{"id":1441,"date":"2009-03-22T19:30:56","date_gmt":"2009-03-22T22:30:56","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/twitter-e-o-misterioso-suicida-do-anhangabau"},"modified":"2009-03-22T19:30:56","modified_gmt":"2009-03-22T22:30:56","slug":"twitter-e-o-misterioso-suicida-do-anhangabau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/twitter-e-o-misterioso-suicida-do-anhangabau\/","title":{"rendered":"Twitter e o misterioso suicida do Anhangaba\u00fa"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/misterio.gif\" align=\"right\" \/>Sem ter o que fazer no tr\u00e2nsito na noite da \u00faltima quinta 19, elucubrava mentalmente sobre a &#8220;twittermania&#8221; das \u00faltimas semanas. Incr\u00edvel como nunca se falou tanto sobre a ferramenta: mat\u00e9ria de capa em revista semanal, pol\u00eamica envolvendo <a href=\"http:\/\/dialetica.org\/malditaculturapop\/2009\/03\/19\/maldito-twitter-de-aluguel\" target=\"_blank\"><b>apresentador vendendo espa\u00e7o publicit\u00e1rio<\/b><\/a>, populariza\u00e7\u00e3o do microblogging e sua potencial <a href=\"http:\/\/www.butucaligada.com.br\/2009\/03\/15\/e-se-o-twitter-ficar-popular-o-que-e-que-tem\" target=\"_blank\"><b>transforma\u00e7\u00e3o em um &#8220;orkut&#8221;<\/b><\/a>&#8230;  Instintivamente, comemorava o fato de ter percorrido o trajeto Rua Funchal &#8211; Pra\u00e7a da Bandeira em tempo recorde, ao contr\u00e1rio das quatro horas da ter\u00e7a 17 (que ocupou a vaga da sexta 13 no posto de dia agourento).<\/p>\n<p>Tudo caminhava normalmente, at\u00e9 que o tr\u00e2nsito parou ainda na 9 de Julho, pouco antes do t\u00fanel do Anhangaba\u00fa. &#8220;Tava indo t\u00e3o bem&#8230;&#8221;, pensei.<\/p>\n<p>Seria um acidente? Excesso de ve\u00edculos? No r\u00e1dio, apenas a informa\u00e7\u00e3o trivial: n\u00e3o-sei-o-qu\u00ea-lentid\u00e3o, n\u00e3o-sei-o-qu\u00ea-tantos-quil\u00f4metros, aquela coisa de sempre. Em minha dire\u00e7\u00e3o, uma funcion\u00e1ria da CET andava rapidamente, conversando em seu walkie-talk. &#8220;N\u00e3o-sei-o-qu\u00ea-interditar-logo, n\u00e3o-sei-o-qu\u00ea-cones-na-pista&#8221;&#8230; Minha nossa!<\/p>\n<p>Alguns metros adiante, observo melhor a movimenta\u00e7\u00e3o. Muita gente no Vale do Anhangabau e no Viaduto do Ch\u00e1. T\u00fanel parcialmente fechado no sentido Tiradentes. Sons de sirene, indicando presen\u00e7a de ambul\u00e2ncias e viaturas de resgate. Nenhuma emissora ligada no tr\u00e2nsito informava o que diabos acontecia. Peguei o celular e, entre as m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es que dispunha, optei pela c\u00e2mera.<\/p>\n<div align=\"center\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/marmota\/3369327732\/\" title=\"Tr\u00e2nsito misterioso, no Flickr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/farm4.static.flickr.com\/3445\/3369327732_b81d2bcab7.jpg\" width=\"400\" height=\"300\" alt=\"Tr\u00e2nsito misterioso\" border=\"0\" \/><\/a><br \/><i>Foto vagabunda diante do Anhangaba\u00fa, quinta-feira 19, sete e quarenta e pouco.<\/i><\/div>\n<p>Se tivesse mais tempo, o passo seguinte seria abrir o Twibble e postar algo como &#8220;o que acontece no Anhangaba\u00fa?&#8221;. Felizmente, minha faixa destravou e pude seguir viagem. E nada de informa\u00e7\u00f5es sobre a interdi\u00e7\u00e3o no r\u00e1dio&#8230;<\/p>\n<p>Assim que parei o carro, <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/marmota\/3369327732\" target=\"_blank\"><b>subi a foto para o Flickr<\/b><\/a>. Mas na correria, ignorei o Twitter &#8211; a noite passou, o timing idem, as atividades tomaram conta e o assunto esfriou.<\/p>\n<p>Com calma, neste fim de semana, fiz uma busca despretensiosa por qualquer coisa relacionada a Anhangaba\u00fa na noite de quinta. Encontrei um \u00fanico twitt, bastante suspeito, do @leonardocaineli:<\/p>\n<div align=\"center\"><a href=\"http:\/\/twitter.com\/leonardocaineli\/statuses\/1357491807\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/suicida220309.jpg\" border=\"0\" \/><\/a><\/div>\n<p>Certamente ele tamb\u00e9m estava ali, no mesmo lugar que eu, indignado com o tr\u00e2nsito paulistano. Curiosamente, al\u00e9m de n\u00f3s dois, outros populares com potencial observador poderiam usufruir da mobilidade e da facilidade em atualizar o Twitter. Mas como \u00e9 poss\u00edvel n\u00e3o haver nenhum registro sobre a tal movimenta\u00e7\u00e3o no Anhangaba\u00fa? E se algu\u00e9m realmente pulou dali, sobreviveu e ficou por isso mesmo? Ou seja l\u00e1 o motivo, por que ningu\u00e9m se manifestou?<\/p>\n<p>Hoje temos uma profus\u00e3o de canais para compartilharmos informa\u00e7\u00f5es, mas enquanto seus amigos conectados se esfor\u00e7am para aparecer ediante id\u00e9ias e conex\u00f5es, as dezenas de pessoas que estavam no Anhangaba\u00fa na quinta, atentos \u00e0 muvuca, perderam uma grande chance de habilitar o GPRS e entender na pr\u00e1tica &#8220;qual a import\u00e2ncia desse neg\u00f3cio que todo mundo comenta, mas que at\u00e9 agora n\u00e3o vi nada demais&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o custa lembrar que s\u00e3o as pessoas, e n\u00e3o a ferramenta, que a tornam atraente e \u00fatil. De repente, al\u00e9m de especular a &#8220;orkutiza\u00e7\u00e3o&#8221; do Twitter ou reclamar do apresentador que vendeu espa\u00e7o, a exposi\u00e7\u00e3o das redes sociais na m\u00eddia faz com que mais pessoas compartilhem seus pontos de vista, questionem opini\u00f5es alheias, alimentar uma &#8211; ainda distante &#8211; cultura de colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E se houve ou n\u00e3o um suicida no Anhangaba\u00fa semana passada, vai continuar sendo um mist\u00e9rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem ter o que fazer no tr\u00e2nsito na noite da \u00faltima quinta 19, elucubrava mentalmente sobre a &#8220;twittermania&#8221; das \u00faltimas semanas. 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