{"id":216,"date":"2007-05-16T18:56:28","date_gmt":"2007-05-16T21:56:28","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/por-que-um-blog-acaba"},"modified":"2007-05-16T18:56:28","modified_gmt":"2007-05-16T21:56:28","slug":"por-que-um-blog-acaba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/por-que-um-blog-acaba\/","title":{"rendered":"Por que um blog acaba?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/alo.gif\" align=\"right\" \/>Lembram-se de uma certa profecia do <a href=\"http:\/\/www.digestivocultural.com\/colunistas\/coluna.asp?codigo=593\" target=\"_blank\"><b>Julio Daio Borges, do Digestivo Cultural<\/b><\/a>, baseada na id\u00e9ia de que os blogs n\u00e3o passam de um modismo passageiro? Segundo ele, &#8220;num per\u00edodo de seis meses, os blogs que voc\u00ea acessa hoje deixar\u00e3o de existir&#8221;.<\/p>\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1, muitos discutem se os blogs v\u00e3o substituir o jornalismo, ou simplesmente admiram a adapta\u00e7\u00e3o de suas ferramentas ao dinamismo da Internet, transformando pessoas comuns em escritores dos mais variados assuntos, convivendo pacificamente com todas as m\u00eddias e interagindo com elas e bl\u00e1bl\u00e1bl\u00e1. Inegavelmente, constatamos que aquela profecia n\u00e3o era t\u00e3o absurda: n\u00e3o h\u00e1 blog que dure para sempre.<\/p>\n<p>Devagar nas pedras, isto n\u00e3o \u00e9 uma despedida &#8211; sou taurino, daqueles bem teimosos, o que garante uma boa sobrevida a este espa\u00e7o. O mesmo n\u00e3o aconteceu com fant\u00e1sticas cria\u00e7\u00f5es que v\u00e3o deixar saudades, entre outras centenas de blogs correntes em nosso dia-a-dia. Fa\u00e7a uma experi\u00eancia qualquer hora dessas: visite os seus arquivos, entre nos coment\u00e1rios antigos e v\u00e1 checando os links quebrados daqueles ass\u00edduos visitantes de outrora.<\/p>\n<p>Enfim, agora que nos demos conta que os blogs nascem, crescem, se reproduzem e morrem, fica a pergunta: quanto tempo nos resta? Seguem alguns coment\u00e1rios registrados aqui sobre o tema em 2003 (\u00e9 hora de voc\u00ea atualiz\u00e1-los nos coment\u00e1rios!):<\/p>\n<p><tt>Eu sei que meu blog est\u00e1 acabando quando eu come\u00e7o a postar letras de m\u00fasica. Acho que j\u00e1 vi muita gente fazendo isso tamb\u00e9m. Parece que nossas palavras n\u00e3o nos ajudam mais a definir os nossos sentimentos e a monotonia tomou conta da vida. Hoje eu penso diferente, ao inves de acabar com o blog eu tento mudar minha rotina!<\/tt> &#8211; <b>Alysson Auad<\/b>, que h\u00e1 tempos n\u00e3o bloga mais.<\/p>\n<p><tt>Andr\u00e9 mon ami, escrevo em blogs desde o long\u00edquo ano de 2000. Matei dois deles. Outro est\u00e1 na UTI. J\u00e1 o blog da vez respira por aparelhos, ainda que seu estado de sa\u00fade tenha sido considerado est\u00e1vel. Acredito que os blogs que criamos e mantemos representam o estado das coisas e do esp\u00edrito que vivemos em determinados momentos da vida. Percebo isso quando vou lamber minhas crias - todas diferentes umas das outras: havia o blog depressivo, o que \u201crela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas\u201d, o eg\u00f3lotra. N\u00e3o que eu tenha conseguido fugir de posts com estes adjetivos. Na verdade, o que eu tento \u00e9 ser fiel a quem sou. Da\u00ed eu achar que o blog de agora tem bastante a minha cara de hoje. Enfim... elucubra\u00e7\u00f5es e um pedido: n\u00e3o enterre o seu blog, okay?<\/tt> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.interney.net\/blogs\/suzihong\" target=\"_blank\"><b>Suzi Hong<\/b><\/a>, que deve manter no IB seu quinto ou sexto blog.<\/p>\n<p><tt>Andre, passei por essas fases do blog: descarrego, empecilho da vida real, entre outras, mas agora estou numas de simplesmente falar. Falava sozinha e acho que, com o blog, tenho um otimo meio de falar sozinha e lembrar direitinho o que disse pra mim mesma. Esse ja \u00e9 o meu quarto blog desde 2000 (quando eu usei ele pra escrever um livro que ficou pela metade e hoje me arrependo de ter jogado fora num acesso de raiva) e, algum dia, vai deixar de se parecer comigo... Nesse dia, crio outro. Filhos da internet que somos, n\u00e3o conseguimos parar!<\/tt> &#8211; <a href=\"http:\/\/lesoiseaux.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Laura<\/b><\/a>, filha da Internet, que j\u00e1 parou&#8230;<\/p>\n<p>Acredito que a sua vida \u00fatil pode variar de acordo com a disposi\u00e7\u00e3o do blogueiro. Assuntos para escrever \u00e9 o que n\u00e3o faltam, o que se perde \u00e9 a paci\u00eancia para transform\u00e1-los em um post como esse. A coisa \u00e9 complexa at\u00e9 mesmo para aqueles que praticamente vivem online: ou o mundo lhe convoca para salv\u00e1-lo a todo momento, ou a sess\u00e3o do blogger vira sess\u00e3o de descarrego, mas sem conseguir espantar os males.<\/p>\n<p>Outro sinal de que as coisas n\u00e3o v\u00e3o bem \u00e9 quando o blog come\u00e7a a atrapalhar o seu dia-a-dia. De repente, voc\u00ea perde o controle e sua vida gira em torno disso. \u00c9 melhor dar um tempo quando postar vira uma obriga\u00e7\u00e3o, palavras soltas s\u00e3o trocadas por satisfa\u00e7\u00f5es aos poucos leitores &#8211; ou pior, as mesmas palavras se tornam trai\u00e7oeiras, acabam ferindo ao inv\u00e9s de entreter. Nada podemos fazer quando a alegria em atualiz\u00e1-lo e v\u00ea-lo crescer &#8211; aquela que motivou sua constru\u00e7\u00e3o &#8211; desaparece.<\/p>\n<p>Posso estar exagerando, mas sempre digo que os blogs representam a extens\u00e3o de nossas id\u00e9ias. Por isso, devem ser como a nossa vida: enquanto houver alguma raz\u00e3o para existir, n\u00e3o podemos nos deixar abater. Seguimos em frente, focado em algum objetivo mas sem esquecer de cuidar da sa\u00fade, valorizar cada detalhe ou mesmo aproveitar os bons momentos.<\/p>\n<p><i>(Postado em 07\/12\/2003)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lembram-se de uma certa profecia do Julio Daio Borges, do Digestivo Cultural, baseada na id\u00e9ia de que os blogs n\u00e3o passam de um modismo passageiro? Segundo ele, &#8220;num per\u00edodo de seis meses, os blogs que voc\u00ea acessa hoje deixar\u00e3o de existir&#8221;. 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