{"id":1758,"date":"2007-09-21T23:22:47","date_gmt":"2007-09-22T02:22:47","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/mind-the-gap"},"modified":"2007-09-21T23:22:47","modified_gmt":"2007-09-22T02:22:47","slug":"mind-the-gap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/mind-the-gap\/","title":{"rendered":"Mind the gap!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/ferias.gif\" align=\"right\" \/><font size=\"3\">Por <a href=\"http:\/\/www.alexandresena.jor.br\" target=\"_blank\"><b>Alexandre Sena<\/b><\/a><\/font><\/p>\n<p>Se h\u00e1 uma frase que gruda no c\u00e9rebro de quem anda pelo metr\u00f4 de Londres \u00e9 esta: &#8220;Mind the gap!&#8221; Algo como &#8220;cuidado com o v\u00e3o!&#8221;, refer\u00eancia ao espa\u00e7o entre o trem e a plataforma. Toda a vez que o trem p\u00e1ra e abre as portas para o embarque e desembarque dos passageiros, l\u00e1 vem o aviso, repetidas vezes: &#8220;Mind the gap! Mind the gap!&#8221;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/alexandresena\/1305313206\/\" title=\"Alexandre Sena\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/farm2.static.flickr.com\/1391\/1305313206_d123610d06_m_d.jpg\" align=\"right\" width=\"240\" height=\"180\" alt=\"Metr\u00f4 de Londres\" border=\"0\" \/><\/a>Conhecer Londres utilizando o metr\u00f4 \u00e9 r\u00e1pido e pr\u00e1tico. Praticamente todos os pontos tur\u00edsticos mais importantes da capital inglesa podem ser alcan\u00e7ados indo de &#8220;Tube&#8221;, como os ingleses chamam seu metr\u00f4. As treze linhas que comp\u00f5em o metr\u00f4 londrino t\u00eam uma capilaridade de matar de inveja os usu\u00e1rios de metr\u00f4 nas grandes cidades do Brasil. Enquanto S\u00e3o Paulo (que tem o dobro de habitantes de Londres) conta com apenas quatro linhas metrovi\u00e1rias, de trajetos praticamente retil\u00edneos e pouco abrangentes, o &#8220;Tube&#8221; tem linhas circulares, linhas que se ramificam, linhas que fazem um &#8220;S&#8221;, e por a\u00ed vai. Se no metr\u00f4 de Bras\u00edlia boa parte das esta\u00e7\u00f5es s\u00e3o atendidas por duas linhas que utilizam o mesmo trilho, em alguns trechos do metr\u00f4 de Londres esse n\u00famero sobe para tr\u00eas ou quatro. Quer dizer: numa mesma esta\u00e7\u00e3o, voc\u00ea tem a op\u00e7\u00e3o de embarcar para destinos diversos, sem precisar trocar de plataforma.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/alexandresena\/1287786503\/\" title=\"Alexandre Sena\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/farm2.static.flickr.com\/1357\/1287786503_6e40f5a898_m_d.jpg\" align=\"right\" width=\"180\" height=\"240\" alt=\"Metr\u00f4 de Londres\" border=\"0\" \/><\/a>O &#8220;Tube&#8221; \u00e9 um espet\u00e1culo em termos de organiza\u00e7\u00e3o.  A sinaliza\u00e7\u00e3o das linhas e esta\u00e7\u00f5es por meio de cores \u00e9 muito eficiente, as informa\u00e7\u00f5es nos pain\u00e9is eletr\u00f4nicos e no sistema de som das esta\u00e7\u00f5es funcionam muito bem &#8211; voc\u00ea pode saber exatamente quantos minutos vai esperar pelo trem. Algumas esta\u00e7\u00f5es maiores t\u00eam plataformas separadas para linhas diferentes, e \u00e0s vezes voc\u00ea tem que andar um pouco, subir e descer escadas rolantes, mas \u00e9 dif\u00edcil se perder, gra\u00e7as \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o. Uma curiosidade sobre as escadas rolantes: voc\u00ea tem que ficar sempre no canto direito da escada, pois as pessoas mais apressadas usam o lado esquerdo para subir ou descer os degraus. Embora os trens, em algumas linhas j\u00e1 estejam meio velhos, a frota de modo geral \u00e9 bem conservada. Os londrinos pagam caro pelo bom sistema de transporte p\u00fablico: al\u00e9m dos pre\u00e7os das passagens serem salgados (pelo menos para os padr\u00f5es brasileiros), boa parte dos pesados impostos que a popula\u00e7\u00e3o paga vai para a manuten\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os metrovi\u00e1rios.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/alexandresena\/1305313198\/\" title=\"Alexandre Sena\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/farm2.static.flickr.com\/1334\/1305313198_a75a863413_m_d.jpg\" align=\"right\" width=\"240\" height=\"180\" alt=\"Metr\u00f4 de Londres\" border=\"0\" \/><\/a>A preocupa\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o da seguran\u00e7a \u00e9 sempre recorrente, principalmente ap\u00f3s os atentados de 2005. H\u00e1 v\u00e1rios an\u00fancios indoor, alertando aos usu\u00e1rios que fiquem atentos quanto a atitudes suspeitas e bolsas abandonadas em algum canto. O sistema de som nas esta\u00e7\u00f5es lembra o tempo todo aos usu\u00e1rios que mantenham seus pertences consigo, pois uma bolsa ou pacote esquecidos num banco podem fazer acionar o alerta anti-bombas.<\/p>\n<p>Tirando essa paran\u00f3ia terrorista toda, andar no metr\u00f4 londrino pode ser bem divertido (menos nos hor\u00e1rios de pico, quando os vag\u00f5es ficam superlotados). No metr\u00f4, encontram-se toda sorte de pessoas. Executivos, pe\u00f5es, donas-de-casa, estudantes, turistas de todas as partes do mundo, patricinhas, b\u00eabados fanfarr\u00f5es e tudo mais. E, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, \u00e9 um local bom para treinar a pron\u00fancia do ingl\u00eas, com o sistema de som do trem anunciando esta\u00e7\u00f5es como &#8220;Farringdon&#8221;, &#8220;Marble Arch&#8221;, &#8220;Gloucester Road&#8221; ou (a melhor de todas) &#8220;Elephant and Castle&#8221;.<\/p>\n<p><i>Enquanto Marmota tenta entender as esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 atenienses, a s\u00e9rie <b>Col\u00f4nia de F\u00e9rias<\/b> apresenta textos gentilmente preparados por seus amigos viajados e descolados. <\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Alexandre Sena Se h\u00e1 uma frase que gruda no c\u00e9rebro de quem anda pelo metr\u00f4 de Londres \u00e9 esta: &#8220;Mind the gap!&#8221; Algo como &#8220;cuidado com o v\u00e3o!&#8221;, refer\u00eancia ao espa\u00e7o entre o trem e a plataforma. 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