{"id":1762,"date":"2007-10-12T23:45:07","date_gmt":"2007-10-13T02:45:07","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/pequenos-lapsos-mentais-na-capital-paranaense"},"modified":"2007-10-12T23:45:07","modified_gmt":"2007-10-13T02:45:07","slug":"pequenos-lapsos-mentais-na-capital-paranaense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/pequenos-lapsos-mentais-na-capital-paranaense\/","title":{"rendered":"Pequenos lapsos mentais na capital paranaense"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/pedra.gif\" align=\"right\" \/>H\u00e1 cinco anos, nesse mesmo final de semana, estava em Curitiba cobrindo um torneio de golfe. Desembarquei em uma manh\u00e3 de sexta-feira, mal deu tempo de rever o Jo\u00e3o Carlos Veloso, vulgo J\u00fanior, al\u00e9m de conhecer pessoalmente o Carlos Alberto (JB), o Livio Oricchio (Estad\u00e3o) e seus filhos. Em pouco tempo deixei as malas no hotel e partir rumo ao Graciosa Golfe Clube, um o\u00e1sis gigante dentro de uma cidade que j\u00e1 se acostumou a presevar a natureza. Apenas no s\u00e1bado, pela manh\u00e3, pude olhar a paisagem pela janela do meu quarto com mais calma.<\/p>\n<p>Bem na minha frente, do outro lado da avenida Sete de Setembro, localizei a Pra\u00e7a do Jap\u00e3o. Alguns poucos pr\u00e9dios, casinhas de madeira&#8230; At\u00e9 que, de repente, num olhar mais atento, fa\u00e7o uma incr\u00edvel descoberta.<\/p>\n<p>&#8211; U\u00e9, aquela ali n\u00e3o \u00e9 a ARENA DA BAIXADA?<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.atleticopr.com.br\/arena\" target=\"_blank\"><b>A arena<\/b><\/a>, o est\u00e1dio do campe\u00e3o brasileiro de 2001, at\u00e9 bem pouco tempo o mais moderno do pa\u00eds. Um clube conhecido na m\u00eddia especializada como um dos poucos a cultivar um relacionamento mais pr\u00f3ximo ao seu torcedor, transformando o est\u00e1dio numa verdadeira \u00e1rea de intera\u00e7\u00e3o com os simpatizantes do Furac\u00e3o.<\/p>\n<p>Era a minha grande chance! Engoli o caf\u00e9 da manh\u00e3 e caminhei em dire\u00e7\u00e3o ao Joaquim Am\u00e9rico. Atravessei a Sete de Setembro, atingi a Avenida Igua\u00e7u (parecia nova, feita de concreto) e, em uns 20 minutos, avistei a bela fachada do est\u00e1dio &#8211; que fica em frente a um dos milh\u00f5es de parques municipais, verdadeira mania dos curitibanos&#8230;<\/p>\n<p>Para minha surpresa, encontrei todas as portas fechadas. At\u00e9 a lojinha de souvenirs do Furac\u00e3o estava devidamente trancada. &#8220;Como assim&#8221;, pensei. &#8220;Onde est\u00e1 aquele modelo de clube t\u00e3o alardeado pela m\u00eddia?&#8221;. Enquanto permanecia perplexo, surgiu de repente um funcion\u00e1rio, trabalhava na academia de gin\u00e1stica instalada no terceiro andar do clube. Tratei de jogar um papo furado para cima dele.<\/p>\n<p>&#8211; Amigo, eu vim de S\u00e3o Paulo s\u00f3 para visitar o est\u00e1dio&#8230; N\u00e3o tem como entrar para conhecer?<\/p>\n<p>&#8211; Ih, hoje n\u00e3o vai dar. Sabe como \u00e9, feriado&#8230;<\/p>\n<p>Feriado? Feriado!!! Mas \u00e9 claro! Era 12 de outubro&#8230; At\u00e9 os shoppings centers de Curitiba estavam fechados&#8230; Como diria Lello Lopes em mais um coment\u00e1rio neste blog: est\u00fapido. Perdi a viagem, mas ao menos tirei uma foto da fachada da Arena da Baixada.<\/p>\n<p>Em tempo, se estiver indo para Curitiba, n\u00e3o perca a viagem. A arena est\u00e1 aberta ao p\u00fablico de segunda a s\u00e1bado, exceto dias de jogos e posterior aos mesmos. E em feriados, evidentemente.<\/p>\n<p><b>Mas tem mais<\/b> &#8211; No mesmo final de semana, descobri que tenho um pequeno problema: quando estou animado e com a adrenalina mais alta em fun\u00e7\u00e3o de uma cobertura jornal\u00edstica (por mais tranquila que seja), eu come\u00e7o a trocar os nomes das pessoas. Chamei o Jo\u00e3o de Luiz, o Maur\u00edcio de Marcelo, o Carlos de Jorge, o Felipe de Nicola&#8230; Uma zona.<\/p>\n<p>At\u00e9 a\u00ed, nada que a conviv\u00eancia e um pedido de desculpas n\u00e3o resolva. Mas a coisa funciona diferente, por exemplo, em uma entrevista. Ainda mais quando se trata de algu\u00e9m com certa presen\u00e7a na m\u00eddia: trocar o nome pode ferir o ego do entrevistado, ou pior, desmoralizar o rep\u00f3rter.<\/p>\n<p>Feita essa ressalva, vamos aos fatos. Ao final do primeiro dia de torneio, fomos conversar com o ator global Humberto Martins, notadamente conhecido pelas mulheres por seus pap\u00e9is feitos sob medida nas telas da Globo: normalmente sem camisa e com poucas falas. Aficcionado por golfe, seu grupo acabara de vencera ta\u00e7a do Pro Am. Mesmo com uma participa\u00e7\u00e3o discreta no jogo, apenas a presen\u00e7a do ator valia ao menos uma notinha.<\/p>\n<p>Durante a conversa, o estabanado aqui trata de come\u00e7ar uma pergunta<\/p>\n<p>&#8211; Agora, falando do seu desempenho aqui em Curitiba, Gilberto, o que voc\u00ea&#8230;<\/p>\n<p>Gilberto?<\/p>\n<p>&#8211; Meu nome \u00e9 Humberto &#8211; retrucou, na mesma hora, ao estilo &#8220;uga uga&#8221;.<\/p>\n<p>Felizmente o Carlos Alberto estava do meu lado, fazendo o grande favor de continuar a conversa por mais alguns minutos. No final, pedi desculpas e repeti a pergunta. Em tempo, valeu  <a href=\"http:\/\/www.gazetaesportiva.net\/ge_noticias\/bin\/noticia.php?chid=121&amp;nwid=14047\" target=\"_blank\"><b>uma notinha<\/b><\/a>, al\u00e9m de mais uma historinha curiosa.<\/p>\n<p><i>(Postado em 16\/10\/2002)<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco anos, nesse mesmo final de semana, estava em Curitiba cobrindo um torneio de golfe. Desembarquei em uma manh\u00e3 de sexta-feira, mal deu tempo de rever o Jo\u00e3o Carlos Veloso, vulgo J\u00fanior, al\u00e9m de conhecer pessoalmente o Carlos Alberto (JB), o Livio Oricchio (Estad\u00e3o) e seus filhos. 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