{"id":1429,"date":"2009-03-17T11:50:15","date_gmt":"2009-03-17T14:50:15","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/revista-wave-e-meu-trauma-com-networking"},"modified":"2009-03-17T11:50:15","modified_gmt":"2009-03-17T14:50:15","slug":"revista-wave-e-meu-trauma-com-networking","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/revista-wave-e-meu-trauma-com-networking\/","title":{"rendered":"Revista Wave e meu trauma com networking"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/pedra.gif\" align=\"right\" \/>Houve um tempo em que cabe\u00e7as pensantes interconectadas via rede marcavam encontros presenciais simplesmente por conta da trivial necessidade de apertar m\u00e3os, olhar nos olhos, sorrir, conversar&#8230; Essas coisas que sempre motivaram minhas escapadas desde os tempos de BBS. De repente, fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o de que algo mudou nas rela\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>Faz tempo que n\u00e3o vou a um encontro desses, e \u00e9 uma pena sentir que falta vontade de ir (talvez eu me entusiasme a participar do Barcamp Bauru, id\u00e9ia do <a href=\"http:\/\/www.paulomilreu.com.br\" target=\"_blank\"><b>Paulo Milreu<\/b><\/a>). Nas \u00faltimas participa\u00e7\u00f5es, voltei exausto e decepcionado, &#8220;impregnado de networking&#8221;. Claro que \u00e9 sempre bom rever velhos conhecidos, mas alguns cumprimentma voc\u00ea dizendo &#8220;muito prazer&#8221;, enquanto eu respondo &#8220;como assim, se nos vimos esses dias e passamos a noite trocando id\u00e9ias?&#8221;. Outros encaram, tentando lembrar &#8220;de onde eu conhe\u00e7o aquele sujeito&#8221;&#8230; Para aproveitar o tempo, preferem se aproximar das pessoas mais populares. Afinal, quem sabe assim consigam algo relevante em troca?<\/p>\n<p>N\u00e3o sou contra a mar\u00e9 do mercado corporativo, entendo at\u00e9 a necessidade de quem navega por ela. Admito que pode ser uma impress\u00e3o equivocada, mas \u00e9 a minha vis\u00e3o. E \u00e9 gente demais acreditando que \u00e9 realmente muito legal ser destaque na m\u00eddia social, cavar parcerias, faturar uns trocados&#8230; Pode parecer exagero, mas confesso que essa vis\u00e3o me deixou com o que pode se revelar um mal dos tempos modernos: &#8220;trauma de networking&#8221;.<\/p>\n<p>Identifiquei os sintomas pouco tempo depois de um gentil convite feito pelo Vitor Gomes, editor da nov\u00edssima <a href=\"http:\/\/www.wavemag.com.br\" target=\"_blank\"><b>Revista Wave<\/b><\/a>. O objetivo deles \u00e9 atingir os jovens universit\u00e1rios identificando suas diferen\u00e7as (e aproximando-as, claro) atrav\u00e9s de uma revista de alto padr\u00e3o, distribu\u00edda gratuitamente em algumas faculdades de S\u00e3o Paulo. Para a primeira edi\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ada em fevereiro, o Vitor convidou alguns artistas da palavra, como a <a href=\"http:\/\/ideiasnajanela.blogspot.com\" target=\"blank\"><b>Kandy<\/b><\/a> e o <a href=\"http:\/\/www.interney.net\/blogs\/gravataimerengue\"><b>Gravata<\/b><\/a>.<\/p>\n<p>Sabe-se l\u00e1 o que o Vitor tomou antes de escrever, mas o fato \u00e9 que ele tamb\u00e9m convidou a mim. Fiquei lisonjeado, mas no fim das contas tive problemas com o prazo, com o tema, com o limite de caracteres&#8230; Detalhes que me complicam em todas as outras nuances da vida. J\u00e1 nos acr\u00e9scimos, enviei minha participa\u00e7ao, al\u00e9m de um pedido de sinceras desculpas &#8211; com a certeza de que o pessoal da revista j\u00e1 teria motivos para me ignorar para todo sempre.<\/p>\n<p>Pois mesmo deixando o Vitor de cabelo em p\u00e9, veio um novo convite gentil: o do lan\u00e7amento da revista, em dez de fevereiro. Era num fim de tarde de ter\u00e7a-feira, num bar bacana da (nem t\u00e3o bacana) Vila Ol\u00edmpia, a poucos metros de onde trabalho.  N\u00e3o havia raz\u00e3o alguma para faltar a esta celebra\u00e7\u00e3o, e realmente estive l\u00e1!<\/p>\n<p>Quer dizer, optei por assistir aos minutos finais de Brasil x It\u00e1lia numa padaria dos arredores. E at\u00e9 chegar ao local do fester\u00ea, os sintomas do trauma chegaram. &#8220;O que eu vou ficar fazendo l\u00e1? N\u00e3o conhe\u00e7o quase ningu\u00e9m, v\u00e3o achar que estou ali por algum interesse, algu\u00e9m vai me chamar de famos\u00e3o da Internet&#8230;&#8221;. Nesse clima, fiz uma criancice: entrei no bar semi-vazio, mal observei as dez pessoas que estavam por ali, peguei uma edi\u00e7\u00e3o da revista e, sem pedir sequer uma \u00e1gua, fui embora.<\/p>\n<p>Talvez tivesse sido diferente se perguntasse pelo Vitor, cumprimentasse-o pessoalmente, agradecendo e elogiando o trabalho, querendo saber mais sobre as liberdades juvenis na Dinamarca ou sobre como acompanhar o pr\u00f3ximo papo de boteco (<a href=\"http:\/\/www.wavemag.com.br\/download.php\" target=\"_blank\"><b>baixe a primeira edi\u00e7\u00e3o aqui<\/b><\/a> para saber), entre outras coisas enriquecedoras.<\/p>\n<p>Maldito networking. Preciso de tratamento. Ou, de repente, simplesmente sair com as pessoas certas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve um tempo em que cabe\u00e7as pensantes interconectadas via rede marcavam encontros presenciais simplesmente por conta da trivial necessidade de apertar m\u00e3os, olhar nos olhos, sorrir, conversar&#8230; Essas coisas que sempre motivaram minhas escapadas desde os tempos de BBS. De repente, fiquei com a sensa\u00e7\u00e3o de que algo mudou nas rela\u00e7\u00f5es humanas. 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