{"id":1322,"date":"2004-05-03T18:21:47","date_gmt":"2004-05-03T21:21:47","guid":{"rendered":"http:\/\/marmota.org\/blog\/uma-pedra-estranha-no-ni-nho"},"modified":"2004-05-03T18:21:47","modified_gmt":"2004-05-03T21:21:47","slug":"uma-pedra-estranha-no-ni-nho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marmota.org\/blog\/uma-pedra-estranha-no-ni-nho\/","title":{"rendered":"Uma pedra estranha no ni&#8230;nho"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/secoes\/pedra.gif\" align=\"right\">A Internet n\u00e3o teria gra\u00e7a nenhuma se toda a rede de contatos criada por e-mails, blogs, ice kills e afins n\u00e3o vingassem fora dela. Desde os tempos de BBS, sou grande adepto de reuni\u00f5es, convescotes, entre outros eventos de integra\u00e7\u00e3o no mundo real. Nos \u00faltimos anos, acumulei tarimba suficiente para n\u00e3o ter medo de &#8220;encontros no escuro&#8221; &#8211; como ocorre tradicionalmente quando marcamos com pessoas que nunca vimos. Normalmente, o resultado \u00e9 muito positivo!<\/p>\n<p>Foi com o mesmo esp\u00edrito animado que aceitei o convite das <a href=\"http:\/\/www.garotasquedizemni.com\" target=\"_blank\"><b>Garotas que Dizem Ni<\/b><\/a>, que <a href=\"http:\/\/www.garotasquedizemni.com\/archives\/000799.php\" target=\"_blank\"><b>comemoraram um ano de merecido sucesso na web<\/b><\/a> no \u00faltimo dia 17 de abril, no <a href=\"http:\/\/www.dartajones.com.br\" target=\"_blank\"><b>Darta Jones<\/b><\/a>, de \u00f3timas refer\u00eancias (a come\u00e7ar pelo estilo anos 80). Estava sem qualquer folga na reda\u00e7\u00e3o em abril: era uma chance excelente de espairecer ap\u00f3s mais um plant\u00e3o.<\/p>\n<p>Apareci na Rua dos Pinheiros por volta das onze e pouco, quase meia-noite. Antes de entrar, vi o <a href=\"http:\/\/www.patosefotos.blogger.com.br\" target=\"_blank\"><b>Enio Martins<\/b><\/a> e o <a href=\"http:\/\/guitarman.blogspot.com\" target=\"_blank\"><b>Rodrigo Rodrigues<\/b><\/a> saindo do lugar. &#8220;Opa, vai ser f\u00e1cil me enturmar&#8221;, pensei. Apanhei minha comanda e entrei, ao som de Smiths. Sensacional!<\/p>\n<p>Uma r\u00e1pida observada, no entanto, para relembrar (e constatar) o \u00f3bvio: n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m. Acreditem: n\u00e3o fazia id\u00e9ia de como as anfitri\u00e3s eram pessoalmente. E haviam centenas de foli\u00f5es animad\u00edssimos na pista. Nenhum deles parecia preocupado com o forte calor &#8211; o excesso de contingente naquele barzinho estreito jogou a temperatura nas alturas.<\/p>\n<p>Minha primeira provid\u00eancia foi &#8211; \u00e9 claro &#8211; me divertir um bocado. &#8220;De repente, aparece algu\u00e9m conhecido&#8221;, pensei. Esqueci momentaneamente desse detalhe e chacoalhei o esqueleto ao som de sucessos inesquec\u00edveis. Nisso, os pobres &#8220;ventisilva&#8221; na parede continuavam seu esfor\u00e7o in\u00fatil em conter a energia t\u00e9rmica dissipada. Em poucos minutos, minha cabe\u00e7a pediu um refresco. Para alcan\u00e7\u00e1-lo, era preciso cruzar o bar, atravessando a barreira formada pelos in\u00fameros convidados.<\/p>\n<p>No meio daquele grande ajuntamento de povo, segui observando as pessoas. E nenhum rosto familiar. Terminei a peregrina\u00e7\u00e3o e, ap\u00f3s novo esfor\u00e7o, consegui um refrigerante. Ficou pouco tempo nas minhas m\u00e3os: um japon\u00eas de \u00f3culos, mas empolgado, tratou de derrub\u00e1-la com uma cotovelada. Foi sem querer, claro. Mas meu c\u00e9rebro exausto se sentiu frustrado.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marmota.org\/blog\/images\/garotas0305.jpg\"><br \/><i>Conseguiu achar um bobo perdido no meio da festa?<\/i><\/div>\n<p>Antes de atravessar aquele mar de gente alegre novamente, decidi subir as escadas e investigar a parte superior do Darta Jones. Incr\u00edvel, mas estava ainda mais quente. Algumas mesas vazias e uns tr\u00eas ou quatro jogando Atari num canto e Genius do outro. Fui pra perto do banheiro e tentei ligar para um dos dois amigos que ficaram de aparecer tamb\u00e9m. Sem sucesso. &#8220;Acho que desistiram&#8221;.<\/p>\n<p>Meus neur\u00f4nios restantes pediram \u00e1gua: nova tentativa de desbravar a selva e garimpar conhecidos. Se eu fosse s\u00f3 um pouco &#8220;cara de pau&#8221;, tomaria o microfone do DJ, que ficava perto do balc\u00e3o, e diria algo como &#8220;oi patota, voc\u00eas n\u00e3o me conhecem, mas podem me chamar de Marmota&#8230; Gostaria de dar os parab\u00e9ns para as garotas&#8221;. Claro que esse \u00e9 o tipo de coisa que n\u00e3o consigo fazer. Preferi ser mais sutil: apontei pra duas mo\u00e7as magras e de cabelo curto (as \u00fanicas duas caracter\u00edsticas f\u00edsicas que lembrava) e perguntei:<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea \u00e9 a Clarissa?<\/p>\n<p>A primeira riu. A outra n\u00e3o me deu bola.<\/p>\n<p>Naquela altura, a vontade de estar bem longe dali &#8211; em Mogi das Cruzes, por exemplo &#8211; era maior. Ainda fiquei mais um tempinho ouvindo cl\u00e1ssicos dos anos 80, mas logo sa\u00ed do bar. Quinze reais pelo refrigerante e \u00e1gua mais caros da minha vida &#8211; que infelizmente n\u00e3o renderam um \u00fanico abra\u00e7o nas aniversariantes&#8230;<\/p>\n<p>E eu, uma pedra, estava l\u00e1. Talvez se eu n\u00e3o contasse, o mundo jamais saberia&#8230; \ud83d\ude1b<\/p>\n<p>(Aproveitando para felicitar novamente <a href=\"http:\/\/www.garotasquedizemni.com\" target=\"_blank\"><b>estas mo\u00e7as incr\u00edveis<\/b><\/a>, al\u00e9m de agradecer a Vivi por ter me descoberto na imagem que ilustra esse causo).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Internet n\u00e3o teria gra\u00e7a nenhuma se toda a rede de contatos criada por e-mails, blogs, ice kills e afins n\u00e3o vingassem fora dela. Desde os tempos de BBS, sou grande adepto de reuni\u00f5es, convescotes, entre outros eventos de integra\u00e7\u00e3o no mundo real. 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