{"id":1670,"date":"2010-07-28T11:57:22","date_gmt":"2010-07-28T14:57:22","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/virei-quem-diria-consultor-de-relacionamentos"},"modified":"2010-07-28T11:57:22","modified_gmt":"2010-07-28T14:57:22","slug":"virei-quem-diria-consultor-de-relacionamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/virei-quem-diria-consultor-de-relacionamentos\/","title":{"rendered":"Virei, quem diria, consultor de relacionamentos!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/pedra.gif\" align=\"right\" \/>Quem me conhece sabe do meu humilde e t\u00edsico passado galanteador. At\u00e9 esses dias, contabilizava todo tipo de insucesso com qualquer pretendente, a ponto de vez ou outra ainda desconfiar se vou mesmo casar, constituir uma fam\u00edlia, essas coisas burocr\u00e1ticas que, sabemos, em nada se parece com aqueles loucos dias apaixonados do passado. Mas enfim, dizem que os cabelos brancos representam algum tipo de experi\u00eancia e maturidade, como se fossem &#8220;checkpoints&#8221;: se algu\u00e9m estiver na mesma estrada que voc\u00ea j\u00e1 passou, pode haver algum padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m vai dizer que isso n\u00e3o existe, pois o &#8220;cerumano&#8221; \u00e9 uma esp\u00e9cie imprevis\u00edvel e inconstante. Concordo. Mas em pelo menos esses dias, algumas semelhan\u00e7as envolvendo situa\u00e7\u00f5es pessoais foram \u00fateis para uma amiga. Uma mo\u00e7a que, al\u00e9m de linda, vive guiada pelos seus sentimentos &#8211; \u00e9 o m\u00ednimo que se pode dizer de algu\u00e9m que, at\u00e9 hoje, usa como pseud\u00f4nimo o sobrenome de seu primeiro amor plat\u00f4nico: Schneck. Pin\u00e7ado da lista de chamada, j\u00e1 que ela nunca teve coragem de lhe dirigir um \u00fanico &#8220;oi&#8221;.<\/p>\n<p>Mas enfim. Ela \u00e9 daquelas mulheres que, no primeiro olhar, voc\u00ea tem a certeza de que \u00e9 imposs\u00edvel estar solteira. De fato, a Schneck namorava por longos anos com um rapaz simp\u00e1tico e pragm\u00e1tico. Falavam at\u00e9 em casamento, filhos, tem\u00e1ticas que costumam substituir as palavras no diminutivo dos primeiros dias. \u00c9 um tipo de des\u00e2nimo que costuma levar a dois caminhos: a constata\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o realmente feitos um para o outro&#8230; Ou uma sensa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel de comodismo. O duro \u00e9 que ambas s\u00e3o t\u00e3o parecidas que, muitas vezes, fatores externos &#8220;empurram&#8221; para um destes lados.<\/p>\n<p>O &#8220;fator externo&#8221; da Schneck trabalhava com ela h\u00e1 poucos dias. Era infinitamente mais sorridente, simp\u00e1tico e gentil que o namorido velho de guerra. Olharam um para o outro; sorriram; disseram &#8220;oi&#8221;; tomaram caf\u00e9; foram almo\u00e7ar&#8230; Bom, foi o que ouvi dela quando ofereci carona para sua casa &#8211; quando o &#8220;fator externo&#8221; souber o que conversamos exatamente na noite em que ele n\u00e3o apareceu, vai me convidar para padrinho.<\/p>\n<p>&#8220;Eu terminei meu namoro h\u00e1 umas duas semanas, e esse rapaz j\u00e1 sabe disso. Tem um clima muito bacana entre a gente&#8230; Mas \u00e9 estranho. Afinal, se ele est\u00e1 a fim de mim, por que ainda n\u00e3o falou nada? Ele devia tomar a iniciativa, n\u00e3o acha? At\u00e9 porque, se depender da minha timidez, as coisas n\u00e3o v\u00e3o evoluir&#8230; O que voc\u00ea acha?&#8221;, perguntou Schneck, tensa por uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Naquele instante, pelo pouco que apreendi daquela descri\u00e7\u00e3o, incorporei o rapaz simp\u00e1tico e gentil, que gosta da mo\u00e7a, mas imp\u00f5e uma por\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos ao inv\u00e9s de colaborar para a coisa toda fluir. N\u00e3o foi dif\u00edcil: se dependesse apenas do meu comportamento, jamais estaria usando uma alian\u00e7a na m\u00e3o direita. No meu caso, fui agraciado por uma mulher realmente decidida e sincera. Minha amiga, no entanto, n\u00e3o tinha o mesmo perfil. Pelo contr\u00e1rio: n\u00e3o imaginava ser capaz de &#8220;agarr\u00e1-lo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea n\u00e3o demonstrar com clareza, de um jeito que ele n\u00e3o tenha a menor d\u00favida, isso vai ficar assim at\u00e9 a coisa esfriar. Entendo que voc\u00ea n\u00e3o queira se abrir, mas \u00e9 preciso dar um empurr\u00e3o. O m\u00e1ximo que voc\u00ea puder. Quer que ele se esforce e consiga te conquistar? Experimente deixar tudo praticamente preparado e sigam em frente&#8221;. A Schneck deve ter dito uns tr\u00eas ou quatro &#8220;n\u00e3o acredito&#8221;, &#8220;n\u00e3o vou fazer isso&#8221; e &#8220;n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel&#8221; at\u00e9 chegar em casa. Recebeu de volta a mesma quantidade de &#8220;vai por mim&#8221;.<\/p>\n<p>Em pouco mais de uma semana, recebi um breve e-mail.<\/p>\n<p>&#8220;Caraca, voc\u00ea estava MEGA certo! Acredita que, na quinta-feira passada, ele me disse que estava apaxonado&#8230; Mas n\u00e3o me beijou? A\u00ed na sexta, quando ele foi me deixar em casa, estava quase indo embora como se nada estivesse acontecendo. Mas&#8230; EU o BEIJEI! Sa\u00edmos no fim de semana, e no almo\u00e7o ele conseguiu me pedir em namoro, gaguejando&#8230; Um fofo!&#8221;<\/p>\n<p>N\u00e3o consigo esconder o sorriso at\u00e9 agora. Ficarei ainda mais feliz quando, daqui uns meses, os dois se virarem bem quando j\u00e1 estiverem unidos, a ponto de ignorar qualquer dilema capaz de se sobrepor ao que realmente importa.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, <a href=\"http:\/\/ego.globo.com\/Gente\/Noticias\/0,,MUL1609020-9798,00.html\" target=\"_blank\"><b>Claudia Raia<\/b><\/a>, se precisar de alguma coisa, deixe um recado a\u00ed.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem me conhece sabe do meu humilde e t\u00edsico passado galanteador. At\u00e9 esses dias, contabilizava todo tipo de insucesso com qualquer pretendente, a ponto de vez ou outra ainda desconfiar se vou mesmo casar, constituir uma fam\u00edlia, essas coisas burocr\u00e1ticas que, sabemos, em nada se parece com aqueles loucos dias apaixonados do passado. 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