{"id":154,"date":"2008-03-16T23:53:12","date_gmt":"2008-03-17T02:53:12","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/por-que-meu-apelido-e-marmota"},"modified":"2008-03-16T23:53:12","modified_gmt":"2008-03-17T02:53:12","slug":"por-que-meu-apelido-e-marmota","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/por-que-meu-apelido-e-marmota\/","title":{"rendered":"Por que meu apelido \u00e9 &#8220;Marmota&#8221;?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/alo.gif\" align=\"right\" \/>Esses dias respondi a um coment\u00e1rio da <a href=\"http:\/\/luzdeluma.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Luma<\/b><\/a> por e-mail. Em sua resposta, vi que ela \u00e9 das minhas: n\u00e3o mede palavras ao conversar com as pessoas, e acabou chutando o balde mesmo sendo simp\u00e1tica:<\/p>\n<p><tt>Andr\u00e9!!! Um nome t\u00e3o bonito com um apelido t\u00e3o... Marmota!!! \ud83d\ude42 Brincadeiras a parte, n\u00e3o sabia que se chamava Andr\u00e9 e quase apaguei a sua mensagem.<\/tt><\/p>\n<p>H\u00e1 muito mais tempo, recebi um e-mail de um tal <b>Edmilson<\/b>, que contou uma hist\u00f3ria, hmmmm, peculiar.<\/p>\n<p><tt>Quem inventou essa porra de ser marmota hein? Chamam-me de marmota porque certa vez fui chamado aten\u00e7\u00e3o por estar vestido feito um marmota e a\u00ed comentei com meus colegas do trampo. N\u00e3o \u00e9 que eles acolheram o apelido!!! Os filhos da puta de vez em quando  soltam um marmota pra l\u00e1 outra acol\u00e1. Acabei aceitando a sacanagem e ser um marmota \u00e9 algo at\u00e9 filos\u00f3fico.<\/tt><\/p>\n<p>Bem antes disso, a <b>Rossana Guessa<\/b> tamb\u00e9m escreveu, curiosa:<\/p>\n<p><tt>Apesar de ler todo seu perfil, observei que n\u00e3o ficou bem claro a origem do nome Marmota, ou simplesmente me decepcionei pelo fato de n\u00e3o ter lido que era uma parte do seu sobrenome, assim como o meu... N\u00f3s, da fam\u00edlia Mota, sempre nos designamos assim (Marmota) quando estamos em rituais \u00edntimos por assim dizer... \ud83d\ude42<\/tt><\/p>\n<p>Neste final de semana, veio uma nova mensagem, um pouco mais profunda, enviada pela <a href=\"http:\/\/prasemprepitchula.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Silvia Mantovani<\/b><\/a> bem parecido com o que devem pensar na Espanha &#8211; l\u00e1, &#8220;marmota&#8221; \u00e9 usado para quem dorme demais&#8230;<\/p>\n<p><tt>Eu n\u00e3o gosto do nome \"marmota\". Marmota me ocorre uma pessoa mole, lerda, acomodada, desleixada. Eu j\u00e1 deixei de ler muito blog por n\u00e3o gostar do nome. O seu, eu insisto por que eu gosto do que escreve... Por mim  mudaria o nome... Sei que \u00e9 invi\u00e1vel, voc\u00ea construiu uma marca... Mas ser\u00e1 que essa \"marca\" lhe favorece mesmo?<\/tt><\/p>\n<p>Talvez eu ainda n\u00e3o tenha deixado claro, mas s\u00f3 para lembrar: eu sou uma pessoa s\u00f3, mas no ambiente profissional, eu me apresento apenas com meu nome e sobrenome. Quando as rela\u00e7\u00f5es ultrapassam o lado profissional (\u00e9 o caso de todos voc\u00eas, visitantes ass\u00edduos do blog), n\u00e3o h\u00e1 problema algum em dizer que tenho um apelido h\u00e1 muitos anos. E isso merece uma recapitula\u00e7\u00e3o a respeito da origem desse nome, publicado originalmente em 11\/02\/2006.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>At\u00e9 mar\u00e7o de 1992, minha rotina era limitada. Sa\u00ed poucas vezes do meu bairro, por raz\u00f5es \u00f3bvias: para chegar a qualquer \u00e1rea civilizada, \u00e9 preciso atravessar uma longa jornada nos deliciosos \u00f4nibus paulistanos. A partir daquele instante, precisava atravessar a cidade diariamente: diariamente, \u00e0s sete da manh\u00e3, frequentava as aulas de eletrot\u00e9cnica da Escola T\u00e9cnica Federal (atual <a href=\"http:\/\/www.cefetsp.br\" target=\"_blank\"><b>Cefet<\/b><\/a>).<\/p>\n<p>Os quatro anos de Federal mudaram minha vida, e os meus amigos da \u00e9poca compartilham da mesma opini\u00e3o. Nos primeiros dias, evidente, a preocupa\u00e7\u00e3o era outra: nenhum aluno de curso t\u00e9cnico escapa de um apelido. Nenhum. Toda sala tinha um Piu\u00ed (baixinho), um Diou (&#8220;diou tromundo&#8221;), um Tocha (ruivo), um Chupeta (para o mais novo) um Alem\u00e3o, um Jab\u00e1, um Feliz, um Zulu, um Tatu, um Rato, um Sap\u00e3o, entre outros bichos. Os japoneses, maioria esmagadora, traziam o apelido no sobrenome: Osiro, Tazawa, Teruo, Nazima, Murata, Kato&#8230; Curiosamente, trata-se de um fen\u00f4meno masculino: as (poucas) mo\u00e7as recebiam tratamento carinhoso: Lu, R\u00ea, Pri, Di, D\u00e9ia&#8230;<\/p>\n<p>Logo no primeiro dia, nas tradicionais e enfadonhas apresenta\u00e7\u00f5es, constatou-se que eu era o cidad\u00e3o que morava mais longe. Para ajudar, ca\u00ed na besteira de dizer que morava &#8220;perto de um buraco&#8221; &#8211; e \u00e9 verdade: uma das escolas municipais da regi\u00e3o leva justamente essa alcunha. N\u00e3o demorou muito para que o nome Marmota pegasse. Como a onda de apelidos era inevit\u00e1vel, n\u00e3o dei bola e assumi o apelido espontaneamente.<\/p>\n<p>At\u00e9 porque, &#8220;Marmota&#8221; era infinitamente melhor que &#8220;Rosinha&#8221;, outro nominho carinhoso dos tempos do prim\u00e1rio &#8211; fez algum barulho nos anos 80, quando uma propaganda de bonecos da Turma da M\u00f4nica apresentou o casal Chico Bento e Rosinha. Marmota s\u00f3 rima com idiota &#8211; e c\u00e1 pra n\u00f3s, muitas vezes sou isso mesmo.<\/p>\n<p>Em 93, ano do plebscito, lancei minha candidatura para representante de turma com uma mudancinha na logomarca que promovia o parlamentarismo: de PAR, virou MAR (de Marmota. Sacaram? Hein? Hein?). Concorri com outros tr\u00eas nomes: Rossetti, Capach\u00e3o e Noemi. Perdi aquela elei\u00e7\u00e3o, mas o apelido grudava com ainda mais for\u00e7a.<\/p>\n<p>Fato comprovado em uma situa\u00e7\u00e3o inusitada: em um encontro casual com o pai de uma colega, ela resolveu apresent\u00e1-lo aos companheiros de sala. &#8220;Bom, pai, esse aqui \u00e9 o Ricardo, esse \u00e9 o Marcelo, esse \u00e9 o Fernando e&#8230; Hmmmm&#8230; Marmota, qual o seu nome mesmo, hein?&#8221;.<\/p>\n<p>Mesmo depois da Federal, \u00e9poca em que as BBS davam lugar \u00e0 populariza\u00e7\u00e3o da Internet comercial, foi como Marmota que me apresentei ao mundo virtual. E assim segue, sem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o em achar o substantivo idiota ou mergulhado em estere\u00f3tipos negativos. Acredito realmente que, nesse caso, \u00e9 a pessoa que faz o nome &#8211; ou o apelido, no caso.<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Engra\u00e7ado que, em nosso conv\u00edvio escolar, ter um apelido pode ser bom ou ruim, mas imaginei que fosse algo natural, que fizesse parte da vida. Recentemente, pais e educadores levantaram o problema do <a href=\"http:\/\/www.educacional.com.br\/reportagens\/bullying\/default.asp\" target=\"_blank\"><b>bullying<\/b><\/a>, termo em ingl\u00eas associado \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o, intimida\u00e7\u00e3o. \u00c9 quando o apelido deixa de ser inofensivo e vira agress\u00e3o verbal pesada, levando crian\u00e7as a s\u00e9rios problemas psicol\u00f3gicos que podem levar ao suic\u00eddio. Ser\u00e1 que \u00e9 tudo isso mesmo ou trata-se de mais um sinal dos tempos?<\/p>\n<p>E voc\u00ea, tinha (ou tem) algum apelido que ficou mais forte que seu pr\u00f3prio nome? Sentia raiva quando te chamavam de algo indesej\u00e1vel? Ou ainda: um apelido mal colocado \u00e9 capaz de acabar com uma imagem positiva?<\/p>\n<div align=\"center\">***<\/div>\n<p>Esse post inexpressivo e totalmente fora de contexto deve aumentar as buscas google pelo termo Marmota &#8211; ali\u00e1s, esta \u00e9 a primeira p\u00e1gina que o pobre usu\u00e1rio encontra ao digit\u00e1-la no buscador. Uma das minhas metas para 2006 \u00e9 bolar uma p\u00e1gina sobre marmotas (o animal mesmo), para n\u00e3o frustrar os pobres visitantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esses dias respondi a um coment\u00e1rio da Luma por e-mail. Em sua resposta, vi que ela \u00e9 das minhas: n\u00e3o mede palavras ao conversar com as pessoas, e acabou chutando o balde mesmo sendo simp\u00e1tica: Andr\u00e9!!! 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