{"id":184,"date":"2008-04-13T23:57:59","date_gmt":"2008-04-14T02:57:59","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/kit-pelo-em-salvado"},"modified":"2008-04-13T23:57:59","modified_gmt":"2008-04-14T02:57:59","slug":"kit-pelo-em-salvado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/kit-pelo-em-salvado\/","title":{"rendered":"Kit Pel\u00f4 em Salvad\u00f4!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/fazendo.gif\" align=\"right\" \/><b>Salvador (BA)<\/b> &#8211; Depois de uma semana circulando na capital baiana, uma coisa ficou bem clara: se voc\u00ea tem cara de turista, \u00e9 improv\u00e1vel n\u00e3o ser abordado por algum simp\u00e1tico nativo (ou <a href=\"http:\/\/www.interney.net\/blogs\/marmota\/2008\/04\/08\/nem_eu_nem_voce_ou_baiana_maldita\" target=\"_blank\"><b>antip\u00e1tica<\/b><\/a>, dependendo do ponto de vista). Voc\u00ea pode at\u00e9 dar corda para os sujeitos &#8211; &#8220;baiano molesta mas n\u00e3o sequestra&#8221; &#8211; e deixar uns cinco ou quarenta reais nas m\u00e3os de cada um deles.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/marmota\/2411392457\/\" title=\"Kit Pel\u00f4 em Salvad\u00f4! por andremarmota, no Flickr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/farm3.static.flickr.com\/2226\/2411392457_b51de22564_m.jpg\" width=\"240\" height=\"180\" alt=\"Kit Pel\u00f4 em Salvad\u00f4!\" border=\"0\" align=\"right\" \/><\/a>Ou voc\u00ea pode se &#8220;armar&#8221; contra esse povo, de uma forma bem pr\u00e1tica: mantenha sempre consigo um &#8220;Kit Pel\u00f4 em Salvad\u00f4&#8221;. Composto por uma simples fitinha do Senhor do Bomfim, esp\u00e9cie de &#8220;spam f\u00edsico soteropolitano&#8221;!<\/p>\n<p>\u00c9 muito f\u00e1cil conseguir uma dessas em Salvador. Converse com algu\u00e9m que passeou pela cidade e pe\u00e7a uma fita de presente (eu devo ter umas vinte). Com sorte, baianas distribuem o regalo no sagu\u00e3o do aeroporto. Tamb\u00e9m d\u00e1 pra pegar uma nas janelas e grades da igreja do Bonfim (nada me tira da cabe\u00e7a que a maioria dos vendedores reaproveita as fitas amarradas l\u00e1). Por fim, \u00e9 poss\u00edvel arrumar uma das m\u00e3os de um destes baianos descolados &#8211; mas cuidado.<\/p>\n<p>Com uma fita em punho, amarre-a num di\u00e2metro bem maior, de modo a tir\u00e1-la e coloc\u00e1-la do punho direito quando desejar. Se preferir, mantenha um n\u00f3 falso, para que ela permane\u00e7a presa enquanto estiver circulando pelas ladeiras e paralelep\u00edpedos do Pelourinho.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/marmota\/2411392515\/\" title=\"Kit Pel\u00f4 em Salvad\u00f4! por andremarmota, no Flickr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/farm4.static.flickr.com\/3056\/2411392515_e4e650e1b3_m.jpg\" width=\"240\" height=\"180\" alt=\"Kit Pel\u00f4 em Salvad\u00f4!\" border=\"0\" align=\"right\" \/><\/a>Pronto! Voc\u00ea acaba de colocar em seu bra\u00e7o um verdadeiro passaporte para a alegria. Pude constatar facilmente: os nativos percebem a fita no pulso do potencial cliente e desistem da abordagem. Afinal, o ato de amarrar a fita no pulso \u00e9 o que estreita a confian\u00e7a entre vendedor e v\u00edtima: se algu\u00e9m j\u00e1 fez isso antes, n\u00e3o \u00e9 preciso fazer de novo.<\/p>\n<p>Funciona com a maioria dos vendedores. Apesar disso, existem alguns poucos insistentes: chegam com a fita e, mesmo diante das negativas, enchem o saco at\u00e9 o fim. &#8220;Mas \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 um presente, aceite a\u00ed, sorria, voc\u00ea est\u00e1 na Bahia&#8221;&#8230; Nem tudo pode ser perfeito, mas \u00e9 preciso ser forte. Ignore e recuse at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p>Enfim, minha semana em Salvador acabou. Mas n\u00e3o tenho d\u00favidas de que voltarei. Quando este dia chegar, levarei a fitinha comigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salvador (BA) &#8211; Depois de uma semana circulando na capital baiana, uma coisa ficou bem clara: se voc\u00ea tem cara de turista, \u00e9 improv\u00e1vel n\u00e3o ser abordado por algum simp\u00e1tico nativo (ou antip\u00e1tica, dependendo do ponto de vista). 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