{"id":186,"date":"2008-04-15T23:59:38","date_gmt":"2008-04-16T02:59:38","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/o-misterioso-fator-x"},"modified":"2008-04-15T23:59:38","modified_gmt":"2008-04-16T02:59:38","slug":"o-misterioso-fator-x","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/o-misterioso-fator-x\/","title":{"rendered":"O misterioso &#8220;fator X&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/misterio.gif\" align=\"right\" \/>A melhor coisa em uma folga em pleno feriado prolongado \u00e9 n\u00e3o se sentir culpado por n\u00e3o fazer absolutamente nada da vida, ignorando todas as tarefas atrasadas ou que insistem em te incomodar. Se bem que, melhor do que isso \u00e9 convidar um grande amigo para jogar conversa fora madrugada adentro sem ter que reencontrar as malditas tarefas quando o sol aparece ao lado do sono.<\/p>\n<p>Foi justamente na madrugada de s\u00e1bado para domingo que constatamos, eu e <a href=\"http:\/\/bebediabo.zip.net\" target=\"_blank\"><b>Lello Lopes<\/b><\/a>, um elemento de dif\u00edcil nomenclatura, mas fundamental para que um relacionamento funcione. A defini\u00e7\u00e3o que arrumamos para o dito cujo pode ser considerada criativa, levando em conta o hor\u00e1rio e as circunst\u00e2ncias em que ela surgiu: trata-se do &#8220;fator X&#8221;.<\/p>\n<p>Funciona assim: um belo dia, voc\u00ea tem um estalo diante de algu\u00e9m. Sente vontade de ficar com essa pessoa, um contato pr\u00f3ximo provoca efeito t\u00e3o intenso como um b\u00e1lsamo. Sendo rec\u00edproco, a m\u00e1gica envolvendo voc\u00eas dois provoca o in\u00edcio de uma rela\u00e7\u00e3o frut\u00edfera. Mas com o passar do tempo, a m\u00e1gica do in\u00edcio se perde, n\u00e3o faz mais efeito. E a coisa acaba. A conclus\u00e3o? N\u00e3o existe &#8220;fator X&#8221;.<\/p>\n<p>Outro caso sintom\u00e1tico: ela \u00e9 rom\u00e2ntica, sonhadora e muito sens\u00edvel. Ele \u00e9 um sujeito legal, mas muito pr\u00e1tico e, \u00e0s vezes, um pouco egoc\u00eantrico. Ningu\u00e9m acredita que os dois conseguem se aturar, mas nem \u00e9 preciso observar muito: o casal consegue lidar perfeitamente com suas diferen\u00e7as, mostrando que, apesar de algumas brigas passageiras, h\u00e1 excesso de &#8220;fator X&#8221; entre eles. N\u00e3o duvido que, em alguns meses, est\u00e3o casados.<\/p>\n<p>Para que a coisa flua, no entanto, deve haver um equil\u00edbrio de &#8220;fator X&#8221; entre os dois. Em outro exemplo, ele se desdobrava ao m\u00e1ximo para satisfazer a mulher que amava. Era capaz de fazer qualquer coisa por ela: sair mais cedo do emprego, mandar flores, presentes&#8230; Tratava-a como uma rainha. Ela era apaixonada, mas se sentia estranha com tudo aquilo, pelo simples fato de n\u00e3o conseguir retribuir \u00e0 altura. Nesse caso, apenas ele dispunha de &#8220;fator X&#8221;. E a brincadeira do &#8220;vamos ser felizes juntos&#8221; logo perdeu o sentido.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o existem hist\u00f3rias iguais, cada uma envolve dosagens diferentes de &#8220;fator X&#8221;. Tem aquelas s\u00f3rdidas, onde algu\u00e9m se diz sobrecarregado dele no in\u00edcio mas, com o tempo, revela-se vazia. Outras em que a conviv\u00eancia, verdadeira qu\u00edmica mutante, reage com o &#8220;fator X&#8221; e o dizima, ao inv\u00e9s de fortalec\u00ea-lo. Particularmente, posso sentir a presen\u00e7a de suas mol\u00e9culas no ar durante um longo abra\u00e7o em algu\u00e9m especial em pleno carro, ap\u00f3s uma festa qualquer.<\/p>\n<p>Talvez a express\u00e3o comum mais pr\u00f3xima a &#8220;fator X&#8221; seja a tal &#8220;qu\u00edmica&#8221;, apesar dessa ter embutida uma conota\u00e7\u00e3o f\u00edsica&#8230; Tamb\u00e9m n\u00e3o sei se d\u00e1 pra chamar o &#8220;fator X&#8221; simplesmente de amor. Seria mais uma maneira de banalizar ainda mais esse adjetivo quase sem sentido nos dias de hoje. Sei apenas que o mundo seria mais feliz se todos os enamorados soubessem onde encontr\u00e1-lo e, minutos depois, contar para seus companheiros como faz\u00ea-lo juntos.<\/p>\n<p>Dona Mil\u00fa certamente diria: esse \u00e9 o grande mist\u00e9\u00e9\u00e9rio da humanidade&#8230;<\/p>\n<p><i>(Postado em 16\/11\/2004)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A melhor coisa em uma folga em pleno feriado prolongado \u00e9 n\u00e3o se sentir culpado por n\u00e3o fazer absolutamente nada da vida, ignorando todas as tarefas atrasadas ou que insistem em te incomodar. 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