{"id":1847,"date":"2013-10-26T19:18:58","date_gmt":"2013-10-26T22:18:58","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/a-pessoa-errada-no-momento-errado"},"modified":"2013-10-26T19:18:58","modified_gmt":"2013-10-26T22:18:58","slug":"a-pessoa-errada-no-momento-errado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/a-pessoa-errada-no-momento-errado\/","title":{"rendered":"A pessoa errada no momento errado"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/pedra.gif\" align=\"right\" \/>Podemos definir &#8220;viver&#8221;, resumidamente, como a arte de driblar o tempo. Passamos boa parte dos nossos dias equacionando afazeres em nossa agenda, ocupando-nos enquanto o corpo n\u00e3o pede descanso ou comida. Todos estes apontamentos &#8211; inclusive comer, dormir e qualquer outro relacionado a nossa sobreviv\u00eancia &#8211; servem para que, ao final de um ciclo, possamos comemorar resultados, planejar novas metas, relacionarmo-nos com quem gostamos&#8230; Tanto o que realizamos quanto nossos planos riscados num caderno, seja sozinho ou acompanhado, pra viagem ou pra comer agora, tem como \u00fanico prop\u00f3sito dar sentido a uma exist\u00eancia cuja \u00fanica certeza \u00e9: um dia vamos morrer.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvio quanto parece. Se realmente pens\u00e1ssemos &#8220;tanto faz qual decis\u00e3o tomar, nosso destino ser\u00e1 o mesmo&#8221;, por que ainda existem pessoas que dirigem suas vidas como se estivessem numa estrada de m\u00e3o dupla, ignorando a linha cont\u00ednua que pro\u00edbe ultrapassagens? Ou pior: seguem em terceira marcha, como se n\u00e3o estivessem a\u00ed com os que correm atr\u00e1s, preocupados com o rel\u00f3gio &#8211; na realidade, n\u00e3o h\u00e1 muita diferen\u00e7a entre quem convencionou seguir os ponteiros a cada segundo e quem o ignora totalmente.<\/p>\n<p>Enfim, se a estrada for entre o lugar onde voc\u00ea est\u00e1 agora e uma certa cidade no extremo sul do Brasil, pode ser que suas d\u00favidas existenciais n\u00e3o incomodem. Ou apare\u00e7am apenas ao passar pela antiga Vila Arthur Lange. Vem a surpresa ao notar que aquele lugar, antigo distrito de Pelotas com cheiro t\u00e3o peculiar (acho que \u00e9 daquela &#8220;f\u00e1brica de couros&#8221;, nunca chequei), tornou-se um munic\u00edpio, a &#8220;capital nacional da pimenta vermelha&#8221;&#8230; Ent\u00e3o, quando menos se espera, as lembran\u00e7as de uma \u00e9poca onde as \u00fanicas preocupa\u00e7\u00f5es eram visitar os parentes durante um m\u00eas inteiro se misturam aos dias loucos de hoje, carregados de tarefas e experi\u00eancias. O tempo driblou voc\u00ea.<\/p>\n<p>Finalmente, o trevo do Fragata, a antiga Cohab, a mesma rua que outrora vivia apinhada de crian\u00e7as que celebravam minha chegada para mais uma temporada de aventuras. Estava deserta. Minha vis\u00e3o infantil, a de que estava em uma &#8220;cidade cenogr\u00e1fica da minha imagina\u00e7\u00e3o&#8221; deixou de ser fantasia para se mostrar com dureza. Duas ou tr\u00eas pessoas que restaram por ali, ap\u00f3s a morte da minha av\u00f3, refor\u00e7am a id\u00e9ia de que bastam sete dias, e n\u00e3o mais quarenta, para dar um al\u00f4 a minha quer\u00eancia. Descubro que um dos primos que costumava adotar como &#8220;sobrinho&#8221; nas brincadeiras de bola e nas fugas ao Cine Capit\u00f3lio &#8211; onde hoje funciona um estacionamento &#8211; vai se casar. Dois a zero para o tempo. A futura esposa dele n\u00e3o tardou em convidar para a festan\u00e7a, mas n\u00e3o antes de acertar o gol num chuta\u00e7o do meio de campo.<\/p>\n<p>&#8211; Falando em casamento, tu sabe quem eu encontro todo dia e que sempre lembra de ti? A \u00cdris. A\u00ed eu disse que tu vinha pra c\u00e1 essa semana ela te mandou um beijo.<\/p>\n<p>N\u00e3o era uma recorda\u00e7\u00e3o simplinha como deixei transparecer a minha &#8220;futura prima&#8221;. N\u00e3o tinha noticias da \u00cdris desde o ver\u00e3o de 1998, quando recebi das m\u00e3os dela a declara\u00e7\u00e3o mais apaixonada que j\u00e1 tinha visto at\u00e9 ent\u00e3o. Uma carta que marcou profundamente a minha exist\u00eancia por uma raz\u00e3o \u00f3bvia: mesmo sendo ela uma gauchinha linda e doce, daquelas que d\u00e1 vontade de ver muitas vezes, sumiu nesses mais de dez anos. Acredito que todo mundo guarde dentro de si algum tipo de pergunta sem resposta, algo como: e se eu tivesse escolhido outro caminho naquela etrada, alguns quil\u00f4metros atr\u00e1s, como teria sido?<\/p>\n<p>Pessoalmente, gosto da id\u00e9ia de deixar essa quest\u00e3o aberta para sempre: prefiro me preocupar com o caminh\u00e3o de novelos que j\u00e1 desenrolo ao lado da minha eterna paquerinha. Mas para n\u00e3o parecer deselegante, arrumei um peda\u00e7o de papel e rabisquei meu telefone celular, seguido da frase &#8220;fico at\u00e9 ter\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Ah. Lembro dela, sim. Claro. Ela \u00e9 prima daquela outra mo\u00e7a que morava aqui do lado. Mande outro beijo e entregue isso a ela.<\/p>\n<p>Quando se est\u00e1 num lugar impregnado de hist\u00f3rias, meu maior desejo \u00e9 ficar longe das conex\u00f5es tecnol\u00f3gicas, como televis\u00e3o e internet. Essas interfaces que reproduzem aquilo que chamo &#8220;mundo real&#8221;. Mas meu conto de fadas em Pelotas me aguardava, com seus v\u00e1rios castelos: as casas das dezenas de irm\u00e3os dos meus pais, muitas ainda encravadas num cantinho qualquer de um mapa &#8211; que traz mais munic\u00edpios que, at\u00e9 esses dias, n\u00e3o existiam. S\u00e3o eles os reis e rainhas de seus territ\u00f3rios, sucessores de antigos monarcas e que, diante do inevit\u00e1vel envelhecimento, abrem caminho para os novos pr\u00edncipes e princesas do reino. Tem at\u00e9 ca\u00e7ador! Ou melhor, pescadores, desde os mais experientes com suas tarrafas e linhadas \u00e0 beira do a\u00e7ude, at\u00e9 a garotada encantada ao ver a b\u00f3ia afundar e revelar, ap\u00f3s um estir\u00e3o com o cani\u00e7o, um lambari fisgado no anzol. Tem ceias fartas, com carne de ovelha bem gorda, salada de frutas, p\u00e3o de teta com torresmo e um ou outro bichinho que caiu no pote de chimia ap\u00f3s sobrevoar a l\u00e2mpada. <\/p>\n<p>Pena que s\u00e3o sete dias, e n\u00e3o quarenta. Chegou a ter\u00e7a, e as malas j\u00e1 estavam fechadas aguardando o caminho para o Embaixador das quatro da tarde, rumo a Porto Alegre. Enfim, como sabem, o imprevis\u00edvel s\u00f3 acontece em hist\u00f3rias de fic\u00e7\u00e3o ou nas novelas do Aguinaldo Silva. Mesmo em um conto de fadas, n\u00e3o sairia dali sem receber uma mensagem em meu celular. &#8220;Saio para almo\u00e7ar na meia hora. Pode vir adiante do Hotel Curi?&#8221;<\/p>\n<p>Pensei na surra que levaria da minha eterna paquerinha. Mas tamb\u00e9m pensei que, se ela estivesse no meu lugar, faria a mesma coisa: atenderia ao chamado de sua curiosidade. Ou, em detalhes, responderia &#8220;sim, at\u00e9 j\u00e1!&#8221;, pegaria o pr\u00f3ximo Cohab Rodovi\u00e1ria via Col\u00e9gio Pelotense e desceria um pouco antes do abrigo, na Deodoro. Ainda que, para n\u00e3o correr o risco de se perder no hor\u00e1rio, usasse a mesma bermuda batida de sempre, uma camiseta suada, chinelo de dedos e minha alian\u00e7a na m\u00e3o direita &#8211; ainda que n\u00e3o tenha nada al\u00e9m de uma paquerinha &#8211; acho que j\u00e1 disse isso hoje.<\/p>\n<p>Enfim, ela tamb\u00e9m n\u00e3o estava nada radiante, como naquele reveillon de 1998. Um rabo-de-cavalo e algumas rugas na regi\u00e3o dos olhos n\u00e3o valorizavam seus cabelos claros, muito menos os olhos brilhantes. O uniforme da loja tamb\u00e9m n\u00e3o combinava com o sorriso, metalizado gra\u00e7as a um aparelho de detalhes azulados. Nosso abra\u00e7o seguido de tr\u00eas beijinhos na face lembrou o de um encontro de dois parentes que t\u00ednham se visto esses dias. N\u00e3o disse muita coisa, al\u00e9m de &#8220;oi, guria, quanto tempo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Mas voc\u00ea, hein? Tem o dom de me pegar de relance, indo embora de Pelotas! Francamente!<\/p>\n<p>&#8211; Pelo visto, voc\u00ea continua engra\u00e7adinho como sempre&#8230; Mas est\u00e1 bem mais gordo!<\/p>\n<p>Isso l\u00e1 \u00e9 coisa que se diga!? Ainda mais com um corpo esbelto daqueles&#8230; Pedi a ela para indicar um lugar bacana e, enquanto caminh\u00e1vamos e falavamos de amenidades &#8211; carreira na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, car\u00eancia de empregos na \u00e1rea agropecu\u00e1ria, not\u00edcias da fam\u00edlia, dos vizinhos, aquela coisa toda, finalmente entramos no assunto.<\/p>\n<p>&#8211; A Iolanda, que vai se casar com seu primo, me disse que voc\u00ea est\u00e1 noivo&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 verdade! Ainda estamos fazendo um &#8220;test drive&#8221;, n\u00e3o decidimos nada ainda. Tenho meus planos pessoais, e ela tamb\u00e9m. Um monte, ali\u00e1s. Um dia ela sonha em casar, no outro ela \u00e9 gerente de um portal de blogs, doutoranda na Fran\u00e7a, escritora de novelas ou livros infantis, madame morando em Salvador&#8230; Daqui a pouco, inventa de virar carnavalesca no Rio. Mas o tempo \u00e9 s\u00e1bio, n\u00e9? Vamos ver o que acontece.<\/p>\n<p>&#8211; Ah, j\u00e1 tive minha fase de construir e desconstruir coisas, isso passa. E tenho certeza de que, no fundo, ela quer ficar contigo. Mas essa guria \u00e9 de S\u00e3o Paulo mesmo?<\/p>\n<p>&#8211; Ih! Nem te conto&#8230; Ali\u00e1s, eu cheguei a te dizer alguma vez que, depois daquela vizinha da Ver\u00f4nica que eu gostava ter arrumado um namorado antes de eu reaparecer na Semana Santa, nunca mais namoraria com algu\u00e9m que morasse longe? Pois \u00e9. Viver \u00e9 tentar driblar o tempo, mas&#8230;<\/p>\n<p>Continuei falando da minha paquerinha, de alguns dos nossos altos e baixos. At\u00e9 que tratei de inverter as falas.<\/p>\n<p>&#8211; Vou te dizer. Fico pensando se viver casado com algu\u00e9m \u00e9 t\u00e3o complicado quanto parece ser, mesmo que agora eu n\u00e3o consiga conviver direito&#8230; O que voc\u00ea acha disso?<\/p>\n<p>&#8211; Ah, D\u00e9, n\u00e3o sou a melhor pessoa pra te dizer&#8230;<\/p>\n<p>O sorriso deu lugar a uma express\u00e3o de dor, como se algu\u00e9m tivesse morrido. S\u00f3 ent\u00e3o soube que a \u00cdris tinha acabado de se separar. Ainda n\u00e3o compreendia como um relcionamento de doze anos poderia acabar com tanta facilidade.<\/p>\n<p>&#8211; Depois que tu me escreveu daquela vez, dava alegria viver. Da\u00ed que eu conheci o Celso, um guri que sempre foi muito bom pra mim, sabe? A gente se casou bem depressa, e a gente nunca brigava. Mas da\u00ed, no meio do ano passado, eu e ele come\u00e7amos a discutir mais por qualquer coisinha&#8230; Ent\u00e3o, de repente, ele veio me dizer que precisava de um tempo!<\/p>\n<p>&#8211; Cacetada! Mas ele j\u00e1 te conhecia, voc\u00eas moravam juntos, tinham planos&#8230; Tempo pra qu\u00ea?<\/p>\n<p>&#8211; Pra ti ver&#8230; Eu perguntei pra ele se era alguma coisa que eu podia mudar em mim, pra agradar ou resolver, se tinha a ver com nossa decis\u00e3o de n\u00e3o termos filhos, com o aluguel da casa, com meus plant\u00f5es na loja&#8230; Mas bah, ele me disse que eu nao podia fazer nada, que vivia infeliz e precisava encontrar um rumo.<\/p>\n<p>&#8211; Sim, mas voc\u00ea deu tempo pra ele? Sabe que a cabe\u00e7a da gente pode nos pregar pe\u00e7as&#8230; Se esse cururu gostava mesmo de voc\u00ea, colocaria na balan\u00e7a toda a hist\u00f3ria, o que voc\u00eas constru\u00edram juntos&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Eu dei tempo, sim. Vou te dizer que fiquei tri calma, pensei igualzinho a ti. O Celso iria se dar conta que eu tamb\u00e9m abri m\u00e3o de muita coisa na vida pra ficar com ele, e que jogar fora nossa conviv\u00eancia era uma decis\u00e3o muito forte. Eu pensava mesmo que a gente se amava, mas quando ele me disse que era pra valer, e que iria morar sozinho em Bag\u00e9, eu desabei. Fiquei sem entender o que eu tinha feito.<\/p>\n<p>&#8211; Mmmhhh&#8230;. Sabe o que eu acho, \u00cdris? Qualquer rela\u00e7\u00e3o, mesmo cercada de bons sentimentos e desejos, \u00e9 uma aposta. Voc\u00ea tem a ilus\u00e3o de que est\u00e1 tudo sob controle, quando na realidade a cabe\u00e7a do outro \u00e9 uma gruta escura e insond\u00e1vel. Nem n\u00f3s mesmos sabemos do que somos capazes, como vamos reagir diante do inesperado. Se n\u00e3o conseguimos ter controle das nossas pr\u00f3prias coisas, e \u00e9 s\u00f3 isso que podemos fazer, por que perder tempo com as maluquices de uma pessoa nitidamente ego\u00edsta, sem paci\u00eancia com as imperfei\u00e7\u00f5es humanas, que s\u00e3o inevit\u00e1veis, e incapaz de apostar na felicidade? Quer saber? Ainda bem que voc\u00ea s\u00f3 perdeu uns dez anos ao lado dele.<\/p>\n<p>Ela sorriu e, preocupada com a volta ao trabalho, retrucou, serena.<\/p>\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o concordo contigo. Amar algu\u00e9m, respeitar, valorizar, torcer para que essa pessoa consiga o que quer, discordar sem magoar, abra\u00e7ar e beijar&#8230; Isso n\u00e1o \u00e9 apostar. \u00c9 s\u00f3 querer. E eu fico t\u00e3o feliz em saber que voc\u00ea encontrou algu\u00e9m que quer tanto fazer isso contigo&#8230; Tu sabe o quanto merece isso, n\u00e9?<\/p>\n<p>Minha curiosidade estava satisfeita. Dali em diante, est\u00e1vamos, \u00cdris e eu, a merc\u00ea de uma situa\u00e7\u00e3o em que qualquer discurso capaz de avan\u00e7ar no debate representassem uma sequ\u00eancia de bifurca\u00e7\u00f5es, sa\u00eddas, desvios, entre outras escolhas intrincadas em uma auto-estrada veloz por\u00e9m sem sinaliza\u00e7\u00e3o. Acho que, mesmo contando nos dedos nossos encontros, ela j\u00e1 esperava a mesma coer\u00eancia da \u00faltima vez.<\/p>\n<p>&#8211; Obrigado, de verdade. O melhor \u00e9 quando esse querer n\u00e3o se baseia s\u00f3 em uma historinha de ver\u00e3o, mas com todas as incertezas e desafios que isso traz. \u00c9 aquela hist\u00f3ria, n\u00e9? Seria \u00f3timo se o medo jamais pudesse vencer o amor. Tamb\u00e9m tor\u00e7o para que seu Celso arrume coragem. Ou que voc\u00ea se arrume, j\u00e1 que n\u00e3o deve faltar gente encantada por aqui.<\/p>\n<p>O rel\u00f3gio, sempre ele, alertava: &#8220;seu \u00f4nibus vai sair&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Ei, corre l\u00e1, n\u00e3o quero te atrasar. Eu tamb\u00e9m preciso embarcar daqui a pouco.<\/p>\n<p>Era a nossa deixa para levantar da mesa, pagar a conta e dizer &#8220;at\u00e9 um dia&#8221;, com um abra\u00e7o comprido de despedida. Vou dizer: a sensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era como a lembran\u00e7a daquelas f\u00e9rias. Foi bom, mas diferente. Faz sentido: est\u00e1vamos quase no mesmo lugar, mas depois de ter percorrido longos trechos em aclive e declive.<\/p>\n<p>\u00c9ramos os mesmos, mas diferentes. O tempo driblou a gente.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/a-pessoa-certa-no-momento-errado\/\" target=\"_blank\">A pessoa certa no momento errado<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Podemos definir &#8220;viver&#8221;, resumidamente, como a arte de driblar o tempo. Passamos boa parte dos nossos dias equacionando afazeres em nossa agenda, ocupando-nos enquanto o corpo n\u00e3o pede descanso ou comida. Todos estes apontamentos &#8211; inclusive comer, dormir e qualquer outro relacionado a nossa sobreviv\u00eancia &#8211; servem para que, ao final de um ciclo, possamos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-1847","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-e-eu-uma-pedra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1847\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}