","slug":"nenhum-de-nos-entendeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/nenhum-de-nos-entendeu\/","title":{"rendered":"Nenhum de n\u00f3s entendeu"},"content":{"rendered":"<p><b>Porto Alegre (RS)<\/b> &#8211; Voc\u00ea falou: alguma coisa est\u00e1 errada em sua vida. &#8220;\u00c9 que eu te amo mais do que eu devia. Nem mesmo eu sabia impedir o que eu sentia. Se eu soubesse, tentaria sentir menos. Eu queria. Se eu preciso me enganar pra ser feliz eu tenho que me jogar ao inv\u00e9s de cair. Aprendi com tantos erros&#8230; Isso foi demais pra mim. N\u00e3o desejo, n\u00e3o, uma vida vazia&#8221;. Eu n\u00e3o entendo a sua indecis\u00e3o. Um dia sou seu grande amor, no outro dia n\u00e3o&#8230; Voc\u00ea n\u00e3o ligou quando disse para ter cuidado. E tinha raz\u00e3o: voc\u00ea precisa ser livre. Tudo bem se n\u00e3o deu certo, eu achei que n\u00f3s chegamos t\u00e3o perto. Deixamos pra depois uma conversa amiga, que fosse para o bem, que fosse uma sa\u00edda. Deixamos pra depois a troca de carinho, deixamos que a rotina fosse nosso caminho. Deixamos pra depois a busca de abrigo. Deixamos de nos ver, fazendo algum sentido. Deixamos de sentir o que a gente sentia e que trazia cor ao nosso dia-a-dia. Deixamos de dizer o que a gente dizia. Deixamos de levar em conta a alegria. Deixamos escapar, por entre nossos dedos, a chance de manter unidas nossas vidas. Eu amei e acho que algumas vezes voc\u00ea tamb\u00e9m me amou. S\u00f3 que o prazer \u00e9 t\u00e3o curto e o esquecimento \u00e9 t\u00e3o longo&#8230; Mas apesar de tantas noites vazias, tantas madrugadas vendo TV, na verdade, dias intermin\u00e1veis. O que eu sinto a respeito de n\u00f3s \u00e9 estranho. Voc\u00ea at\u00e9 parece um v\u00edcio que largar \u00e9 quase imposs\u00edvel. Exige muito sacrif\u00edcio. N\u00e3o vou mais lhe segurar: vou deixar que voc\u00ea se v\u00e1. Mas voc\u00ea vai lembrar de mim. Que o nosso amor valeu a pena. Lembrar \u00e9 o nosso final feliz. &#8220;Por favor, paci\u00eancia. Espere por a\u00ed. Se eu voltar \u00e9 porque entendi&#8221;. Mas eu tenho que chamar? Tenho que gritar? Tenho que fazer voc\u00ea parar? Quem sabe at\u00e9 fazer ela voltar? Pense antes de escolher algu\u00e9m pra namorar, algu\u00e9m para ficar quem sabe a vida inteira. O tempo engana aqueles que pensam que sabem demais, que juram que pensam. Existem tamb\u00e9m aqueles que juram sem saber. O tempo passa e nem tudo fica a obra inteira de uma vida: o que se move e o que nunca vai se mover. Nada tem que ser da maneira que eu pensei. N\u00e3o h\u00e1 tristeza nas janelas, e as flores s\u00e3o verdadeiras. Eu n\u00e3o tenho para\u00edso pra te oferecer no fim da viagem, no fim desse rio, um oceano nos espera. Da janela eu vejo a rua onde voc\u00ea caminha todo dia. Mas voc\u00ea passa t\u00e3o depressa que eu n\u00e3o tenho tempo nem coragem de abrir a boca e fazer a pergunta que eu ensaiei: voc\u00ea ainda me ama? Eu sei que no fundo, bem no fundinho, voc\u00ea ainda me ama. Amanh\u00e3 ou depois? Tanto faz se depois for nunca mais. Mas por favor entenda se eu pedir pra voc\u00ea n\u00e3o voltar t\u00e3o tarde.<\/p>\n<p>Sempre estar la e ver ele (sic) voltar. N\u00e3o era mais o mesmo, mas estava em seu lugar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre (RS) &#8211; Voc\u00ea falou: alguma coisa est\u00e1 errada em sua vida. &#8220;\u00c9 que eu te amo mais do que eu devia. Nem mesmo eu sabia impedir o que eu sentia. Se eu soubesse, tentaria sentir menos. Eu queria. 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