{"id":1775,"date":"2007-12-01T23:37:48","date_gmt":"2007-12-02T02:37:48","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/tardes-de-play-rec-e-pause"},"modified":"2007-12-01T23:37:48","modified_gmt":"2007-12-02T02:37:48","slug":"tardes-de-play-rec-e-pause","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/tardes-de-play-rec-e-pause\/","title":{"rendered":"Tardes de play, rec e pause"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/backfut.gif\" align=\"right\" \/><b>Curitiba (PR) &#8211; <\/b>Ent\u00e3o voc\u00ea liga o r\u00e1dio e ouve o \u00faltimo sucesso da <a href=\"http:\/\/www.norahjones.com\" target=\"_blank\"><b>espetacular Norah Jones<\/b><\/a>. Mesmo sem saber que o nome dela \u00e9 esse, certamente seu encantamento pela can\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tamanho a ponto de voc\u00ea entrar no Google e digitar algumas palavras entend\u00edveis, seguido de &#8220;lyrics&#8221;. Est\u00e1 l\u00e1, entre os primeiros resultados: What Am I To You. Apontar coordenadas no seu programa P2P preferido e&#8230; Voil\u00e1. A voz maravilhosa quantas vezes quiser, em MP3.<\/p>\n<p>Nem sempre foi assim. Minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia sem internet foi marcada pela absoluta ignor\u00e2ncia, inclusive sonora. Tudo bem, n\u00e3o deixava de me esfor\u00e7ar em registrar para a posteridade as can\u00e7\u00f5es que o r\u00e1dio trazia para o meu prazer. Durante anos, contava \u00fanica e exclusivamente com uma tecnologia meio desconhecida atualmente: o k7, a popular fita virgem.<\/p>\n<p>Come\u00e7ava na loja de discos perto da escola, onde alguns cruzeiros valiam uma fita Basf. Preferia a de 90 minutos, que quase nunca tinha. Depois, eram finais de semana deliciosos, sentado ao lado do bom e velho National e sintonizado nas FMs da moda. Com ajuda de uma caneta bic, rodava a fita at\u00e9 o in\u00edcio, metia no gravador e apertava play, rec e pause. Tudo pronto para mais uma&#8230; Podemos chamar de &#8220;transfer\u00eancia anal\u00f3gica de arquivos&#8221;!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/cassete2409.jpg\" align=\"right\" \/>Expectativa a cada final de intervalo comercial. Dedo fixo no bot\u00e3o pause. O locutor, normalmente um mala, anunciava a hora certa, soltava a vinheta, lia o prefixo e falava uma ou outra groselha. O fim do blablabl\u00e1 era a deixa: hora de soltar o pause e &#8220;fisgar&#8221; a m\u00fasica &#8211; normalmente as melhores tocam justamente nas aberturas de bloco.<\/p>\n<p>Claro que o cora\u00e7\u00e3o sempre batia mais forte quando os acordes da m\u00fasica mais desejada tocavam. Claro tamb\u00e9m que nunca estava a postos quando isso acontecia&#8230; Normalmente a correria era in\u00fatil: era melhor esperar a danada tocar de novo outra hora. Pior ainda \u00e9 quando d\u00e1 tudo certo no in\u00edcio, mas o mala do locutor (sempre ele) inventa de interromper a m\u00fasica antes de terminar. Seja para n\u00e3o estourar o tempo ou mesmo para falar alguma abobrinha totalmente dispens\u00e1vel. Sem falar que os fiadaputas dificilmente falavam o nome da m\u00fasica, ou do int\u00e9rprete.<\/p>\n<p>Fui me tornando &#8220;especialista&#8221;: antes da fita chegar ao final, sabia se dava para gravar mais uma ou se era melhor partir para o lado B. Isso quando n\u00e3o aproveitava o &#8220;chorinho&#8221; para registrar algum comercial interessante ou mesmo um quadro de humor &#8211; se bem que esses sempre mereciam tratamento especial: gravava fitas inteiras com quadros do Escova na Jovem Pan ou na Atl\u00e2ntida; Caf\u00e9 com Bobagem na Band FM ou a impec\u00e1vel Turma da Mar\u00e9 Mansa, com Ant\u00f4nio Luiz, nos 1100 da R\u00e1dio Globo&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se fico feliz ou triste em saber que, a cada dia, um indiv\u00edduo no mundo deixa de &#8220;soltar o pause&#8221;&#8230;<\/p>\n<p><b>Atualizado<\/b> &#8211; Garotas, juro pra voc\u00eas que <a href=\"http:\/\/www.garotasquedizemni.com\/archives\/001116.php\" target=\"_blank\"><b>n\u00e3o tinha visto esse texto antes<\/b><\/a>. Deve ter sido obra do nosso inconsciente coletivo.<\/p>\n<p><i>(Postado em 28\/09\/2004)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curitiba (PR) &#8211; Ent\u00e3o voc\u00ea liga o r\u00e1dio e ouve o \u00faltimo sucesso da espetacular Norah Jones. Mesmo sem saber que o nome dela \u00e9 esse, certamente seu encantamento pela can\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tamanho a ponto de voc\u00ea entrar no Google e digitar algumas palavras entend\u00edveis, seguido de &#8220;lyrics&#8221;. 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