{"id":1461,"date":"2009-04-04T01:41:23","date_gmt":"2009-04-04T04:41:23","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-textos-para-lembrar-dos-100-anos-do-inter"},"modified":"2009-04-04T01:41:23","modified_gmt":"2009-04-04T04:41:23","slug":"cinco-textos-para-lembrar-dos-100-anos-do-inter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/cinco-textos-para-lembrar-dos-100-anos-do-inter\/","title":{"rendered":"Cinco textos para lembrar dos 100 anos do Inter"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/top5.gif\" align=\"right\" \/>Neste s\u00e1bado, 4 de abril, meu time do cora\u00e7\u00e3o comemora 100 anos de funda\u00e7\u00e3o, compartilhando este feito hist\u00f3rico ao lado de outros grandes do Brasil. Tradi\u00e7\u00e3o que, no caso do Colorado, \u00e9 acompanhado por uma hist\u00f3ria de pluralidade e respeito, al\u00e9m de estrutura e planejamento respeit\u00e1veis (ainda mais para os nossos padr\u00f5es), culminando com praticamente todos os t\u00edtulos que um clube pode conquistar.<\/p>\n<p>Pensei em in\u00fameras formas de celebrar a data, a partir de id\u00e9ias e rabiscos. Todas, evidentemente, infrut\u00edferas. Restava-me uma op\u00e7\u00e3o: <a href=\"http:\/\/dialetica.org\/marmota\/e-calhau-que-legal-pega-no-meu-pe\/\" target=\"_blank\"><b>calhau<\/b><\/a>! Mas, entre os poucos relatos que fiz a respeito do <a href=\"http:\/\/www.internacional.com.br\/\" target=\"_blank\"><b>Sport Club Internacional<\/b><\/a>, qual eu republicaria?<\/p>\n<p>Pois bem. Ao inv\u00e9s de escolher apenas um, optei por relembrar cinco passagens coloradas registradas neste blog. Siga sua senda de vit\u00f3rias, Colorado das gl\u00f3rias.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/scinter040409.gif\" \/><\/div>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#5<\/font> <b><a href=\"http:\/\/dialetica.org\/marmota\/testemunha-do-inimaginavel\">Testemunha do inimagin\u00e1vel<\/a> (15\/12\/2003)<\/b> \u2013 Eu tinha certeza absoluta que aquele time, comandado por Muricy, apagaria o fiasco do ano anterior e se classificaria para a Libertadores do ano seguinte. Bastava uma vit\u00f3ria sobre o S\u00e3o Caetano, na \u00faltima rodada daquele que foi o primeiro Brasileir\u00e3o por pontos corridos. Levei os amigos ao Anacleto Campanella (entre eles <a href=\"http?\/\/bebediabo.zip.net\" target=\"_blank\"><b>Lello Lopes<\/b><\/a> para festejarmos juntos. Mas o Azul\u00e3o surpreendeu a torcida ga\u00facha, sapecando 5 a 0.<\/p>\n<p>Curiosamente, era Tite o comandante do S\u00e3o Caetano naquela partida. O mesmo que, hoje, \u00e9 o l\u00edder do Inter em seu centen\u00e1rio. E mais: entre uma e outra passagem por Porto Alegre (e antes de se consagrar no S\u00e3o Paulo), foi Muricy que comandou o S\u00e3o Caetano (que viria a conquistar o Paulist\u00e3o em cima do Paulista) naquela Libertadores. Se tivesse ido com o Inter, ele n\u00e3o seria eliminado pelo Boca, como aconteceu&#8230;<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#4<\/font> <b><a href=\"http:\/\/dialetica.org\/marmota\/torcendo-com-o-inimigo\">Torcendo com o inimigo<\/a> (05\/08\/2003)<\/b> \u2013 Nunca fui em tantos jogos do meu time quanto naquele ano de 2003: foram quatro. Perdemos em duas, mas ganhamos outras duas. Nessa ocasi\u00e3o curios\u00edssima, fui ao Morumbi a convite do meu amigo Ricardo Oshiro, s\u00e3o-paulino. Mas com uma condi\u00e7\u00e3o: acompanhar o jogo na torcida Tricolor. N\u00e3o pude vibrar como gostaria, mas sentir o baixo-astral dos torcedores ao ver o Colorado fazer 2 a 0 foi bem divertido!<\/p>\n<p>N\u00e3o foi a primeira vez que me infiltrei na arquibancada alheia. Em 2002, acompanhei Lello e Narazaki numa partida envolvendo o Corinthians de Parreira, que seria vice-campe\u00e3o diante do Santos de Diego e Robinho, e o Inter do inesquec\u00edvel trio Claiton, Cleiton Xavier e Cleit\u00e3o. Fabiano, genro do Luxa, fez os dois gols do Inter. Mas Guilherme tamb\u00e9m fez dois, e Deivid, um. Tive que ouvir meus amigos gritarem &#8220;ga\u00facho viado&#8221; ao lado da Fiel. Obviamente, decidi n\u00e3o dedicar um post a essa lembran\u00e7a&#8230;<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#3<\/font> <b><a href=\"http:\/\/dialetica.org\/marmota\/titulo-mundial-em-boas-maos\">Mundial em boas m\u00e3os<\/a> (15\/12\/2006)<\/b> \u2013 Os mais chegados certamente preferem lembrar que eu titubeei como nunca, considerando a hip\u00f3tese de viajar ao Jap\u00e3o e acompanhar o Inter naquela que viria a ser sua maior conquista. Acabei assistindo ao duelo contra o Bar\u00e7a no sof\u00e1 de casa, onde permaneci sentado longos minutos ap\u00f3s o gol de Gabiru. Estava t\u00e3o inebriado que n\u00e3o consegui vibrar. Nem o Narazaki acreditou quando me ligou, ap\u00f3s a partida, e n\u00e3o viu altera\u00e7\u00f5es no meu tom de voz&#8230;<\/p>\n<p>Um dia antes, registrei no blog meu \u00fanico texto referente ao jogo-s\u00edmbolo do centen\u00e1rio. Numa vis\u00e3o superficial, poderia ser interpretado como um &#8220;podemos ganhar, mas se perdermos, tudo bem&#8221;. Pelo simples fato de me declarar f\u00e3 do azul-gren\u00e1 da Catalunha. Enfim, j\u00e1 sabemos o final dessa hist\u00f3ria: independente das cores, levantar a ta\u00e7a e dizer &#8220;chupa Ronaldinho&#8221; n\u00e3o tem pre\u00e7o nem adjetivos.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#2<\/font> <b><a href=\"http:\/\/dialetica.org\/marmota\/nao-nao-estive-no-beira-rio\">N\u00e3o estive no Beira-Rio<\/a> (17\/08\/2006)<\/b> \u2013 Sim, podem me chamar de colorado idiota ou caxias. Mas mesmo trabalhando na imprensa esportiva, decidi viajar &#8220;\u00e0 paisana&#8221; para Porto Alegre naquela semana decisiva de Libertadores. Claro que, como qualquer mortal sem regalias ou privil\u00e9gios, n\u00e3o consegui ingresso para acompanhar aquele Inter x S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Mas tudo bem. Acabei ao lado de outros colorados na mesma situa\u00e7\u00e3o que eu, no Cavanhas, em plena Cidade Baixa. Dali acompanhamos aquele 2 a 2 tenso, onde o Clemer quase entregou a ta\u00e7a nos minutos finais. Mas&#8230; Ufa! A Lima e Silva, como de costume, reuniu os primeiros gritos de &#8220;campe\u00e3o&#8221; naquela feliz madrugada de quarta para quinta.<\/p>\n<p><font size=\"4\" color=\"#CC0000\">#1<\/font> <b><a href=\"http:\/\/dialetica.org\/marmota\/correm-os-anos-surge-o-amanha-radioso-de-luz\">Sobre como virei Colorado<\/a> (20\/11\/2005)<\/b> \u2013 N\u00e3o havia melhor pretexto para contar aos seis ou sete visitantes ass\u00edduos do MMM a hist\u00f3ria da minha primeira camisa vermelha, antes mesmo de nascer. Foi em 1976, ainda na barriga da minha m\u00e3e, quando mesmo sem ver absolutamente nada, senti que valeria a pena torcer para o Inter. L\u00f3gico que, em fun\u00e7\u00e3o do advers\u00e1rio naquela final de Brasileiro e dos apuros que meu pai passou ao comemorar, tamb\u00e9m sabia para quem n\u00e3o torcer&#8230;<\/p>\n<p>Lembrei dessa hist\u00f3ria exatamente na tarde em que o virtual campe\u00e3o brasileiro daquele ano enfrentou exatamente o Corinthians de Carlitos Tevez. Gra\u00e7as a M\u00e1rcio Resende de Freitas, perdemos Tinga expulso, a chance de cobrar um p\u00eanalti e a partida, por 1 a 0. Mas acabou sendo uma bela oportunidade para dizer, ap\u00f3s de um desempenho fabuloso, &#8220;obrigado, Inter!&#8221;.<\/p>\n<p>Agradecer, j\u00e1 agradeci demais. Hoje \u00e9 dia de cantar parab\u00e9ns. E amanh\u00e3, como vem sendo praxe, apagar as velinhas em mais um baile diante daquele outro time da cidade. Aquele que, logo depois do centen\u00e1rio, disputou a S\u00e9rie B, lembra?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste s\u00e1bado, 4 de abril, meu time do cora\u00e7\u00e3o comemora 100 anos de funda\u00e7\u00e3o, compartilhando este feito hist\u00f3rico ao lado de outros grandes do Brasil. 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