{"id":1327,"date":"2004-05-14T16:43:59","date_gmt":"2004-05-14T19:43:59","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/igual-a-sydney-doze-medalhas"},"modified":"2004-05-14T16:43:59","modified_gmt":"2004-05-14T19:43:59","slug":"igual-a-sydney-doze-medalhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/igual-a-sydney-doze-medalhas\/","title":{"rendered":"Igual a Sydney: doze medalhas"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/olimpico.gif\" align=\"right\">Estou longe de ser um profeta ou especialista em todos os esportes. Mas se tivesse que apostar no desempenho brasileiro nas Olimp\u00edadas de Atenas, cravaria o n\u00famero 12. Um valor nada cient\u00edfico: \u00e9 o mesmo n\u00famero de medalhas que trouxemos de Sydney. Desta vez temos, chutando alto, uns vinte atletas capazes de levar alguma &#8211; espero queimar minha l\u00edngua, mas sinto que a supera\u00e7\u00e3o de alguns deles n\u00e3o ser\u00e1 suficiente.<\/p>\n<p>E vou al\u00e9m:  entre todos os nomes de nossa delega\u00e7\u00e3o, apostaria minhas fichas apenas em Daiane dos Santos, Robert Scheidt e na dupla Ricardo e Emanuel. Em tese, sa\u00edmos do Brasil com essas tr\u00eas medalhas de ouro praticamente garantidas &#8211; na pr\u00e1tica, se vier apenas uma, j\u00e1 est\u00e1 muito bom.<\/p>\n<p>A seguir, uma pequena an\u00e1lise superficial esporte por esporte, que serviu para embasar o palpite acima. Assim que puder, vou repass\u00e1-la para o especialista Narazaki, que far\u00e1 as devidas corre\u00e7\u00f5es antes de sair por a\u00ed apostando em bol\u00f5es ol\u00edmpicos.<\/p>\n<p><b>Atletismo<\/b> &#8211; Ao lado da vela e do jud\u00f4, \u00e9 o esporte que mais rendeu medalhas ao Brasil. Em 2004, por\u00e9m, nem se a Maurren Maggi desistisse de usar pomadas ou de ter filhos, o Brasil tem chances de faturar alguma. O triplista Jadel Greg\u00f3rio e o time do revezamento 4 x 100 podem surpreender &#8211; e s\u00f3 uma surpresa levaria um deles ao p\u00f3dio.<\/p>\n<p><b>Basquete<\/b> &#8211; Enquanto os homens assistir\u00e3o ao show dos norte-americanos pela TV, as mulheres comandadas por Ant\u00f4nio Carlos Barbosa tentar\u00e3o repetir a prata de Atlanta ou o bronze de Sydney. \u00c9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p><b>Esportes aqu\u00e1ticos<\/b> &#8211; Temos nadadores muito esfor\u00e7ados, como os veteranos Fernando Scherer e Gustavo Borges (que v\u00e3o para a \u00faltima olimp\u00edada de suas vidas), mas cuja prepara\u00e7\u00e3o est\u00e1 a anos-luz em rela\u00e7\u00e3o aos favoritos de sempre. Cassius Duran, Juliana Velloso e as g\u00eameas do nado soncronizado ficar\u00e3o felizes se terminarem em posi\u00e7\u00f5es honrosas. A turma do p\u00f3lo aqu\u00e1tico, do remo e os amigos do Cuattrin na canoagem v\u00e3o mesmo \u00e9 brincar na \u00e1gua.<\/p>\n<p><b>Futebol<\/b> &#8211; At\u00e9 o Iraque &#8211; pasmem, o IRAQUE! &#8211; vai disputar o torneio masculino. Nossa torcida fica por conta do time feminino, montado e treinado h\u00e1 poucos meses por Ren\u00ea Sim\u00f5es. Um novo quarto lugar j\u00e1 est\u00e1 de bom tamanho.<\/p>\n<p><b>Gin\u00e1stica<\/b> &#8211; Da noite para o dia, por conta de um ucraniano chamado Oleg Ostapenko, a p\u00e1tria de chuteiras passou a vestir collant. Daiane dos Santos e a sua coreografia &#8220;Brasileirinho&#8221; virou sin\u00f4nimo de ouro. Tomara que o significado n\u00e3o mude. Todos os outros &#8211; inclusive as esfor\u00e7adas mo\u00e7as da gin\u00e1stica r\u00edtmica, v\u00e3o ganhar experi\u00eancia.<\/p>\n<p><b>Handebol<\/b> &#8211; Em Atenas, os campe\u00f5es de Santo Domingo v\u00e3o mostrar o que representa realmente os Jogos Pan-americanos dentro do cen\u00e1rio esportivo mundial &#8211; entenda como quiser.<\/p>\n<p><b>Hipismo<\/b> &#8211; Tradicionalmente conseguem um desempenho razo\u00e1vel por equipes. De repente, acontece. No individual, Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet v\u00e3o repetir o dueto do refugo, o mais comentado em toda a hist\u00f3ria desse esporte. Agora vai?<\/p>\n<p><b>Jud\u00f4<\/b> &#8211; Outro esporte que ningu\u00e9m lembra durante quatro anos, mas sempre belisca bons resultados em Jogos Ol\u00edmpicos &#8211; ao menos desde <s>Aur\u00e9lio Miguel, em 1988<\/s> 1984, quando conquistamos tr\u00eas medalhas (prata para Douglas Vieira e bronze com Lu\u00eds Onmura e Walter Carmona &#8211; obrigado, <a href=\"http:\/\/www.alexandresena.jor.br\" target=\"_blank\"><b>Sena<\/b><\/a>!), o pa\u00eds sempre mostrou competitividade para colocar um ou at\u00e9 dois judocas entre os medalhistas. Vamos ficar de olho.<\/p>\n<p><b>T\u00eanis<\/b> &#8211; No auge de sua carreira em 2000, Gustavo Kuerten esbarrou no russo Yevgeny Kafelnikov, que terminou com o ouro ol\u00edmpico em Sydney. Quatro anos depois, continua sendo nossa esperan\u00e7a &#8211; t\u00e3o intermin\u00e1vel quanto sua &#8220;fase de transi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3rio&#8221;.<\/p>\n<p><b>T\u00eanis de mesa<\/b> &#8211; Liderados por Hugo Hoyama, os mesa-tenistas brasileiros conquistaram recentemente o mundial da categoria. Tudo bem, foi da segunda divis\u00e3o&#8230; Mas merece cr\u00e9dito. Diante dos orientais de verdade, no entanto, vai ser bucha.<\/p>\n<p><b>Tiro<\/b> &#8211; Rodrigo Bastos \u00e9 o nome tupiniquim no esporte. O ex-dentista igualou o recorde mundial na fossa ol\u00edmpica em Santo Domingo, conquistando a prata. Trata-se de uma grande inc\u00f3gnita. Por via das d\u00favidas, n\u00e3o entra no meu bol\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Triatlo<\/b> &#8211; Mariana Ohata \u00e9 a melhor atleta brasileira na modalidade, est\u00e1 entre as dez melhores do mundo. Ser\u00e1 uma vit\u00f3ria para o esporte se mais um atleta, seja do masculino ou feminino, chegar t\u00e3o longe.<\/p>\n<p><b>Vela<\/b> &#8211; O Brasil \u00e9 o pa\u00eds do iatismo: em tese, temos duas medalhas aqui. Na classe Laser, ser\u00e3o todos contra Robert Scheidt, \u00fanico brasileiro j\u00e1 confirmado no p\u00f3dio. Marcelo Ferreira e Torben Grael, na classe Star, tamb\u00e9m eram favoritos Sydney &#8211; levaram bronze porque queimaram a \u00faltima regata. Os outros brasileiros v\u00e3o para comemorar o desempenho de Scheidt, Grael e Ferreira.<\/p>\n<p><b>V\u00f4lei<\/b> &#8211; No masculino, os atuais campe\u00f5es mundiais mostraram na Copa do Mundo, em novembro passado, que t\u00eam tudo para apagarem a decep\u00e7\u00e3o em Sydney e, recentemente, no Pan-americano &#8211; por essas e outras, h\u00e1 de se considerar o &#8220;fator Venezuela&#8221;, respons\u00e1vel pelo clima de &#8220;j\u00e1 ganhou&#8221; em Santo Domingo. As meninas podem chegar \u00e0 prata &#8211; se chegarem \u00e0 final, v\u00e3o perder para a China.<\/p>\n<p><b>V\u00f4lei de Praia<\/b> &#8211; Nosso campeonato nacional \u00e9 um dos mais competitivos do mundo. Prata em Sydney, Adriana Behar e Shelda estar\u00e3o de volta como favoritas. Ricardo e Emanuel, melhor dupla do mundo, em tese, s\u00e3o imbat\u00edveis. N\u00e3o custa sonhar com duas medalhas de ouro&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;Participar de uma Olimp\u00edada j\u00e1 foi uma vit\u00f3ria&#8221;. Ta\u00ed a declara\u00e7\u00e3o que vamos ouvir dos figurantes do badminton, beisebol, boxe, ciclismo, esgrima, levantamento de peso, luta greco-romana, pentatlo moderno, remo, softbol e taekwondo.<\/p>\n<p>E voc\u00ea, com corda ou sem corda?<\/p>\n<p><font color=\"#CC0000\">Contagem regressiva: faltam praticamente 90 dias para as Olimp\u00edadas!<\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou longe de ser um profeta ou especialista em todos os esportes. 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