{"id":166,"date":"2008-03-26T23:57:46","date_gmt":"2008-03-27T02:57:46","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-mandamentos-de-um-bom-podcast"},"modified":"2008-03-26T23:57:46","modified_gmt":"2008-03-27T02:57:46","slug":"cinco-mandamentos-de-um-bom-podcast","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-mandamentos-de-um-bom-podcast\/","title":{"rendered":"Cinco mandamentos de um bom podcast"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/top5.gif\" align=\"right\" \/>No come\u00e7o deste s\u00e9culo, um entusiasmado VJ norte-americano teve uma vis\u00e3o: por que n\u00e3o aproveitar o potencial da Internet para distribuir algum conte\u00fado em \u00e1udio? Com essa perguntinha na cabe\u00e7a, Adam Curry foi se encontrar com o programador Dave Winer, criador do RSS. Chegaram a uma conclus\u00e3o interessante: se existisse uma tag &lt;enclosure&gt; num arquivo XML, apontando para um arquivo de \u00e1udio, as pessoas acostumadas a assinar conte\u00fado online poderiam fazer o mesmo a partir de algum software como o iTunes, praticamente armando sua pr\u00f3pria programa\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio em seu computador ou dispositivo tocador de MP3.<\/p>\n<p>Resumidamente, foi assim que nasceu o tal &#8220;podcast&#8221;, um  nome que para desespero da Creative ou da Microsoft, popularizou-se gra\u00e7as ao iPod, da Apple. A distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas um dos lados fascinantes desse neg\u00f3cio: imagine algu\u00e9m baixando automaticamente uma por\u00e7\u00e3o de \u00e1udios, tendo o total controle do que deseja ouvir, na hora que bem entender. O outro lado fascinante: o Minist\u00e9rio das Telecomunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o precisa conceder licen\u00e7a para quem quiser produzir o seu pr\u00f3prio show.<\/p>\n<p>Pessoalmente, tenho absoluta certeza de que, assim como o &#8220;boom&#8221; dos blogs, vai chegar o dia do podcast. Inegavelmente, d\u00e1 mais trabalho: enquanto a linha de produ\u00e7\u00e3o do primeiro \u00e9 id\u00e9ia &#8211; escrever &#8211; publicar, a do segundo \u00e9 id\u00e9ia &#8211; preparar &#8211; gravar &#8211; editar &#8211; empacotar &#8211; publicar. H\u00e1 quem encare todas as etapas com naturalidade, mas independente da dedica\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso algum tempo.<\/p>\n<p>Eu diria que, na maioria dos casos, a parte do &#8220;editar &#8211; empacotar&#8221; \u00e9 o maior bicho de sete cabe\u00e7as para quem se atreve a criar um podcast. O meu caso sempre foi muito pior: quando tive a primeira id\u00e9ia, travei logo no in\u00edcio, na parte do &#8220;preparar&#8221;. E como sempre arrumava outras coisas para fazer, \u00e9 vergonhoso dizer que isso foi h\u00e1 tr\u00eas anos&#8230;<\/p>\n<p>A id\u00e9ia n\u00e3o tinha nada de extraordin\u00e1ria, pelo contr\u00e1rio. A inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 em Vicente Leporace, que empunhava o seu trabuco e comentava as not\u00edcias mais relevantes nas manh\u00e3s da R\u00e1dio Bandeirantes, a partir de 1951 (durou trinta anos, at\u00e9 virar Jornal Gente). No Rio Grande do Sul, Candido Norberto amplificou a discuss\u00e3o: pegou o microfone da R\u00e1dio Ga\u00facha e passou a fazer o mesmo a partir da reda\u00e7\u00e3o do Zero Hora, sempre com a opini\u00e3o dos colunistas do jornal. At\u00e9 hoje, o &#8220;Sala de Reda\u00e7\u00e3o&#8221; vai ao ar na hora do almo\u00e7o.<\/p>\n<p>A longevidade desse tipo de programa n\u00e3o est\u00e1 no hor\u00e1rio, muito menos no batido formato &#8220;mesa redonda&#8221;. Mas sim nas pessoas que est\u00e3o por tr\u00e1s. Esta sempre foi a pedra no sapado do &#8220;whatever connection&#8221;, nominho chupado da vers\u00e3o Manhattan do canal GNT. J\u00e1 passou por tr\u00eas reformula\u00e7\u00f5es, sempre no campo metaf\u00edsico: o &#8220;est\u00fapidos connection&#8221; reuniria meus amigos de reda\u00e7\u00e3o; o &#8220;boteco connection&#8221; iria al\u00e9m, alternando convidados oriundos da esfera blogal; agora, desenrola-se o est\u00e1gio &#8220;canga\u00edba connection&#8221;, projeto que re\u00fane um idealizador entusiasmado e dois ex\u00edmios procrastinadores&#8230;<\/p>\n<p>Eu devo ter algumas horas de conversas registradas em mesas de bar, verdadeiras pedras brutas que est\u00e3o longe de virar um  &#8220;whatever connection&#8221; &#8211; principalmente pelo simples fato de n\u00e3o conseguir parar e pensar no formato que eu considero minimamente bom para fazer upload. Em qualquer ambiente profissional, essa postura \u00e9 fatal: normalmente, a \u00fanica lei \u00e9 a do &#8220;n\u00e3o perca tempo planejando, apenas fa\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Finalmente encontrei algu\u00e9m que poder\u00e1 gritar na minha orelha a frase acima toda semana e aplacar minha frustra\u00e7\u00e3o de jamais conseguir viabilizar um podcast, ap\u00f3s topar investir algumas horas na grava\u00e7\u00e3o. No caso da <a href=\"http:\/\/www.interney.net\/blogs\/cintaliga\/2008\/03\/26\/essa_nossa_vida_de_love_live\" target=\"_blank\"><b>Luciana<\/b><\/a> \u00e9 ainda mais f\u00e1cil: descontando as esferas &#8220;casa&#8221; e &#8220;trabalho&#8221;, certamente \u00e9 a pessoa com a qual passo mais tempo conversando (e discutindo). Foi com essa parceria meio \u00f3bvia em mente que conclu\u00ed: vamos botar o bloco na rua.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/marmota.org\/lovelive\/\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/lovelive\/selo_lovelive.jpg\" border=\"0\" alt=\"LoveLive\" align=\"right\" \/><\/a>Assim nasceu o <a href=\"http:\/\/marmota.org\/lovelive\" target=\"_blank\"><b>LoveLive<\/b><\/a>, minha primeira tentativa (de verdade) em viabilizar o que considero como boas pr\u00e1ticas para um podcast bacana. Longe de ser a verdade absoluta sobre um tema que s\u00f3 conhe\u00e7o na teoria (e por isso merece corre\u00e7\u00f5es e acertos com o tempo), os tais &#8220;mandamentos&#8221; tamb\u00e9m servir\u00e3o para que os mais chegados possam cobrar no futuro: &#8220;ei, por que o epis\u00f3dio dessa semana ficou t\u00e3o horr\u00edvel?&#8221;.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> <b>Ter boa qualidade de som<\/b> &#8211; Dias atr\u00e1s, ao comentar as raz\u00f5es pelas quais ainda n\u00e3o havia gravado nada, recebi um e-mail mais ou menos assim. &#8220;As pessoas querem ouvir vozes, e s\u00f3. O resto apenas agrega ao conte\u00fado&#8221;. Mentira descarada. As pessoas que desejam ouvir suas vozes s\u00e3o os seus amigos e conhecidos. Os demais v\u00e3o desistir de ouvir nos primeiros segundos ap\u00f3s constatarem qualidade pior que conversa telef\u00f4nica em r\u00e1dio AM &#8211; a n\u00e3o ser que voc\u00ea seja a <a href=\"http:\/\/odontopalm.com.br\/psf\" target=\"_blank\"><b>Bia Kunze<\/b><\/a> querendo demonstrar o potencial de algum gadget.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso ir at\u00e9 a Santa Ifig\u00eania e entrar numa daquelas lojas repletas de canh\u00f5es de luz e caixas ac\u00fasticas, perguntando pelo melhor microfone do planeta e, ap\u00f3s encontr\u00e1-lo, gastar uma fortuna. Mesmo aquelas coisinhas de pl\u00e1stico com plugue cor-de-rosa s\u00e3o capazes de excelentes resultados. Tenha em mente que qualquer ru\u00eddo pode dispersar o ouvinte ou, na pior das hip\u00f3teses, agredir ouvidos alheios.<\/p>\n<p><i><u>Como vai ser no LoveLive:<\/u><\/i> No primeiro teste, ca\u00ed na besteira de usar as mesmas t\u00e9cnicas de sempre (manter dist\u00e2ncia segura e n\u00e3o falar diretamente) diante do microfone embutido do laptop. Ficou ruim: as pipocadas comuns nas palavras com P ficaram muito evidentes. D\u00e1 pra remov\u00ea-las usando o Audacity, mas estava sem paci\u00eancia para isso dessa vez. Para os pr\u00f3ximos, al\u00e9m de um tratamento decente (corrigindo amplitude, removendo sil\u00eancios, s\u00edlabas desnecess\u00e1rias), vou seguir o conselho do <a href=\"http:\/\/trottolices.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Trotta<\/b><\/a> e falar &#8220;de ladinho&#8221;. J\u00e1 o microfone da Luciana parece estar instalado ao lado de uma &#8220;serraria&#8221; &#8211; mas isso tamb\u00e9m \u00e9 f\u00e1cil corrigir.<\/p>\n<p>Sem falar que, quando pudermos compartilhar o mesmo espa\u00e7o f\u00edsico, poderei usar o meu <a href=\"http:\/\/www.edirol.net\/products\/en\/R-09\" target=\"_blank\"><b>Edirol R-09<\/b><\/a>, o mesmo usado pelo <a href=\"http:\/\/alexandresena.jor.br\/podcasts\" target=\"_blank\"><b>Alexandre Sena<\/b><\/a> em suas entrevistas. A\u00ed vai ficar bem bom.<\/p>\n<p>Ah, n\u00e3o vou entrar nos detalhes das can\u00e7\u00f5es &#8220;podsafe&#8221;, nem no mito do &#8220;fair use&#8221;. Fica para uma pr\u00f3xima vez.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> <b>Garantir periodicidade muito bem definida<\/b> &#8211; Achou trabalhoso s\u00f3 em imaginar uma noite em claro editando um arquivo em \u00e1udio? Pois tenha em mente que, mesmo com a pr\u00e1tica, a redu\u00e7\u00e3o no tempo dedicado ao podcast vai chegar a um limite m\u00e1ximo poss\u00edvel. E ser\u00e1 assim at\u00e9 o dia que voc\u00ea seguir o caminho do Fred Leal, criador do saudoso &#8220;\u00c9 Batata&#8221;, um dos melhores podcasts que j\u00e1 ouvi. Provavelmente desistiu por falta de tempo, mesma raz\u00e3o pela qual outros chegam ao quinto, sexto, d\u00e9cimo&#8230; E param.<\/p>\n<p>Enfim, se a qualidade do \u00e1udio pode afastar um ouvinte em potencial, a total aus\u00eancia do mesmo diante da expectativa criada \u00e9 fatal. Ou seja: enquanto voc\u00ea planeja o que ir\u00e1 falar e como gravar, n\u00e3o esque\u00e7a de se programar: depois de colocar o primeiro, quando ser\u00e1 capaz de publicar o pr\u00f3ximo?<\/p>\n<p><i><u>Como vai ser no LoveLive:<\/u><\/i> O temor de n\u00e3o garantir a tal periodicidade (al\u00e9m de outras desculpas) contribuiu para o engavetamento do &#8220;connection&#8221;. Desta vez, se tudo correr bem, toda quarta-feira. E depois que se promete, \u00e9 preciso cumprir. O esquema \u00e9 \u00f3bvio: quando sobrar tempo pra gravar, prepare o pr\u00f3ximo e mais alguns \u00e1udios &#8220;frios&#8221;, que podem ser disponibilizados a qualquer momento. Al\u00e9m disso, a Luciana \u00e9 insistente: n\u00e3o vai adiantar nada dizer que &#8220;estou sem pique pra gravar agora&#8221;. Definitivamente, n\u00e3o poderia ter escolhido melhor a parceria para este projeto.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> <b>Usar s\u00f3 o tempo que ele merece<\/b> &#8211; Posso ser exce\u00e7\u00e3o, mas mesmo alguns dos melhores e mais bem editados podcasts que j\u00e1 ouvi pecam por excesso de tempo. A m\u00e9dia nacional, segundo meus pr\u00f3prios crit\u00e9rios, \u00e9 de uma hora por programa. O problema nem est\u00e1 na quantidade de tempo, mas sim na organiza\u00e7\u00e3o das id\u00e9ias. Se voc\u00ea tem assunto para uma hora e conseguir manter o ritmo, perfeito.<\/p>\n<p>Aqui, o caso mais grave \u00e9 o &#8220;papo de boteco&#8221; sem edi\u00e7\u00e3o alguma: uma hora com todas as deriva\u00e7\u00f5es na conversa, as idas e voltas no mesmo tema&#8230; H\u00e1 quem n\u00e3o goste ainda dos podcasts estruturados como um programa de r\u00e1dio comum: abertura, divis\u00e3o em blocos, se\u00e7\u00f5es, leitura de e-mails, despedidas&#8230; Claro que isso provoca impacto no tempo, mas d\u00e1 para &#8220;enxugar&#8221; tudo que parece dispens\u00e1vel.<\/p>\n<p><i><u>Como vai ser no LoveLive:<\/u><\/i> Eu confio na intelig\u00eancia da Luciana, o que garante boas conversas na maioria das vezes. Al\u00e9m disso, para minimizar as palavras sup\u00e9rfluas, fixamos um limite de tempo: 20 minutos. &#8220;Ah, mas dependendo do papo, a conversa vai longe&#8230;&#8221;. Claro que passa. Mas no LoveLive, a gest\u00e3o do tempo ser\u00e1 taleb\u00e3: passou de 20 minutos, cortamos papo ou gravamos novamente. &#8220;Mas voc\u00eas come\u00e7aram um assunto e n\u00e3o conclu\u00edram!&#8221;. Melhor assim: isso garante o programa da semana seguinte!<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> <b>Focar, focar, focar e focar<\/b> &#8211; Esque\u00e7am os textos desse blog como par\u00e2metro e pense: ao bolar um podcast, o que voc\u00ea tem a dizer, e por que \u00e9 t\u00e3o importante baixar um arquivo de alguns MB para conferir? Sabendo disso, ser\u00e1 poss\u00edvel responder outra pergunta, um pouco mais dif\u00edcil: qual o perfil de quem vai ouvi-lo, quem voc\u00ea quer atingir?<\/p>\n<p>Independente da resposta, s\u00f3 existe uma sa\u00edda: seja objetivo. Ali\u00e1s, a promessa dos podcasts \u00e9 semelhante a dos bons projetos de conte\u00fado online: satisfa\u00e7\u00e3o de comunidades e nichos espec\u00edficos. Enfim, ainda que voc\u00ea tenha delimitado seu leque de assuntos, cuidado ao conduzir o tema em suas grava\u00e7\u00f5es: \u00e9 muito f\u00e1cil ignorar o foco.<\/p>\n<p><i><u>Como vai ser no LoveLive:<\/u><\/i> O tema \u00e9 praticamente o mesmo:  relacionamentos. Talvez eu queira meter o bedelho em futebol e jornalismo, assim como a Luciana vai querer falar em filmes antigos e literatura. Mas deve haver alguma conex\u00e3o com a boa e velha &#8220;discuss\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o&#8221;, especialmente a dos outros. Para contribuir com o foco, lembro da gest\u00e3o de tempo taleb\u00e3: em 20 minutos, tudo tem que acabar.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, as palavras da Luciana definem bem o teor do LoveLive: &#8220;n\u00e3o pretendemos ser gurus de relacionamento, nada disso. Somos apenas duas pessoas que preferem o caminho da conversa ao sil\u00eancio. E sim, eu sei que o sil\u00eancio \u00e9 de ouro, mas \u00e0s vezes ele pode ser de vidro tamb\u00e9m, e cortar \u2013 ferir, magoar, nublar, fazer chorar&#8230;&#8221;. Perfeito.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> <b>Despertar vontade de ouvir o pr\u00f3ximo<\/b> &#8211; Ent\u00e3o voc\u00ea teve uma id\u00e9ia genial, convidou as pessoas certas, executou, plastificou, distribuiu e garantiu continuidade. Parab\u00e9ns! Agora s\u00f3 resta saber se tanto trabalho vai agradar. E este \u00e9 o mais dif\u00edcil (e incontrol\u00e1vel) dos desafios. At\u00e9 porque, quando um sujeito baixa o MP3 e ouve no carro, no metr\u00f4 ou longe de uma conex\u00e3o \u00e0 web, praticamente n\u00e3o h\u00e1 feedback.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 elemento que diferencia a multid\u00e3o dos melhores. O topo do ranking. A nata. A cobertura do bolo. O tempero que faz a comida de casa ficar melhor que a do restaurante. Porque sua m\u00e3e sabe como preparar a sua comida, mas ao mesmo tempo consegue surpreender com alguma coisa diferente na mesa. E n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil conseguir uma coisa dessas.<\/p>\n<p><i><u>Como vai ser no LoveLive:<\/u><\/i> Ah, n\u00e3o me pergunte. Mesmo se eu absorvesse algum conhecimento em \u00e1reas ligadas ao desenvolvimento da criatividade ou mesmo estudos pontuais de comportamentos de mercado, elementos que qualquer profissional de marketing utiliza para direcionar qualquer produto ao seu potencial consumidor&#8230; Ainda assim, corro o risco de errar.<\/p>\n<p>Mas enfim, se eu errar com o LoveLive, ao menos ter\u00e1 sido bem divertido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No come\u00e7o deste s\u00e9culo, um entusiasmado VJ norte-americano teve uma vis\u00e3o: por que n\u00e3o aproveitar o potencial da Internet para distribuir algum conte\u00fado em \u00e1udio? 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