{"id":211,"date":"2008-05-20T23:59:08","date_gmt":"2008-05-21T02:59:08","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/a-divina-festa-do-divino"},"modified":"2008-05-20T23:59:08","modified_gmt":"2008-05-21T02:59:08","slug":"a-divina-festa-do-divino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/a-divina-festa-do-divino\/","title":{"rendered":"A divina Festa do Divino"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/fiquepordentro.gif\" align=\"right\" \/>Finalmente consegui conhecer uma das mais famosas quermesses do pa\u00eds: a da tradicional <a href=\"http:\/\/www.festadodivino.org.br\" target=\"_blank\"><b>Festa do Divino de Mogi das Cruzes<\/b><\/a>, significativa express\u00e3o de devo\u00e7\u00e3o ao Divino Esp\u00edrito Santo e uma das mais conhecidas entre todas realizadas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Vai dizer que voc\u00ea nunca tinha ouvido falar nela?<\/p>\n<p>Independente da sua cren\u00e7a, conhe\u00e7a um pouco mais a respeito desta festa folcl\u00f3rica cat\u00f3lica, trazida ao Brasil pelos portugueses durante a coloniza\u00e7\u00e3o. Celebra-se a chegada do Esp\u00edrito Santo sobre os ap\u00f3stolos: durante dez dias, at\u00e9 o domingo de Pentecostes (o 50\u00ba dia ap\u00f3s a P\u00e1scoa), a festa mobiliza a Igreja, em especial os habitantes de Mogi das Cruzes, onde as primeiras festividades do g\u00eanero foram registradas h\u00e1 mais de 300 anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/divino0106.jpg\" align=\"right\" \/>Al\u00e9m das ora\u00e7\u00f5es, intensificadas por equipes de rezadeiras saem pelas casas dos devotos, a Festa do Divino possui suas peculiaridades. Come\u00e7a com a abertura do Imp\u00e9rio e a b\u00ean\u00e7\u00e3o das novas bandeiras &#8211; grande s\u00edmbolo da festa, vermelhas e com o desenho de uma pomba branca, que representam o Esp\u00edrito Santo. Durante os dez dias de festa, os fi\u00e9is encontram disposi\u00e7\u00e3o para as Alvoradas, cortejos iluminados por lanternas r\u00fasticas que saem do Imp\u00e9rio diariamente, \u00e0s cinco da manh\u00e3, e percorrem a cidade. Alguns destes cortejos contam com a presen\u00e7a da folia do Divino, formada por violeiros e percussionistas que cantarolam versos conhecidos pelos mais ass\u00edduos.<\/p>\n<p>O momento mais tradicional da festa \u00e9 a Entrada dos Palmitos, que remete aos tempos onde plantadores comemoravam a fartura de suas colheitas. At\u00e9 hoje, a mega-passeata re\u00fane dezenas de carros-de-bois enfeitados com fitas e flores. Hoje em dia s\u00f3 n\u00e3o tem mais palmito: com a amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o das plantas, apenas folhas de palmeiras enfeitam o cortejo, acompanhado ainda por tradicionais bandas, congadas e suas coreografias.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/forno0106.jpg\" align=\"right\" \/>Mas vamos ao que nos interessa: a quermesse. S\u00e3o centenas de volunt\u00e1rios na cozinha, preparando os pratos t\u00edpicos da festa &#8211; entre eles o tradicional afogado, caldo preparado com carne, batata e farinha (centenas de quilos destes diariamente) e o n\u00e3o menos tradicional tortinho, bolinho frito de farinha de milho e carne mo\u00edda. As chamadas &#8220;abelhinhas do Divino&#8221; passam dias preparando os doces que ser\u00e3o vendidos nas barracas da quermesse &#8211; nova mobiliza\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios para atender cerca de 20 mil pessoas por dia. No fim da noite, sobra pouca coisa: d\u00e1 pra tomar, por exemplo, um caf\u00e9 caipira: \u00e1gua fervida num forno de barro, caf\u00e9 passado no coador de pano e ado\u00e7ado com rapadura, s\u00f4.<\/p>\n<p>Tudo isso organizado pelo festeiro, nome que escolhido um ano antes pela comunidade e chancelado pela diocese &#8211; mais um dos in\u00fameros detalhes cujos devotos fazem quest\u00e3o de manter intactos ano a ano. Se a ess\u00eancia, as tradi\u00e7\u00f5es e valores religiosos n\u00e3o mudam, o mesmo n\u00e3o pode-se dizer do envolvimento e participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, que cresce de forma surpreendente a cada Festa do Divino. Milhares de mogianos que agradecem, pagam suas promessas, fazem suas preces e refor\u00e7am sua f\u00e9 ao Esp\u00edrito Santo. Louvado seja&#8230; Am\u00e9m.<\/p>\n<p><i>(Postado em 01\/06\/2004)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Finalmente consegui conhecer uma das mais famosas quermesses do pa\u00eds: a da tradicional Festa do Divino de Mogi das Cruzes, significativa express\u00e3o de devo\u00e7\u00e3o ao Divino Esp\u00edrito Santo e uma das mais conhecidas entre todas realizadas no pa\u00eds. Vai dizer que voc\u00ea nunca tinha ouvido falar nela? Independente da sua cren\u00e7a, conhe\u00e7a um pouco mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-211","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-fique-por-dentro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=211"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/211\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}