{"id":1367,"date":"2006-10-04T22:14:53","date_gmt":"2006-10-05T01:14:53","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/alex-castro-e-onde-perdemos-tudo"},"modified":"2006-10-04T22:14:53","modified_gmt":"2006-10-05T01:14:53","slug":"alex-castro-e-onde-perdemos-tudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/alex-castro-e-onde-perdemos-tudo\/","title":{"rendered":"Alex Castro e Onde Perdemos Tudo"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/plantao.jpg\" align=\"right\">A maioria das pessoas que come\u00e7am um blog carregam motiva\u00e7\u00f5es despretensiosas, n\u00e3o mant\u00e9m um foco tem\u00e1tico, nem estabelecem objetivos. \u00c9 um passatempo, uma experi\u00eancia, enfim. N\u00e3o podemos dizer o mesmo do <a href=\"http:\/\/liberallibertariolibertino.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Liberal Libert\u00e1rio Libertino<\/b><\/a>, o blog do Alex Castro, que evidentemente, voc\u00ea j\u00e1 conhece.<\/p>\n<p>O LLL \u00e9 um reflexo do estilo de vida peculiar do Alex, atualizado muitas vezes ao dia. O impacto provocado por suas palavras, desde suas an\u00e1lises sobre as muitas pris\u00f5es que nos impedem de crescer at\u00e9 as mais curiosas historinhas do cotidiano (sem falar nas <a href=\"http:\/\/flickr.com\/photos\/cruzalmeida\/sets\/67013\" target=\"_blank\"><b>fotos da sua amiga Cinthia<\/b><\/a>), transformou seu blog em um dos mais populares do Brasil. N\u00e3o importa se voc\u00ea concorda ou n\u00e3o com as id\u00e9ias do Alex (apesar dele adorar os cr\u00edticos, especialmente aqueles sem argumentos t\u00e3o bons quanto os dele), o importante \u00e9 ser cativado, de alguma forma, e se transformar em um leitor fiel.<\/p>\n<p>\u00c9 tudo que qualquer escritor deseja na vida, e o Alex consegue. Genial. Al\u00e9m das pris\u00f5es, ele distribuiu durante um bom tempo um romance curto, \u201cMulher de Um Homem S\u00f3\u201d, sobre a hist\u00f3ria da esposa, do marido e da melhor amiga do marido. Lembro de ter feito o download, mas como tudo na minha vida, deixei para ler quando tivesse mais tempo. E apesar da curiosidade, ainda n\u00e3o li.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns dias, o Alex me escreveu, anunciando sua mais nova empreitada: Onde Perdemos Tudo, um e-book de contos, lan\u00e7ado para venda. Faz todo sentido: se em tr\u00eas anos de blog, a quantidade de leitores fieis s\u00f3 aumenta, inclusive aqueles vindos do Google, que costumam apenas dar uma passadinha de olhos mas acabam se perdendo em seus textos&#8230; Por que n\u00e3o apresentar um produto novo e criativo a tantos consumidores em potencial?<\/p>\n<p>O Alex pediu que eu ajudasse na divulga\u00e7\u00e3o. Disse que o faria com prazer, mas antes teria que comprar um exemplar. N\u00e3o demorou muito para que o arquivo pdf chegasse ao meu e-mail. Ou seja, mesmo se quisesse, n\u00e3o tinha mais desculpa.<\/p>\n<p>Pessoalmente, n\u00e3o lembro mais quantos arquivos pdf eu j\u00e1 baixei na vida. Tenho todos guardados em pastas desconexas, mas sempre tive dificuldades para manuse\u00e1-los. Com um e-book, a coisa \u00e9 pior: n\u00e3o \u00e9 mole devorar muitas p\u00e1ginas diante do computador. E imprimir as 120 paginas de Onde Perdemos Tudo, a princ\u00edpio, n\u00e3o me parecia uma boa id\u00e9ia.<\/p>\n<p>Assim, cometi um pequeno delito com a obra do Alex, abrindo m\u00e3o do belo projeto gr\u00e1fico, bolado pelo Ricardo Couto: selecionei todo o texto, copiei, colei no word, formatei a p\u00e1gina na horizontal com duas colunas e troquei a fonte para tamanho oito. Imprimi frente e verso e grampeei as 11 folhas de sulfite (onze!) como se fossem aquelas famigeradas c\u00f3pias de cap\u00edtulos de livros para um trabalho de faculdade. Agora sim poderia ler um e-book sem precisar sair da cama. E foi tranquilo: em menos de duas horas, j\u00e1 tinha devorado as cinco hist\u00f3rias deliciosas.<\/p>\n<p><b>Agora sim, o que perdemos<\/b><\/a> &#8211; N\u00e3o \u00e9 todo dia que a gente percebe o quanto nossas reclama\u00e7\u00f5es corriqueiras s\u00e3o insignificantes. Talvez nessa semana at\u00edpica, diante de um <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/especial\/2006\/voo1907\" target=\"_blank\"><b>acidente a\u00e9reo de grandes propor\u00e7\u00f5es<\/b><\/a>, as pessoas tenham lembrado disso. Perdas tr\u00e1gicas mexem com qualquer um, mesmo diante da perda marido que fugira dois meses antes, como em &#8220;Quando Morrem os P\u00eassegos&#8221;. Ou durante um misterioso telefonema, em &#8220;A Porta&#8221;.<\/p>\n<p>Nem toda perda, no entanto, provoca impacto imediato. As vezes a gente leva tempo para se dar conta que aquela sensa\u00e7\u00e3o m\u00e1gica, provocada pela presen\u00e7a de outra pessoa, n\u00e3o existe mais. Convenhamos: \u00e9 normal mudarmos nossas prioridades, deixando antigas hist\u00f3rias para tr\u00e1s. E nem mesmo os ares do centro de Buenos Aires, por exemplo, s\u00e3o capazes de dar vida a mem\u00f3rias passadas. &#8220;A Morte do Meu Cachorro&#8221; traz essa situa\u00e7\u00e3o bem comum: &#8220;cachorros vivem pouco e morrem todos os dias&#8221;.<\/p>\n<p>Pode parecer bobo da minha parte, mas o mais genial de &#8220;Onde Perdemos Tudo&#8221; s\u00e3o as refer\u00eancias ao t\u00edtulo do livro, que aparece tanto no conto de mesmo nome &#8211; uma descri\u00e7\u00e3o angustiante de um daqueles p\u00e9ssimos reencontros com um grande amor do passado &#8211; quanto no misterioso &#8220;A Falta que nos Fazem os Figos&#8221;. Que, ali\u00e1s, tamb\u00e9m faz refer\u00eancia ao autor fict\u00edcio J\u00e1come Gol, autor da colet\u00e2nea &#8220;Quando Morrem os P\u00eassegos&#8221; e personagem central do \u00faltimo e surpreendente conto.<\/p>\n<p>Se tudo que voc\u00ea esperava era algu\u00e9m falar bem do livro para baix\u00e1-lo, <a href=\"http:\/\/www.sobresites.com\/alexcastro\/onde.htm\" target=\"_blank\"><b>a hora \u00e9 agora<\/b><\/a>.<\/p>\n<p><b>Formas de pagamento<\/b><\/a> &#8211; Segundo o primeiro <a href=\"http:\/\/liberallibertariolibertino.blogspot.com\/2006\/10\/onde-perdemos-tudo-repercusso-e-balano.html\"><b>balan\u00e7o<\/b><\/a> sobre as vendas do livro, o Alex faturou trinta doletas em uma semana. Diante da quantidade de poss\u00edveis leitores, a conclus\u00e3o \u00e9 simples: n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil convencer internauta nenhum a desembolsar alguma grana, especialmente quando isso d\u00e1 trabalho.<\/p>\n<p>A forma mais &#8220;brasileira&#8221; de se comprar &#8220;Onde Perdemos Tudo&#8221; \u00e9 via dep\u00f3sito banc\u00e1rio: sete merr\u00e9is na conta do autor. Op\u00e7\u00e3o bacana, mas s\u00f3 para quem tem conta no Unibanco. Correntistas de outras ag\u00eancias precisam ir ao banco mesmo, ou fazer um DOC, praticamente dobrando o valor da compra.<\/p>\n<p>A prefer\u00eancia, evidente, \u00e9 pelo site da Amazon, ao custo de tr\u00eas doletas. Certamente a mais f\u00e1cil entre as op\u00e7\u00f5es, mas apesar da tend\u00eancia positiva a favor do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, nem todo mundo conta com um cart\u00e3o de cr\u00e9dito internacional.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, um dos grandes desafios de qualquer vendedor de produtos ou servi\u00e7os via web \u00e9 oferecer ao seu cliente os mais simples e eficazes meios de pagamento. Entre tantos especialistas no ramo, vale uma visita ao blog do <a href=\"http:\/\/fe.eti.br\/category\/meios-de-pagamentos\/\" target=\"_blank\"><b>Fernando Gonzaga<\/b><\/a> para saber mais sobre o tema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria das pessoas que come\u00e7am um blog carregam motiva\u00e7\u00f5es despretensiosas, n\u00e3o mant\u00e9m um foco tem\u00e1tico, nem estabelecem objetivos. \u00c9 um passatempo, uma experi\u00eancia, enfim. N\u00e3o podemos dizer o mesmo do Liberal Libert\u00e1rio Libertino, o blog do Alex Castro, que evidentemente, voc\u00ea j\u00e1 conhece. 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