{"id":1513,"date":"2009-06-18T15:11:41","date_gmt":"2009-06-18T18:11:41","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/por-uma-especializacao-de-dois-anos-em-jornalismo"},"modified":"2009-06-18T15:11:41","modified_gmt":"2009-06-18T18:11:41","slug":"por-uma-especializacao-de-dois-anos-em-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/por-uma-especializacao-de-dois-anos-em-jornalismo\/","title":{"rendered":"Por uma especializa\u00e7\u00e3o de dois anos em jornalismo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\" \/>H\u00e1 tempos registrei aqui meu ponto de vista sobre a <a href=\"http:\/\/dialetica.org\/marmota\/quer-um-assunto-mais-palpitante-que-monetizacao-diploma\" target=\"_blank\" title=\"Fazedor de espuma\"><b>celeuma do diploma de jornalismo<\/b><\/a>. Resumidamente: nunca vi problemas no fim da sua obrigatoriedade (<a href=\"http:\/\/www.comunique-se.com.br\/index.asp?p=Conteudo\/NewsShow.asp&amp;p2=idnot%3d52496%26Editoria%3d8%26Op2%3d1%26Op3%3d0%26pid%3d35269%26fnt%3dfntnl\" target=\"_blank\" title=\"N\u00e3o deixe de ver os coment\u00e1rios do Comunique-se\"><b>decidida nesta quarta-feira pelo STF<\/b><\/a>), por considerar que nem toda forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica resulta num bom profissional e vice-versa. Mais do que isso: esse antigo debate normalmente s\u00f3 consegue &#8220;fazer espuma&#8221; atrav\u00e9s de argumentos engra\u00e7ados &#8211; constata\u00e7\u00e3o evidente ao observarmos algumas <a href=\"http:\/\/search.twitter.com\/search?lang=all&amp;q=diploma+jornalismo\" target=\"_blank\" title=\"Veja logo antes que o tempo passe\"><b>rea\u00e7\u00f5es pavorosas no Twitter<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>Enfim, agora que a quest\u00e3o foi resolvida, qualquer debate mais acalorado vai parecer aquele sobre como era boa a sele\u00e7\u00e3o brasileira de 1982. De qualquer forma, estou com o <a href=\"http:\/\/webmanario.wordpress.com\/2009\/06\/18\/o-fim-do-diploma-e-o-comeco-de-outro-jornalismo\" target=\"_blank\" title=\"\u00c9 o come\u00e7o de outro jornalismo\"><b>Alec Duarte<\/b><\/a>: sempre valorizei a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica (antes mesmo de direcionar minha carreira para esse ramo), e quem consegue aproveitar a sala de aula de verdade torna-se um profissional diferenciado. Vou mais longe: paralelamente aos debates referentes \u00e0s <a href=\"http:\/\/monitorando.wordpress.com\/tag\/diretrizes-curriculares\" target=\"_blank\"><b>novas diretrizes curriculares<\/b><\/a>, v\u00e3o surgir outros modelos &#8211; como especializa\u00e7\u00f5es lato sensu direcionados a quem j\u00e1 possui gradua\u00e7\u00e3o em outra \u00e1rea.<\/p>\n<p>Pessoalmente, sempre vi com bons olhos essa possibilidade. Soube da exist\u00eancia dela h\u00e1 uns seis anos, quando um amigo (o <a href=\"http:\/\/lelebcn.com\" target=\"_blank\" title=\"T\u00e1 sumido, hein?\"><b>Leandro Rodrigues<\/b><\/a>) decidiu fazer uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea em Barcelona. O fato de ser o \u00fanico brazuca no curso n\u00e3o o assustou tanto quanto o conte\u00fado das primeiras aulas: &#8220;eram conceitos b\u00e1sicos, como fazer um lide, essas coisas&#8221;, contou certa vez. Not\u00edcia velha para ele, formado na C\u00e1sper, mas necessidade para os demais &#8211; fil\u00f3sofos, advogados, soci\u00f3logos, entre outros graduados. Tempos depois, revi o tema <a href=\"http:\/\/www.comunique-se.com.br\/index.asp?p=Conteudo\/NewsShow.asp&amp;p2=idnot%3D44713%26Editoria%3D237%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D215599%26fnt%3Dfntnl\" target=\"_blank\" title=\"Repensar? S\u00f3 se for agora\"><b>nesse artigo do Jos\u00e9 Nello Marques<\/b><\/a>, defendendo a substitui\u00e7\u00e3o da gradua\u00e7\u00e3o tradicional por uma especializa\u00e7\u00e3o do g\u00eanero.<\/p>\n<p>N\u00e3o acredito que um modelo v\u00e1 substituir o outro por decreto &#8211; apenas em fun\u00e7\u00e3o de uma potencial obsolesc\u00eancia do atual curso de jornalismo. De qualquer forma, quem se preocupa com a educa\u00e7\u00e3o em qualquer n\u00edvel deve encarar o fim da obriga\u00e7\u00e3o do diploma como uma oportunidade para fortalecer aquilo que realmente importa em qualquer profissional: bagagem cultural, capacidade de interpreta\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o, iniciativa e vis\u00e3o estrat\u00e9gica, bom senso&#8230; Essas coisas que tanto uma boa faculdade quanto a viv\u00eancia de mercado deveriam oferecer. <\/p>\n<p>Enfim, ao menos em duas coisinhas todos concordam. A primeira: al\u00e9m dessa discuss\u00e3o, acaba tamb\u00e9m aquela sobre <a href=\"http:\/\/dialetica.org\/marmota\/eiros-istas-existe-mesmo-alguma-diferenca\" target=\"_blank\" title=\"Como muitas outras entre eiros e istas\"><b>blogueiros versus jornalistas<\/b><\/a>, ainda mais esdr\u00faxula. A segunda: qualquer curso de jornalismo deveria obrigar seus alunos a atestarem, por uns tr\u00eas ou quatro anos, votos de humildade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 tempos registrei aqui meu ponto de vista sobre a celeuma do diploma de jornalismo. Resumidamente: nunca vi problemas no fim da sua obrigatoriedade (decidida nesta quarta-feira pelo STF), por considerar que nem toda forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica resulta num bom profissional e vice-versa. 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