{"id":1792,"date":"2009-02-20T13:35:40","date_gmt":"2009-02-20T15:35:40","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/se-a-perfeicao-e-uma-utopia-como-descrever-um-dia-perfeito"},"modified":"2009-02-20T13:35:40","modified_gmt":"2009-02-20T15:35:40","slug":"se-a-perfeicao-e-uma-utopia-como-descrever-um-dia-perfeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/se-a-perfeicao-e-uma-utopia-como-descrever-um-dia-perfeito\/","title":{"rendered":"Se a perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma utopia, como descrever um dia perfeito?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/ferias.gif\" align=\"right\" \/><font size=\"3\">Por <a href=\"http:\/\/dialetica.org\/agridoce\" target=\"_blank\"><b>Luciana Rayol<\/b><\/a><\/font><\/p>\n<p>Olha, a \u00faltima lembran\u00e7a que tenho de um dia perfeito na verdade remete a um momento perfeito.  <\/p>\n<p>No carnaval de 2008, fui para Santiago com o homem de todas as minhas vidas. Escrevendo assim, parece f\u00e1cil e trivial, mas n\u00e3o \u00e9.  <\/p>\n<p>Tivemos a id\u00e9ia de ir a Santiago em outubro e passamos uns tr\u00eas meses planejando isso, comprando guias, fazendo reservas, pesquisando. Todo mail que troc\u00e1vamos vinha com um PS chileno, com alguma curiosidade sobre a cidade.<\/p>\n<p>A\u00ed, em nosso primeiro dia l\u00e1, um s\u00e1bado quente e feliz de carnaval, fomos almo\u00e7ar no Mercado Central. Sentamos como de costume de frente um para o outro e pedimos centolla e coca-cola. Ao fundo, um trio de m\u00fasicos cantava e tocava Amada Amante em espanhol.  <\/p>\n<p>Eu olhava para o homem de todas as minhas vidas ali na minha frente, ouvia a m\u00fasica do Rei, sentia aquela balb\u00fardia acolhedora do mercado ao redor e n\u00e3o conseguia falar nada, s\u00f3 rir.  <\/p>\n<p>E ele me olhava com um grande ponto de interroga\u00e7\u00e3o no rosto, sem entender o que eu n\u00e3o conseguia explicar.  <\/p>\n<p>N\u00e3o conseguia explicar aquele momento. Lembro que tentei dizer algo como o quanto me sentia a pessoa mais rica do mundo naquele momento. Mesmo bebendo coca-cola no lugar de champanhe, mesmo estando em um mercado ao inv\u00e9s de um restaurante luxuoso.  <\/p>\n<p>Eu estava ali com ele que eu amo tanto, bem no centro daquilo que projetamos, lembrando detalhadamente de todos os passos dados para chegar at\u00e9 l\u00e1 &#8211; n\u00e3o s\u00f3 os do planejamento da viagem, mas desde que nos conhecemos. Do que podia ter sido feito melhor, do que n\u00e3o devia ser mais repetido. Do quanto era bom estar ali, enfim.  <\/p>\n<p>Era pleno estar ali com ele e n\u00e3o havia a necessidade de crescer mais, de aperfei\u00e7oar. Apenas cultivar.<\/p>\n<p><i>Este foi o \u00faltimo post desta s\u00e9rie <b>Col\u00f4nia de F\u00e9rias<\/b>, que durante um m\u00eas apresentou textos gentilmente preparados por seus amigos enquanto Marmota passa por dias perfeitos descansando e viajando. Agradecimentos incont\u00e1veis a todos que participaram!<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luciana Rayol Olha, a \u00faltima lembran\u00e7a que tenho de um dia perfeito na verdade remete a um momento perfeito. No carnaval de 2008, fui para Santiago com o homem de todas as minhas vidas. Escrevendo assim, parece f\u00e1cil e trivial, mas n\u00e3o \u00e9. Tivemos a id\u00e9ia de ir a Santiago em outubro e passamos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1792","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-colonia-de-ferias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1792","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1792"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1792\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1792"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1792"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marmota.org\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}